Alguns Problemas do Livro dos Espíritos
Este artigo visa analisar cientificamente passagens da 2ªedição do Livro dos Espíritos um tanto problemáticas com o conhecimento científico atual. Algumas são erros grosseiros, outras pecam pela precisão dos termos. Algumas das críticas – poucas – saem um pouco da área da Ciência e tecem algumas considerações filosóficas.
Introdução
Um dos grandes problemas que percebo no movimento espírita brasileiro é a falta de atualização de seus livros. Obras de mais de cem anos são lançadas sem se preocupar se as informações ali presentes entram em choque ou não com o conhecimento atual. Se o espiritismo se pretende científico, um primeiro passo para isso seria que seus livros passassem por uma revisão por pares de especialistas no assunto. Infelizmente, não pude aplicar o processo de revisão por pares neste artigo. O que fiz foi selecionar as críticas que encontrei em artigos dispersos de certas passagens do Livro dos Espíritos, em que algumas análises caíam sobre o mesmo trecho e coincidiam nos comentários. Dito isso, vamos às passagens mais problemáticas.
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Livro dos Espíritos |
Comentários |
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4. Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus? “Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá.” Para crer-se em Deus, basta se lance o olhar sobre as obras da Criação. O Universo existe, logo tem uma causa. Duvidar da existência de Deus é negar que todo efeito tem uma causa e avançar que o nada pôde fazer alguma coisa. |
O erro desse raciocínio está justamente nessa idéia de que qualquer COISA é um EFEITO. Pode ser que haja coisas que não sejam efeito de nada, sendo acausais portanto. Se fôssemos de fato seguir à risca tal raciocínio, então o fato de encontrarmos Deus tornaria obrigatório haver um Deus anterior, inclusive mais forte, que o houvesse criado também. Autor: Julio César Siqueira, disponível aqui e aqui. Complemento 1: Richard Soup, em artigo disponível aqui, informa que “de acordo com a teoria quântica corrente, existem eventos “acausais”, não-influenciávies — eventos que acontecem de modo totalmente aleatório. Isso incluiria decaimento radioativo, flutuações de ruído térmico, e medições de estados quânticos sobrepostos”. Complemento 2: Se é efeito, é lógico quem tem uma causa. Muito melhor seria substituir a palavra “efeito”, por “evento”. |
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8. Que se deve pensar da opinião dos que atribuem a formação primária a uma combinação fortuita da matéria, ou, por outra, ao acaso? “Outro absurdo! Que homem de bom-senso pode considerar o acaso um ser inteligente? E, demais, que é o acaso? Nada.” A harmonia existente no mecanismo do Universo patenteia combinações e desígnios determinados e, por isso mesmo, revela um poder inteligente. Atribuir a formação primária ao acaso é insensatez, pois que o acaso é cego e não pode produzir os efeitos que a inteligência produz. Um acaso inteligente já não seria acaso. |
O conceito de acaso precisa de uma revisão, hoje sabemos que muitas propriedades da matéria parecem comportar-se seguindo padrões probabilísticos – está aí a Física Quântica a demonstrar a todo momento o comportamento probabilístico das partículas mais elementares. Portanto quanto mais elementar a partícula maior força ganha o acaso. A afirmação “Um acaso inteligente já não seria acaso.” – merece uma análise especial, pois a Física Quântica não é totalmente aleatória, é possível fazermos modelos de previsão, sabemos por exemplo – usando-a que um determinado átomo radioativo irá emitir uma partícula alfa ou beta, com uma determinada probabilidade, mas não podemos afirmar em que momento isto ocorrerá. Esta limitação não implica na impossibilidade de tratarmos este evento de forma inteligente ao contrário, é bastante fácil, pois na natureza estes eventos ocorrem aos milhões de emissões por segundo. Autor: Alexandre Cardia Machado, constando no artigo “Pluralidade dos Mundos Habitados – Uma Atualização Face aos Avanços da Ciência” |
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19. Não pode o homem, pelas investigações científicas, penetrar alguns dos segredos da Natureza? “A Ciência lhe foi dada para seu adiantamento em todas as coisas; ele, porém, não pode ultrapassar os limites que Deus estabeleceu.” tanto maior admiração lhe devem causar o poder e a sabedoria do Criador. Entretanto, seja por orgulho, seja por fraqueza, sua própria inteligência o faz joguete da ilusão. Ele amontoa sistemas sobre sistemas e cada dia que passa lhe mostra quantos erros tomou por verdades e quantas verdades rejeitou como erros. São outras tantas decepções para o seu orgulho. |
Este parágrafo, na verdade ao invés de esclarecer tenta diminuir a contribuição da ciência. O método científico tem esta característica, criar hipóteses, testá-las e aprimorá-las. Sem sombra de dúvida, neste processo o erro é permanente, porém é assim que se progride. […] Da mesma forma, não acredito que existam “limites que Deus estabeleceu”, existem apenas limites tecnológicos a serem transpostos. Autor: Alexandre Cardia Machado, constando no artigo “Pluralidade dos Mundos Habitados – Uma Atualização Face aos Avanços da Ciência” |
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27. Há então dois elementos gerais do Universo: a matéria e o espírito? “Sim e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas, ao elemento material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermediário entre o espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseira para que o espírito possa exercer ação sobre ela. Embora, de certo ponto de vista, seja lícito classificá-lo com o elemento material, ele se distingue deste por propriedades especiais. Se o fluido universal fosse positivamente matéria, razão não haveria para que também o espírito não o fosse. Está colocado entre o espírito e a matéria; é fluido, como a matéria é matéria , e suscetível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e sob a ação do espírito, de produzir a infinita variedade das coisas de que apenas conheceis uma parte mínima. Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o espírito se utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá.” |
1- Fazendo distinção entre matéria e fluido, ou o Espírito que respondeu a esta pergunta restringiu bastante o que gostaria que fosse entendido por “matéria”, ou reduziu severamente o que queria que entendêssemos por “fluido”. Em nível macroscópico (e de uma maneira bem simplória), podemos classificar a matéria em sólidos e fluidos, de modo que os fluidos não estão à parte da matéria. 2- “… qualidades que a gravidade lhe dá …” : afirmação muito obscura. Autor: José Edmar Arantes Ribeiro (comunicação pessoal). |
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35. O Espaço universal é infinito ou limitado? “Infinito. Supõe-no limitado: que haverá para lá de seus limites? Isto te confunde a razão, bem o sei; no entanto, a razão te diz que não pode ser de outro modo. O mesmo se dá com o infinito em todas as coisas. Não é na pequenina esfera em que vos achais que podereis compreendê-lo.” Supondo-se um limite ao Espaço, por mais distante que a imaginação o coloque, a razão diz que além desse limite alguma coisa há e assim, gradativamente, até ao infinito, porquanto, embora essa alguma coisa fosse o vazio absoluto, ainda seria Espaço. |
No LE está escrito que o Universo é infinito pois não podemos imaginar algo que exista além de seus limites, no entanto […] se imaginarmos que o Universo foi criado […] ou seja que teve um começo e sabe-se, por medições que ele está em expansão, a lógica nos faz concluir que está aumentando o seu limite e que portanto é finito. Autor: Alexandre Cardia Machado, constando no artigo “Pluralidade dos Mundos Habitados – Uma Atualização Face aos Avanços da Ciência” |
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40. Serão os cometas, como agora se pensa, um começo de condensação da matéria, mundos em via de formação? “Isso está certo; absurdo, porém, é acreditar-se na influência deles. |
01.Vejam, os cometas não são necessariamente começo de formação de nada. Podem, a princípio, ficar vagando “ad infinitum”. Autor: Julio César Siqueira, disponível aqui. 02. Os cometas são constituídos basicamente de poeira e gelo sendo sobra da nebulosa inicial que deu origem ao Sistema Solar, os planetas Júpiter, Saturno e Netuno, devido a suas massas muito grandes, provocam alterações nas órbitas destes pedaços de rocha existente no cinturão de Crupier e ou na Nuvem de Oort da qual o cinturão faz parte, fazendo com que se aproximem do Sol. Não são formados no começo de condensação da matéria, mas sim durante a formação da nebulosa planetária, pelo menos 8 ou 10 bilhões de anos depois do Big Bang. Autor: Alexandre Cardia Machado, constando no artigo “Pluralidade dos Mundos Habitados – Uma Atualização Face aos Avanços da Ciência” |
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42. Poder-se-á conhecer o tempo que dura a formação dos mundos: da Terra, por exemplo? “Nada te posso dizer a respeito, porque só o Criador o sabe e bem louco será quem pretenda sabê-lo, ou conhecer que número de séculos dura essa formação.” |
01. O tempo de criação dos mundos atualmente é bem conhecido, donde concluo ser um erro o dito […] pelos “espíritos superiores”. Autor: Julio César Siqueira, disponível aqui. 02. Este assunto hoje é matéria escolar a nível de Ensino Secundário, sabe-se que a Terra tem 4,6 bilhões de anos. Autor: Alexandre Cardia Machado, constando no artigo “Pluralidade dos Mundos Habitados – Uma Atualização Face aos Avanços da Ciência” |
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44. Donde vieram para a Terra os seres vivos? “A Terra lhes continha os germens, que aguardavam momento favorável para se desenvolverem. Os princípios orgânicos se congregaram, desde que cessou a atuação da força que os mantinha afastados, e formaram os germens de todos os seres vivos. Estes germens permaneceram em estado latente de inércia, como a crisálida e as sementes das plantas, até o momento propício ao surto de cada espécie. Os seres de cada uma destas se reuniram, então, e se multiplicaram.” |
Sobre a origem das espécies, o que é dito é a teoria da geração espontânea. Novamente os espíritos parecem ter errado. Autor: Julio César Siqueira, disponível aqui. |
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45. Onde estavam os elementos orgânicos, antes da formação da Terra? “Achavam-se, por assim dizer, em estado de fluido no Espaço, no meio dos Espíritos, ou em outros planetas, à espera da criação da Terra para começarem existência nova em novo globo.” A Química nos mostra as moléculas dos corpos inorgânicos unindo-se para formarem cristais de uma regularidade constante, conforme cada espécie, desde que se encontrem nas condições precisas. A menor perturbação nestas condições basta para impedir a reunião dos elementos, ou, pelo menos, para obstar à disposição regular que constitui o cristal. Por que não se daria o mesmo com os elementos orgânicos? Durante anos se conservam germens de plantas e de animais, que não se desenvolvem senão a uma certa temperatura e em meio apropriado. Têm-se visto grãos de trigo germinarem depois de séculos. Há, pois, nesses germens um princípio latente de vitalidade, que apenas espera uma circunstância favorável para se desenvolver. O que diariamente ocorre debaixo das nossas vistas, por que não pode ter ocorrido desde a origem do globo terráqueo? A formação dos seres vivos, saindo eles do caos pela força mesma da Natureza, diminui de alguma coisa a grandeza de Deus? Longe disso: corresponde melhor à idéia que fazemos do seu poder a se exercer sobre a infinidade dos mundos por meio de leis eternas. Esta teoria não resolve, é verdade, a questão da origem dos elementos vitais; mas, Deus tem seus mistérios e pôs limites às nossas investigações. |
Os argumentos de Kardec são todos enquadrados na idéia da geração espontânea – não mais aceita, após as experiências de Pasteur, […]. Partem da pré-existência das espécies em forma de germes “à espera da criação da Terra para começarem existência nova em novo globo” o que é totalmente desconsiderado nos dias de hoje. Autor: Alexandre Cardia Machado, constando no artigo “Pluralidade dos Mundos Habitados – Uma Atualização Face aos Avanços da Ciência” Nota: Apesar de a Academia de Ciências Francesa ter julgado e premiado as experiências de Pasteur em 1862 e este ser considerado o fim, digamos, “oficial” da geração espontânea, a história é um pouco mais complicada. A Academia foi parcial e era simpática à biogênese e Pasteur se recusou a repetir experimentos de cientistas pró abiogênese, como Pouchet. Em vez de encarar o desafio, acusou os adversários de erros procedimentais. Na verdade, se Pasteur tivesse testado as propostas de Pouchet, que utilizavam água de feno como caldo nutritivo, o resultado seria a favor da geração espontânea. Hoje se sabe que a água de feno possui microorganismos que resistem à fervura simples e assim teria mascarado o resultado correto que ocorreria em caso de uma esterilização mais eficiente. Havia muitas paixões no meio científico no que se refere a este tema. Muitos se prendiam a geração espontânea como única alternativa ao criacionismo bíblico, outros eram simpáticos à biogênese por ela ainda fazer preciso a “intervenção divina” na origem dos primeiros seres. Possivelmente Pasteur estava neste grupo. O Grande Dicionário Universal Larrousse de 1865 ainda dava vitória aos partidários da geração espontânea e Pasteur continuou a enfrentar outros espontanatistas. Por outro lado, os membros mais influentes da Academia negavam a geração espontânea. Tais fatos podem ajudar a entender a persistência do entusiasmo de Kardec Fonte: link |
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46. Ainda há seres que nasçam espontaneamente? “Sim, mas o gérmen primitivo já existia em estado latente. Sois todos os dias testemunhas desse fenômeno. Os tecidos do corpo humano e do dos animais não encerram os germens de uma multidão de vermes que só esperam, para desabrochar, a fermentação pútrida que lhes é necessária à existência? É um mundo minúsculo que dormita e se cria.” |
Esse erro é deveras grave. Espíritos Superiores estão afirmando que as larvas que aparecem na carne apodrecendo são fruto da própria carne, e não de ovos de moscas, etc. Tais “vermes”, ou melhor, larvas, são na verdade oriundos dos ovos deixados pelos insetos, de acordo com o atual conhecimento científico. Cabe ressaltar também que os vermes que de fato existem (por vezes) dentro de nós, que são os vermes intestinais, na verdade morrem quando nós morremos. A ciência atual não admite sequer que organismos tão simples quanto células surjam por geração espontânea (apesar de em algum momento no passado isso ter forçosamente ocorrido, quando da origem das primeiras células há uns três bilhões de anos). Autor: Julio César Siqueira, disponível aqui. |
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48. Poderemos conhecer a época do aparecimento do homem e dos outros seres vivos na Terra? “Não; todos os vossos cálculos são quiméricos.” |
Atualmente tanto a época do aparecimento do homem e dos outros seres vivos são conhecidos. |
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53. O homem surgiu em muitos pontos do globo? “Sim e em épocas várias, o que também constitui uma das causas da diversidade das raças. Depois, dispersando-se os homens por climas diversos e aliando-se os de uma aos de outras raças, novos tipos se formaram.” |
Não houve fusão de espécies no caso humano (e nem eu conheço nenhum caso assim, salvo em endossimbiose de organismos unicelulares). E a origem das diversas raças humanas difere do que é exposto. Autor: Julio César Siqueira, disponível aqui. |
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55. São habitados todos os globos que se movem no espaço? “Sim e o homem terreno está longe de ser, como supõe, o primeiro em inteligência, em bondade e |
01. Vejam: “Todos os globos são habitados”! Esse é o grande problema, e o claro erro, desse trecho. Autor: Julio César Siqueira, disponível aqui. 02. Hoje sabemos […] que nem todos os globos são habitados. Autor: Alexandre Cardia Machado, constando no artigo “Pluralidade dos Mundos Habitados – Uma Atualização Face aos Avanços da Ciência” Nota: Na nota de rodapé da q. 188 do LE Kardec já diz que os habitantes de Marte seriam fisicamente inferiores aos Terra, ou seja, mais densos, o que sabemos ser falso. |
February 14th, 2008 às 3:42 am
É muito bem discurtirmos as obras psicografadas, principalmente hoje em dia pois qualquer coisa que um espírito se considera como verdadeiro.
E sobre o artigo, digo que Kardec muda sua opinião do Livro dos Espiritos no seu livro A Gênese. No primeiro livro, ele fala que a terra continha os germes de todas as espécies, e no segundo, ele adapta a teoria da evolução ao Espiritismo.
Sabemos que Kardec era humano e portanto também cometia erros, mesmo assim, eu o considero como um grande mestre pois me ensinou a ser uma pessoa ética e menos apagado as coisas materiais.
Encerro meu comentário dizendo que A Verdade é a coisa mais difícil de ser descoberta, e com certeza não seria um homem e nem alguns espíritos que apresentariam ela nua e crua.
February 15th, 2008 às 2:14 am
Peço que o autor deste artigo fracamente “acadêmico” faça a gentileza de me escrever para debatermos o tema à luz da Física Quântica e da Filosofia. Preciso apresentar-lhe conceitos como “anacronismo” e “verdade científica”. Por isso que afirmo: Espiritismo requer estudo aprofundado, senão teremos comentários como estes, infundados, irracionais e que demonstram apenas o desconhecimento do autor pela matéria trazida a lume.
Estou a disposição para uma discussão séria no emai: direitoaplicado2007@yahoo.com
Paulo
February 15th, 2008 às 2:25 pm
Os comentários de Júlio Siqueira e de Alexandre Machado referentes à questão 55 de “O Livro dos Espíritos” deveriam ter sido mais específicos, pois não é um ‘claro erro’ a afirmação de que todos os globos do universo são habitados. Já temos indícios da existência de ‘matérias’ distintas da matéria bariônica, como a matéria escura, por exemplo. Então, que garantia há que não existam seres constituídos desta matéria habitando os vários globos do universo aparentemente desabitados? O fato da matéria escura interagir gravitacionalmente explicaria por que tais seres estariam ‘ligados’ aos globos, apesar de constituídos de matérias distintas…
O Espírito que respondeu à questão 55 não me pareceu ter cometido erro algum. Mas o mesmo não podemos dizer do comentário subseqüente de Kardec. Vejamos…
Kardec diz que ‘Deus povoou de seres vivos os mundos’, que ‘Acreditar que só OS HAJA no planeta que habitamos fora duvidar da sabedoria de Deus’, e que ‘nada há, nem na posição, nem no volume, nem na constituição física da Terra, que possa induzir à suposição de que ela goze do privilégio de ser HABITADA, com exclusão de tantos milhares de milhões de MUNDOS SEMELHANTES’. Como o codificador não fez ressalvas de que, no contexto de outros orbes, o significado de ’seres vivos’ deveria ser outro, e como ainda fez questão de frisar que havia muitos mundos semelhantes à Terra, o que implicaria na existência de seres similares aos de nosso planeta em outros globos, então, realmente, somos forçados a admitir que Kardec se equivocou. Isto é reforçado pela nota de rodapé da questão 188, já citada.
February 16th, 2008 às 12:04 am
J. Edmar:
O grande problema dos ateus e materialistas, e desses comentaristas que pretendem falar em nome das ciências, é que se baseiam nas “não descobertas” astronômicas de sinais de vida humana noutros planetas.
Ora, a arrogância deles é muito grande. Primeiro porque não querem se instruir noutros ramos das ciências como os espíritas e os esotéricos. Se fizessem isso com humildade e respeito, e com capacidade intelectual e intuitiva, logo saberiam que a Física e a Mecânica Quântica, por mais complicadas que sejam para o leigo, engatinham no conhecimento tanto do átomo no universo físico como em anti-matéria dos tais universos paralelos, por eles batizados.
Sabem os ocultistas que a matéria é poli-dimensional, mas a ciência só encontra respaldo na tri-dimensionalidade da matéria, e somente agora desconfia de sua quadri-dimensionalidade, pela teoria das super cordas, gravitação quântica e outras.
E esses pseudo-cientistas e comentaristas chatos ao basear-se na não descoberta da astronomia de outros planetas habitados, fazem muito bem em contestar essa opinião oposta da realidade espírita e esotérica, porque não devem desmentir que a astronomia é confessadamente míope, pois ela necessita de lentes para conseguir enxergar. É um engraçado paradoxo!
Mas um dia, espero que não muito distante, as ciências conduzidas por homens verdadeiramente sábios e independentes, irão provar por um efeito qualquer de uma contraprova, que muitos planetas não habitados fisicamente o são, entretanto, por humanidades mais avançadas que se revestem de corpos de uma outra ordem de matéria. Quanto mais reunir provas sobre aqueles planetas habitados por humanidades semelhantes a da Terra.
Aliás, tenho certeza de que a NASA já reconhece esses fatos e fica contando mentirinhas para o mundo.
February 16th, 2008 às 12:07 am
correção: pelas teorias das super cordas, gravitação quântica e outras.
February 16th, 2008 às 2:11 pm
É inegável que as obras de Kardec, particularmente “A Gênese” e “O Livro dos Espíritos”, trazem muitas informações incompatíveis com os conhecimentos científicos atuais, mas próximas de especulações do século 19, tais como vida, similar à terrestre, em Marte. O capítulo de Uranografia Geral da Gênese é um outro exemplo de texto pseudo-científico das obras Kardec, que pretendia que o Espiritismo fosse sendo revisado progressivamente, coisa que não aconteceu.
February 16th, 2008 às 2:56 pm
Discutir as idéias pra lá de arcaicas e em franco desuso do Espiritismo à luz da ciência é uma perda de tempo sem limites. É coisa para a meia dúzia de espíritas que sobraram no mundo e que têm a arrogância absurda de dizer que têm todas as respostas para todos os enigmas do universo, sempre com a retória: “o tempo dirá que estamos certos, pois a verdade pertence a nós, sob a codificação de Alan Kardec, pois toda a ciência engatinha perante o que nós espíritas já sabemos há anos!” C´mon, get a life!!!!
February 16th, 2008 às 3:16 pm
Marcelo:
Transcreva o(s) tópico(s) de a Gênese onde se afirmaria que o espiritismo seria revisado progressivamente. Permita-nos também fazer nossa análise.
February 16th, 2008 às 3:50 pm
Roger:
Absurdo mesmo é essa sua declaração de pseudo crítico. Informe-se melhor sobre ambas as correntes, a científica e a espírita, para poder declarar coisa útil, pois negar por negar qualquer um faz.
Somente para não passar em branco: os homens das ciências são tão arrogantes que procuram todos os dias fingir que as bases científicas não tiveram início com sacerdotes da antiguidade, alquimistas e astrônomos-astrólogos. Por milênios esses sábios desenvolveram e mantiveram as ciências para o bem da humanidade.
Bem diferente da atualidade, quando os monopólios mundiais se apropriam de toda a tecnologia, escravizam nações e provocam guerras, fome, doenças e tantos outros males. Não era para ser assim, não acha?
Esses “cientistas” são realmente talentosos na arte de impressionar os leigos, pois acham que conseguem apagar a verdadeira história com os avanços tecnológicos.
Isso é muito mais do que arrogância, é a miséria e a queda moral da humanidade. Será que somente espíritas e esotéricos conseguem enxergar isso?
Mas não! Pois conheço muitos ateus que não falam e nem escrevem essas bobagens que você escreveu, porque simplesmente enxergam, mesmo sem acreditar em Deus….
February 16th, 2008 às 9:48 pm
Carlos Magno,
Quanto à revisão progressiva do Espiritsmo, eu me referia a passagens como o de “Obras Póstumas”, citado a seguir:
“O terceiro ponto, enfim, é inerente ao caráter essencialmente progressivo da Doutrina. Pelo fato de ela não se embalar com sonhos irrealizáveis, não se segue que se imobilize no presente. Apoiada tão-só nas leis da Natureza, não pode variar mais do que estas leis; mas, se uma nova lei for descoberta, tem ela que se pôr de acordo com essa lei. Não lhe cabe fechar a porta a nenhum progresso, sob pena de se suicidar. Assimilando todas as idéias reconhecidamente justas, de qualquer ordem que sejam, físicas ou metafísicas, ela jamais será ultrapassada, constituindo isso uma das principais
garantias da sua perpetuidade.”
Em “A Gênese”, na parte que fala da (completamente incorreta) Teoria da Lua, há a seguinte nota de rodapé “Por muito racional e científica que seja essa teoria, como ainda não foi confirmada por nenhuma observação direta, somente a título de hipótese pode ser aceita e como idéia capaz de servir de baliza à Ciência”, mostrando que o livro contém idéias consideradas provisórias por Kardec, sujeitas a verificação (e portanto, a contestação) futura.
OFF TOPIC: um bom artigo sobre revisão do Espiritismo é http://www.novavoz.org.br/opiniao-069.htm
February 17th, 2008 às 12:15 am
Marcelo:
Tanto quanto o budismo que tem 2.500 anos aproximadamente, o espiritismo não sofreu qualquer modificação nos seus principais postulados. Isso porque as ciências humanas não foram o suficiente competentes para desmentir suas máximas.
E nem poderiam, isso por que as ciências materiais se baseiam nos efeitos físicos da matéria tri-dimensional, exatamente porque são formuladas por cérebros igualmente tridimensionais, ao contrário dessas duas ciências espirituais que citei, que vieram à existência por revelações alcançadas por mentes superiores.
O espiritismo porque veio reconfirmar e deu preciosa ênfase aos Evangelhos de Jesus e confiou as comunicações aos processos coordenados da mediunidade. De todas as formas, mereceu estudos acurados de um homem culto de pseudônimo Allan Kardec.
As leis físicas não são propriamente formulações originais, mas fragmentos de leis cósmicas que sempre existiram e sob cujas regências o espiritismo atua e se desenvolve. O que as ciências fazem é detectar esses fragmentos cósmicos que regulam as transformações da matéria.
February 17th, 2008 às 12:16 am
A propósito, a matéria, ao contrário do que imaginam e pensam os cientistas, não é inerentemente causa de nada, mas sim efeito, decorrência de causas maiores e cósmicas. Tanto é assim que os gênios da física estão ficando embasbacados com a teoria da mecânica quântica, e teoria das super cordas que citei em comentário anterior. Eles não conseguem encontrar um ponto de apoio concreto para entender a formulação dos mundos sob as leis materiais até agora conhecidas que tanto arrogam como Pai-Mãe do universo.
Talvez até pudessem entender e explicar melhor o universo, nas limitações e proporções humanas, se conseguissem interpretar essas mesmas leis sob uma ótica mais profunda das relações de causas e efeitos de agentes puramente físicos.
Quando se fala em cinturão de fótons, conhecimento esse revelado aos esotéricos e espiritualistas, que intimamente aceitam e entendem via intuição, os homens das ciências ficam em polvorosa e gritam e berram contra essa burrice!
Mas não conseguem explicar convincentemente porque um positron e um elétron ao se encontrar se aniquilam e resultam em dois raios gamas, chamados fótons. E por que a matéria que desaparece se transforma em energia, como Einstein tão bem detectou. Fica tudo no campo da teoria científica, nos compêndios de linguagem empolada, técnica e elitista, como se a simplicidade não fosse também um caminho certo para se entender o universo e seu Criador.
February 17th, 2008 às 12:17 am
Os espíritos sabem disso há muitos séculos, como sabem os budistas-esotéricos, os ocultistas, alquimistas, rosa cruzes, maçons etc. Só que não precisam explicar cientificamente para quem não entenderia, e passam essas lições aos mais humildes servidores da espiritualidade na forma de revelações que devem ser aceitas pela fé e pela razão espiritual.
Para se ter uma idéia, todo o espaço-matéria que circunscreve o sistema solar está submetido e regulado por três leis cósmicas básicas, sob a integração de energias e forças dimanadas do Criador. São elas: A Lei da Economia, A Lei da Atração e a Lei da Síntese.
Dessas três leis básicas, decorrem sete leis sistêmicas ou menores que são: a Lei da Vibração, a Lei da Coesão, a Lei da Desintegração, a Lei do Controle Magnético, a Lei da Fixação, a Lei do Amor e a Lei do Sacrifício e Morte.
Impossível nesse espaço discorrer apropriadamente sobre elas. Mas com toda a certeza a sabedoria dos espíritos e ocultistas de todos os tempos detinham revelações sobre elas. Assim, jamais o espiritismo será modificado por leis descobertas pelos físicos modernos, pois toda a estrutura da doutrina já se achava equacionada e regulada por essas leis. Portanto, as ciências não se encontram adiante das leis ditas espirituais, mas bem ao contrário. Portanto, a história é bem outra e o caçador vira ao final a caça!
February 20th, 2008 às 3:29 am
Sr. Carlos Magno,
O senhor deve realmente ser um cientista poderoso, além de esotérico detentor da sabedoria dos milênios. Agora, não me interessa (nem a mim nem a bilhões de pessoas “enganadas” pela “arrogante” ciência tradicional), conhecer a “corrente espírita” descrita pelo senhor, simplesmente porque ela é desconhecida, ignorada, refutada, ridicularizada e, repito, em franco desuso por qualquer pessoa com o mínimo de bom senso. Agora, esse blog, pelo que eu tenho visto, é um paraíso para o senhor, pois o senhor publica suas idéias estapafúrdias de cientista esotérico de meia-tijela, que nada sabe sobre ciência (apesar de sua imensa inveja dos cientistas), e os leitores têm o trabalho imenso de ter que “rolar” seus posts para procurar algo com substância. Poupe-nos de ter que gastar tanta tecla de computador e procure uma atividade que tenha mais a ver com o seu Q.I. e procure o site do Ronald McDonald.
February 20th, 2008 às 3:36 pm
Roger:
Que bom que você leu minhas bobagens. Bem ou mal algo ficou.
Mas que você ainda vai precisar pastar um bocado nessa vida, ah vai, meu caro!
Uma coisa você já aprendeu: Nem tudo é para todos! Paciência, né?
Saudações de um esotérico milenar.
February 21st, 2008 às 7:38 pm
Deixo-lhes uma pergunta:
Quem fez um estudo sistemático a respeito do “O Livro dos Espíritos”, (incluíndo o contexto da sociedade no momento do seu advento) e conhece os fenômenos que ele trata?
Para que se possa fazer um julgamento/defender/repudir é mister que esteja, de fato, informado a respeito do mote.
Para o companheiro que citou física quântia, sugiro que pesquise a respeito do Prof. Dr. Aécio Pereira Chagas e do livro dele “Iniciação à Ciência Espírita” e caso tenha interesse em dirimir dúvidas, posso intermediar.
Abraços fraternais,
moraes_maria@yahoo.com.br
February 26th, 2008 às 2:33 pm
“A mais bela e profunda emoção que se pode experimentar é a sensação do místico. Este é o semeador da verdadeira ciência. Aquele a quem seja estranha tal sensação, aquele que não mais possa devanear e ser empolgado pelo encantamento, não passa, em verdade, de um morto.
ALBERT EINSTEIN (1879-1955)
February 28th, 2008 às 4:31 pm
O Espiritismo de Kardec é uma farsa total, e é uma pena que pessoas bem intencionadas caiam nessa armadilha de retórica e ciência furada. No Brasil, um homem que já foi apontado como “reencarnação” de Kardec, Chico Xavier é mais fraudulento que nota de 3 reais. Nunca convenceu ninguém que não fosse crente e ganhou adeptos pela linguagem firulada, que para ignorantes, até soa “inteligente” e científica”. Sua vida é pontuada pela fraude. A fraude, intencional ou não, de Xavier é tão óbvia que é difícil pra mim crer que alguém ainda acredite nelas. Dizem que Xavier psicografava até em outras línguas, e, pesquisando, descobri essa “pérola” transcrita abaixo Essa carta é já histórica, e quase todo mundo que menciona os “prodígios” de Xavier a comenta. É uma psicografia em Inglês (feita de trás pra frente, como num espelho, truque manjado) em que Xavier traz outros “ensinamentos” lindos, puros e cheios de caridade e amor ao próximo. Só que esse espírito não sabia escrever em Inglês. O que se lê é Português escrito em Inglês, com erros de gramática e lógica imperdoáveis a um espírito tão elevado como esse “Emmanuel”. Leia só:
Nota 0, analisada por um professor de redação.
Descontei pontos pelo uso de pensamento em Português. A impressão que fica é que a carta foi escrita em Português, e, com o auxílio de um dicionário, ela foi traduzida ao pé-da-letra, sem critérios.
Descontei pontos pela falta de pontuação das frases (típico do Português).
Descontei pontos pelos seguintes erros de gramática:
“peace in God” > Do Português “Paz em Deus”, não faz sentido em IngLês.
“Let us learn the life in the love’s law” > Erro grosseiro. Ele usou o do artigo “the” como no Português, além de outras estruturas do Português. O certo seria: “Let us learn about life in love’s law”.
“Jesus Christ, Except ” > erro de pontuação. Deveria ser “ponto” e não “vírgula”.
“earthly world” > acho que ele quis dizer “mundo terreno”, o que não faz o menor sentido, deveria ser usado apenas a palavra “world”.
“represent the struggle” > erro primário de conjugação verbal. Deveria ser “represents”. Qualquer aluno de Inglês elementar sabe disso.
“the vanity” > de novo, uso errado do artigo, que, em Português estaria certo.
“little men’s science” > ele está falando de anões? Se não, ele deveria usar a palavra “small” e não “little”
Será que todos esses milênios de idade, o Emmanuel não pôde fazer um bom intercâmbio na Inglaterra ou nos Estados Unidos?
É claro que os defensores vão dizer: mas como ele poderia escrever certo? A mente do médium interfere na psicografia (já ouvi isso antes), e o Chico era semi-analfabeto, como ele conseguiria ler um dicionário? Ou seja, no Espiritismo, se o médium acertar, se diz: “Viu? Não disse que o Espiritismo tem as respostas a todas as indagações do Homem?”, mas se errar, se diz: “Temos que entender as limitações do médium.” Chupa essa manga.
February 28th, 2008 às 9:38 pm
Esse moço chamado Gilberto deve estar passando por muitos problemas.
Só pode ser. Preces e uma corrente de médiuns podem ajudá-lo.
March 3rd, 2008 às 8:08 pm
Realmente Rosely, nota-se isso pela destilação do ódio em suas palavras, ódio de quem só fez o bem.
Além de tudo mostra-se um péssimo argumentador, sendo até mesmo infantil, como a criança birrenta quando é contrariada.Vejamos:
1-´´No Brasil, um homem que já foi apontado como “reencarnação” de Kardec, Chico Xavier é mais fraudulento que nota de 3 reais“
Obs:Mas Gilberto, entre uma fraude como Chico Xavier que fez tanto pelos mais pobres e uma fraude como voce, praticamente inutil pra quem necessita de um simples prato de arroz em casa, é necessario dizer qual fraude o Brasil precisa mais?
2-´´Nunca convenceu ninguém que não fosse crente e ganhou adeptos pela linguagem firulada, que para ignorantes, até soa “inteligente” e científica”“
Obs:E voce tem provas irrecusaveis que nunca nenhum descrente tenha acreditado em sua autenticidade?
3-´´Sua vida é pontuada pela fraude. A fraude, intencional ou não, de Xavier é tão óbvia que é difícil pra mim crer que alguém ainda acredite nelas“
Obs: Milhões de pessoas acreditam, ja a sua vida, é pontuada por comentarios apaixonados e nenhuma atividade reconhecida por algum grupo mais expressivo, a não ser por alguns tolos como eu que ainda insistem em perder tempo com voce.
4-´´Dizem que Xavier psicografava até em outras línguas, e, pesquisando, descobri essa “pérola” transcrita abaixo Essa carta é já histórica, e quase todo mundo que menciona os “prodígios” de Xavier a comenta. É uma psicografia em Inglês (feita de trás pra frente, como num espelho, truque manjado) em que Xavier traz outros “ensinamentos” lindos, puros e cheios de caridade e amor ao próximo.“
Obs: Não só ensinamentos como um vida vivida assim, totalmente documentada,e voce amigo, o que tem feito de bom pela humanidade melhor que ele na sua vida além de criticar e atacar quem fez?
5-´´O que se lê é Português escrito em Inglês, com erros de gramática e lógica imperdoáveis a um espírito tão elevado como esse “Emmanuel”. “
Obs:Imperdoavel é não fazer melhor na vida.Mas seria interessante ouvir de voce sobre os casos dos réus absolvidos por juizes baseados em mensagens espiritas do ´´fraudulento“ Chico Xavier, apesar de saber de antemão dos seus argumentos, seria divertido rir mais um pouco, coisa que sempre faço quando tenho um tempinho livre da minha empresa de informatica.
Um abraço pro nosso ´´descobridor de fraudes“ Gilberto, tenha certeza que os seus exemplos de vida vão ficar pra sempre na história da humanidade, e não aquele fraudulento do Chico.(risos)
´´A mais bela e profunda emoção que se pode experimentar é a sensação do místico. Este é o semeador da verdadeira ciência. Aquele a quem seja estranha tal sensação, aquele que não mais possa devanear e ser empolgado pelo encantamento, não passa, em verdade, de um morto.“
ALBERT EINSTEIN (1879-1955)
March 4th, 2008 às 8:38 am
Leia o link abaixo. Essa história de carta psicografada é motivo de chacota de advogados e usada como medida desesperada por pessoas como essa abaixo, a Suzane von Richthofen, que matou barbaramente os pais. Ainda bem que a carta não foi aceita e a moça vai apodrecer na cadeia. Se fosse por você, ela estaria nas ruas, talvez louca pra matar de novo.
http://ultimainstancia.uol.com.br/noticia/40116.shtml
March 4th, 2008 às 8:45 am
Ah, se os internautas quiserem conhecer os casos que Delfrate relata, acesse o link abaixo.
http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=9381
March 4th, 2008 às 4:08 pm
Pela pessoal conclusão do advogado é possível a admissão de laudas psicografadas como documento particular. Mesmo na posição personificada do autor do comentário, não há heresia apócrifa como o pobre do detrator do espiritismo, o apresentador do site, desejaria que fosse.
O comentário do advogado deixa bem claro que eminentes juristas são bastante favoráveis; então há o reconhecimento: logo vale também o sim. Juiz é juiz e no final cabe a ele a sentença. A discussão continua, o que é ótimo para o espiritismo e terrívelmente ácido e indigesto para seus ferrenhos inimigos.
O tiro saiu pela culatra, como o Vitor costuma dizer. Interessante, não?
March 7th, 2008 às 3:54 am
Ora, vamos pegar um aerobus, que segundo o espírito André Luiz é confundido aqui na terra com OVNI´s, e visitar Chico Xavier em outro plano de existência (em que a maioria dos internos no Hospital Psiquiatrico do além foi espírita encarnado), e ver o lado escuro da lua (que é perfeitamente visível em Nosso Lar!!), descobrindo que Chico foi Kardec em outra encarnação (apesar do próprio Chico ter afirmado que estudou em um curso semanal com Emmanuel a Doutrina Espírita; ou seja, ele aprendeu no curso o que ele mesmo havia codificado!!), e finalmente, vamos esperar que Manoel de Nóbrega (Não o padre, que foi Emmanuel) que recentemente reencarnou como o próprio filho de Carlos Alberto de Nóbrega, comande o programa “A Praça é Nossa” com elevado estado de “espírito” (peraí, eu sou meu próprio avô!) Ou quem sabe ele terá um eterno mau-humor? Isso é que vai ser um tiro que saiu pela culatra!!!!
March 7th, 2008 às 12:33 pm
Atenção céticos que odeiam o espiritismo, atenção!Desespero na casa!!!
Argumentos sofríveis estão boiando no lamaçal das mentiras, com a intenção de desviá-las e sair-se da reta.
Primeiro se falou do direito, de um comentário simples de um advogado, coisa pessoal e unilateral, como se fosse algo inalienável, perfeito e julgado.
Quando se mostrou que o tiro realmente saiu pela culatra, pois os próprios comentários do advogado demonstram dualidades e pontos contraditórios pela posição de autoridades jurídicas, o barraco cheio de cupim desmoronou, e a apelação do pseudo voou para o xiste, à ficção e à péssima e pretensa analogia ao humor dos programas televisivos.
Atenção, medíocres, bastem-se aos argumentos vazados e pegajosos do pseudo! Vocês vão adorar, pois aos medíocres o que é dos medíocres!!!
March 7th, 2008 às 4:46 pm
Sr. Carlos Magno, como o senhor, que infere ser adepto ou entusiasta de cultos Afro-Brasileiros (que são milhares de vezes mais coerentes que o Espiritismo de Kardec, principalmente por não quererem dar pitaco em ciência ou em outras religiões, ficando no âmbito da fé pessoal e dos belos ritos centenários) pode ser tão apaixonado defensor das incoerências e sandices Espíritas? O Espiritismo considera os espíritos desses cultos como inferiores, e condenam sacrifícios de animais e incorporações, que são o foco principal dessas religiões. O escritor e médium Márcio de Carvalho (um bom amigo, já falecido) me dizia que os negros sofrem tanto nessa vida por causa da involução de seus espíritos, refletido em suas religiões. Dá pra ser Espírita e cultuador Afro-brasileiro ao mesmo tempo?
March 8th, 2008 às 4:01 am
Continua a confusão na mente cética. Espiritismo é significado amplo, irrestrito, não é somente aplicado ao espiritismo de Kardec.
Há boas discussões a respeito, mas com ordem e civilidade.
March 9th, 2008 às 7:37 pm
“O homem está sempre disposto a negar tudo aquilo que não compreende”. (Blaise Pascal)
March 19th, 2008 às 12:50 pm
Vamos ser práticos ok,
se o espiritismo é considerado como ciência, o que ele trouxe de bom para a humanidade?
descobertas da fisica ? medicina ? engenharia ?
Nunca vi nada na ciência relacionado ao espiritismo, então por que pessoas de bom senso devem considera-lo?
é bem claro que “espiritos superiores” afirmaram a geração espontânea, ( na verdade teoria acredita por outros cientistas, nem isso os espiritos inovaram ) refutada pelo célebre Louis Pasteur.
Então me digam no que o espiritismo fez a ciência evoluir?
Não vejo nada além de falacias e outras coisas que devem ficar somente no mundo do obscurantismoem que se encontram todas as demais religiões.
March 21st, 2008 às 11:57 pm
Que surpresa encontrar este seu site Vitor !
O parabenizo pela iniciativa.Devo dizr tb que algumas considerações que tinha sobre vc cairam após a leitura do material aqui publicado.
Especificamente sobre o tema da correção científica do Livro dos Espíritos realmente existe o problema do erro. Praticamente os primeiros capítulos, que focam este tema, são constituidos de informações errôneas a luz da ciência moderna.
Porém mais do que levantra os erros das afirmações dos espíritos vejo um outro ponto: não somente estão erradas mas tb nenhuma delas constitui uma revelação ou uma informação original como o Livro os Espiritos deseja transparecer. Não existe uma antecipação em relação ao conhecimento cientifico moderno, TUDO que é dito nestes capítulos podemos verificar que já era parte do conhecimento científico em voga no tempo de Kardec (seja ele correto ou não ).
A partir do momento que se percebe isto uma análise mais ampla do LE demosntra que praticamente nenhuma informação é fruto de uma idéia exatamente original e Kardc dá pistas disto em sua Revista Espirita onde aos poucos nos fornece os indcativos de suas fontes e de como adaptou e/ou simplesmente colou as idéias presentes nestas fontes.
Até mesmo a escolha o seu codinome é fruto de um modismo de época: por volta do meio do sec XIX houve um “resgate” do druidismo por diversas ordens bretãs que romatizaram estes antigos sacerdotes e criaram o estereótipo do druida ao estilo “Merlim”. Esta moda se espalhou por toda a Europa chegando obviamente a França. ( Na realidade os druidas não possuiam práticas nada sutis: os druidas normalmente afogavam inimigos capturados em batalhas, os estripavam, ou ainda os queimavam em imensos bonecos ocos de madeira, entre outras métodos brutai sempre ligados a aspectos ritualisticos. Se Kardec havia sido um deles isto não era nada meritório )
Novamente deixo aqui meus parabéns.
Carlos “APODman” Bella
April 9th, 2008 às 6:42 pm
Caros amigos,
Sou espírita e, por isso mesmo, sou crítico contumaz da doutrina (paradoxo facilmente inteligível por quem conhece a doutrina espírita), mas não posso deixar de tecer alguns comentários a respeito de algumas partes do artigo e de alguns comentários deste interessante blog, não serão a todas, pois me falta tempo. Vejamos:
CRÍTICA: Na crítica sobre a questão número 4 do Livro dos Espíritos: “Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?”, diante da respostas dos espíritos de que “duvidar da existência de Deus é negar que todo efeito tem uma causa e avançar que o nada pôde fazer alguma coisa”, o autor Julio César Siqueira diz que:
“O erro desse raciocínio está justamente nessa idéia de que qualquer COISA é um EFEITO. Pode ser que haja coisas que não sejam efeito de nada, sendo acausais portanto”.
JN: Devo dizer que não há nada menos “científico” que o termo “pode ser que”, apesar de toda ciência começar com um ou mais “pode ser que”. Mas ciência mesmo é responder: “pode ser que” baseado em quê?
O Livro dos Espíritos até pode fazer afirmações ainda não experimentadas, por seu caráter revelador, mas alguém que se quer “cientista”, e/ou “científico”…
CRÍTICA: O crítico continua afirmando que “Se fôssemos de fato seguir à risca tal raciocínio, então o fato de encontrarmos Deus tornaria obrigatório haver um Deus anterior, inclusive mais forte, que o houvesse criado também”.
JN: É mais ou menos por aí. Era só ter lido um pouco mais e chegaria à questão número 13, e veria o seguinte comentário: ” Deus é eterno. Se Ele tivesse tido um começo teria saído do nada, ou teria sido criado por um ser anterior. É assim que, de degrau em degrau, remontamos ao infinito e à eternidade.”
Antes, na questão número 1, os espíritos já haviam dito que “Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”, portanto…
CRÍTICA: No Complemento número 1 à mesma crítica, recorre-se a um artigo de Richard Soup, informando que “de acordo com a teoria quântica corrente, existem eventos “acausais”, não-influenciávies — eventos que acontecem de modo totalmente aleatório. Isso incluiria decaimento radioativo, flutuações de ruído térmico, e medições de estados quânticos sobrepostos”.
JN: Ora, existem hoje 10000000000000000000000000² teorias quânticas (desculpe a ironia!). A maioria delas nem mesmo pode ser chamada de científica (por exemplo, o filme e livro “O Segredo”).
A provável origem da afirmação de Richard Soup é a seguinte: em 1966, um físico russo de nome Andrei Sakharov, tentando explicar o provável (bem provável) desequilíbrio entre matéria e antimatéria, delineou três condições necessárias para que isso ocorresse: A primeira diz que os prótons devem decair, a segunda restringe a maneira como o universo esfriou após o Big Bang e a terceira descreve uma diferença de propriedade, mensurável, entre matéria e antimatéria. Até hoje não houve nenhuma observação experimental do decaimento de um próton, entretanto espera-se que isto seja um evento tão raro que não estaria ao alcance dos métodos experimentais atuais. Já as condições de não equilíbrio do esfriamento do universo são compatíveis com os modelos teóricos existentes e com as observações realizadas. E a diferença de comportamento entre a matéria e a antimatéria está no limite de nossa capacidade experimental e existem, no momento, vários experimentos em preparação para tentar observá-la. Por enquanto é tudo “pode ser que”.
JN: No mais, todas as outras críticas baseadas em “teorias quânticas” carecem antes de resposta à seguinte pergunta: Teoria quântica de quem, cara pálida?
CRÍTICA: Na crítica à questão de número 19 e sua resposta:
“Não pode o homem, pelas investigações científicas, penetrar alguns dos segredos da Natureza?
“A Ciência lhe foi dada para seu adiantamento em todas as coisas; ele, porém, não pode ultrapassar os limites que Deus estabeleceu.” tanto maior admiração lhe devem causar o poder e a sabedoria do Criador. Entretanto, seja por orgulho, seja por fraqueza, sua própria inteligência o faz joguete da ilusão. Ele amontoa sistemas sobre sistemas e cada dia que passa lhe mostra quantos erros tomou por verdades e quantas verdades rejeitou como erros. São outras tantas decepções para o seu orgulho.”
Que teve o seguinte comentário:
“Este parágrafo, na verdade ao invés de esclarecer tenta diminuir a contribuição da ciência. O método científico tem esta característica, criar hipóteses, testá-las e aprimorá-las. Sem sombra de dúvida, neste processo o erro é permanente, porém é assim que se progride. […]”
JN: Não concordo com o crítico quando sugere que houve uma crítica ao método científico. O próprio Livro dos Espíritos foi confeccionado usando tal método. Já em relação ao progresso da ciência, concordo plenamente com o crítico. Acho que o espiritismo só tem um dogma. Este dogma foi “sacramentado” (brincadeirinha) por Kardec: “Se a ciência provar que estamos errados em algum ponto doutrinário, abandonamos aquele ponto e seguimos a ciência”.
CRÍTICA: O crítico ainda afirma que:
“Da mesma forma, não acredito que existam “limites que Deus estabeleceu”, existem apenas limites tecnológicos a serem transpostos.
JN: Ora, os limites que “Deus estabeleceu” existem e são apenas os limites da natureza humana, a própria resposta enfatiza que os limites estão no “poder” e na “sabedoria”, os tecnológicos certamente serão transpostos (vide Lei do Progresso). Mas a perfeição humana jamais será absoluta, como a de Deus, será no máximo relativa. Isto é lógica.
CRÍTICA: Na crítica à questão número 27 e sua resposta:
“Há então dois elementos gerais do Universo: a matéria e o espírito?
“Sim e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas, ao elemento material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermediário entre o espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseira para que o espírito possa exercer ação sobre ela. Embora, de certo ponto de vista, seja lícito classificá-lo com o elemento material, ele se distingue deste por propriedades especiais. Se o fluido universal fosse positivamente matéria, razão não haveria para que também o espírito não o fosse. Está colocado entre o espírito e a matéria; é fluido, como a matéria é matéria , e suscetível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e sob a ação do espírito, de produzir a infinita variedade das coisas de que apenas conheceis uma parte mínima. Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o espírito se utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá.”
1- Fazendo distinção entre matéria e fluido, ou o Espírito que respondeu a esta pergunta restringiu bastante o que gostaria que fosse entendido por “matéria”, ou reduziu severamente o que queria que entendêssemos por “fluido”. Em nível macroscópico (e de uma maneira bem simplória), podemos classificar a matéria em sólidos e fluidos, de modo que os fluidos não estão à parte da matéria.
2- “… qualidades que a gravidade lhe dá …” : afirmação muito obscura.
Autor: José Edmar Arantes Ribeiro (comunicação pessoal).
JN: Devo esclarecer que os espíritos estão se referindo ao Fluido Cósmico Universal, que é bem diferente da definição de fluido que conhecemos.
Peço socorro a Marcelo Fernandes, em O Consolador Prometido:
“(…) A palavra fluido também variou muito desde a época de Kardec quando o éter era pensado como um fluido em repouso. Hoje, em Física, a palavra fluido é um nome associado apenas a substâncias materiais como os gases e os líquidos, indicando a possibilidade de movimento relativo interno.
- Mesmo o conceito de espaço mudou com a teoria da Relatividade Especial, passando a ser um contínuo quadridimensional onde tempo e espaço passaram a ser equivalentes, e depois mudou com a Teoria da Relatividade Geral pois foi dotado de curvatura que depende da quantidade de matéria presente. Na atualidade já foi detectado o arrastamento da estrutura do espaço próximo de buracos negros, deixando o espaço assim de ser considerado como tendo existência independente, ou de ser apenas uma entidade matemática, para ter uma existência objetiva, solidária com a matéria. Mas, diferentemente dos físicos relativistas, os físicos de partículas vêm o espaço-tempo como um cenário de fundo fixo no qual os grávitons (partículas do campo gravitacional) e outros quanta (como os fótons do campo eletromagnético) podem interagir e se propagar. Para os físicos que estudam a teoria das cordas super simétricas o espaço-tempo deve ter dez dimensões sendo que as dimensões extras são “invisíveis” porque elas se enrolam em círculos muito pequenos, do tamanho do comprimento de Planck.
Assim, ninguém poderá afirmar que os conceitos atuais da Física não continuarão mudando com o advento de novas teorias no futuro.
Que nome seria escolhido hoje para designar algo que explicasse tanto os campos quanto a energia, o espaço, o fluido vital e que ainda fosse o elemento do qual matéria e antimatéria fossem constituídos? Um elemento assim seria amplo, universal em sua capacidade de explicar tudo, e teria características análogas a um fluido em sua acepção atual, e preencheria o espaço cósmico. Que nome seria melhor do que Fluido Cósmico Universal? (…)”
CRÍTICA: No LE está escrito que o Universo é infinito pois não podemos imaginar algo que exista além de seus limites, no entanto […] se imaginarmos que o Universo foi criado […] ou seja que teve um começo e sabe-se, por medições que ele está em expansão, a lógica nos faz concluir que está aumentando o seu limite e que portanto é finito.
JN: O Livro A Gênese de Kardec traz a resposta, mas vou recorrer a uma cientista. Uma resposta breve encontra-se no livro de Brian Greene, “O Tecido do Cosmos”.
Transcrevo-a:
“Normalmente imaginamos que o universo começou com um ponto… em que não há espaço ou tempo exteriores. A partir de uma erupção qualquer, o espaço e o tempo emergiram da sua forma comprimida e o universo em expansão levantou vôo, Contudo, se o universo é espacialmente infinito, havia já uma extensão espacial infinita no momento do big bang. Neste momento inicial, a densidade de energia disparou e uma temperatura incomparavelmente elevada foi alcançada, mas estas condições extremas existiam por toda a parte, e não num único ponto. De acordo com esta possibilidade, o big bang não ocorreu num ponto; pelo contrário, a erupção do big bang ocorreu por toda a parte desta extensão infinita. Comparando isso com o começo convencional num único ponto, é como se houvesse muitos big bangs, um em cada ponto da extensão espacial infinita. Após a explosão, o espaço expandiu, mas o seu tamanho global não aumentou, uma vez que algo que já é infinito não pode ficar ainda maior. Aquilo que aumentou foram as separações entre objetos, como as galáxias (depois de formadas)… Um observador como nós, olhando de uma galáxia ou de outra, veria todas as galáxias vizinhas a afastarem-se, tal como Hubble descobriu”.
CRÍTICA: Questão 40:
Serão os cometas, como agora se pensa, um começo de condensação da matéria, mundos em via de formação?
“Isso está certo; absurdo, porém, é acreditar-se na influência deles.
01.Vejam, os cometas não são necessariamente começo de formação de nada. Podem, a princípio, ficar vagando “ad infinitum”.
02. Os cometas são constituídos basicamente de poeira e gelo sendo sobra da nebulosa inicial que deu origem ao Sistema Solar, os planetas Júpiter, Saturno e Netuno, devido a suas massas muito grandes, provocam alterações nas órbitas destes pedaços de rocha existente no cinturão de Crupier e ou na Nuvem de Oort da qual o cinturão faz parte, fazendo com que se aproximem do Sol.
Não são formados no começo de condensação da matéria, mas sim durante a formação da nebulosa planetária, pelo menos 8 ou 10 bilhões de anos depois do Big Bang.
JN: Sugiro que esperemos os experimentos sobre o Big Bang que serão feitos por cientistas de vários países no maior laboratório de física do mundo. O Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN), em Genebra irá promover a maior experiência da física nas últimas décadas, fazendo com que dois átomos se choquem em uma alta velocidade e permitindo, assim, o estudo de como teria sido o Big Bang.
Sobre este assunto há muitas especulações e pouca ciência ainda.
Fico por aqui, mas, caso queiram, posso continuar em outra oportunidade.
Devo dizer que o Espiritismo não quer ser a última palavra em nada, haja vista a frase de Kardec: “Se a ciência provar que estamos errados em algum ponto doutrinário, abandonamos aquele ponto e seguimos a ciência”, mas querer tomar o atual patamar científico como o definitivo…
Um grande e fraterno abraço.
Joaquim Neiva
jneivar@ig.com.br
April 10th, 2008 às 11:50 am
Prezado Joaquim,
comentando:
01. Devo dizer que não há nada menos “científico” que o termo “pode ser que”, apesar de toda ciência começar com um ou mais “pode ser que”. Mas ciência mesmo é responder: “pode ser que” baseado em quê?
Baseado em fenômenos que são considerados acausais, como os citados por Soup.
02- O Livro dos Espíritos até pode fazer afirmações ainda não experimentadas, por seu caráter revelador, mas alguém que se quer “cientista”, e/ou “científico”…
Alguém que se quer “cientista”, e/ou “científico” precisa levar as demais hipóteses em consideração, a opinião do mainstrem sobre o assunto…
03- O crítico continua afirmando que “Se fôssemos de fato seguir à risca tal raciocínio, então o fato de encontrarmos Deus tornaria obrigatório haver um Deus anterior, inclusive mais forte, que o houvesse criado também”. É mais ou menos por aí. Era só ter lido um pouco mais e chegaria à questão número 13, e veria o seguinte comentário: ” Deus é eterno. Se Ele tivesse tido um começo teria saído do nada, ou teria sido criado por um ser anterior. É assim que, de degrau em degrau, remontamos ao infinito e à eternidade.” Antes, na questão número 1, os espíritos já haviam dito que “Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”, portanto…
Portanto isso não resolve nada. Se Deus é acausal, por que o Universo não poderia ser? De fato, há teorias que colocam o Universo como eterno também, sem a necessidade de um Criador. Além disso, há fenômenos considerados acausais, logo dizer que Deus é a causa primária de TODAS as coisas cai-se em erro também…
04-No Complemento número 1 à mesma crítica, recorre-se a um artigo de Richard Soup […] Por enquanto é tudo “pode ser que”. No mais, todas as outras críticas baseadas em “teorias quânticas” carecem antes de resposta à seguinte pergunta: Teoria quântica de quem, cara pálida?
De cientistas. A existência de fenômenos acausais penso ser consenso entre a maioria dos cientistas. O fato é que com o passar do tempo, as pesquisas ao invés de confirmar, tem no mínimo feito surgir várias outras possibilidades não contempladas pelo LE.
05- Não concordo com o crítico quando sugere que houve uma crítica ao método científico. O próprio Livro dos Espíritos foi confeccionado usando tal método.
Não, não foi. Inclusive, não há sequer 1 só fenômeno paranormal bem documentado em toda a Revista Espírita ou no Livro dos Espíritos. Vide o artigo “Porque um cético não acredita no Livro dos Espíritos”, que mostra erros graves na metodologia de Kardec, neste mesmo blog.
06- Acho que o espiritismo só tem um dogma. Este dogma foi “sacramentado” (brincadeirinha) por Kardec: “Se a ciência provar que estamos errados em algum ponto doutrinário, abandonamos aquele ponto e seguimos a ciência”.
Coisa que ninguém presta atenção hoje em dia, fazendo justamente o oposto.
07- Ora, os limites que “Deus estabeleceu” existem e são apenas os limites da natureza humana,
Não sabemos nem se Deus existe…
08- a própria resposta enfatiza que os limites estão no “poder” e na “sabedoria”,
O que também não sabemos se há limites.
09- Mas a perfeição humana jamais será absoluta, como a de Deus, será no máximo relativa. Isto é lógica.
Não sabemos se Deus existe, e se existe, não sabemos se Ele é perfeito.
10- Devo esclarecer que os espíritos estão se referindo ao Fluido Cósmico Universal, que é bem diferente da definição de fluido que conhecemos. […] Que nome seria escolhido hoje para designar algo que explicasse tanto os campos quanto a energia, o espaço, o fluido vital e que ainda fosse o elemento do qual matéria e antimatéria fossem constituídos? Um elemento assim seria amplo, universal em sua capacidade de explicar tudo, e teria características análogas a um fluido em sua acepção atual, e preencheria o espaço cósmico. Que nome seria melhor do que Fluido Cósmico Universal? (…)”
Qualquer um menos “Fluido Cósmico Universal”, que é reduntante. Cosmo e Universo significam a mesma coisa. O nome é infeliz. Além disso, não há, que eu saiba, evidências de qualquer fluido vital.
11. Após a explosão, o espaço expandiu, mas o seu tamanho global não aumentou, uma vez que algo que já é infinito não pode ficar ainda maior. Aquilo que aumentou foram as separações entre objetos, como as galáxias (depois de formadas)… Um observador como nós, olhando de uma galáxia ou de outra, veria todas as galáxias vizinhas a afastarem-se, tal como Hubble descobriu.
É uma possibilidade, dentre várias outras. Se o Universo é finito ou infinito, só o tempo dirá. O importante do artigo é apontar outras possibilidades que surgiram desde a feitura do LE.
12. Sugiro que esperemos os experimentos sobre o Big Bang que serão feitos por cientistas de vários países no maior laboratório de física do mundo. O Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN), em Genebra irá promover a maior experiência da física nas últimas décadas, fazendo com que dois átomos se choquem em uma alta velocidade e permitindo, assim, o estudo de como teria sido o Big Bang. Sobre este assunto há muitas especulações e pouca ciência ainda. Fico por aqui, mas, caso queiram, posso continuar em outra oportunidade.
Não vejo em que tal experimento vá mudar o que sabemos dos cometas…
13. Devo dizer que o Espiritismo não quer ser a última palavra em nada, haja vista a frase de Kardec: “Se a ciência provar que estamos errados em algum ponto doutrinário, abandonamos aquele ponto e seguimos a ciência”, mas querer tomar o atual patamar científico como o definitivo…
Ninguém está tomando como definitivo. Mas cada vez mais fica mais difícil “encaixar” o que diz o LE com o que sabemos do Universo.
Um abraço.
April 11th, 2008 às 2:16 am
Caro Vitor,
Algumas observações:
Vitor disse: “(…) Se Deus é acausal, por que o Universo não poderia ser? De fato, há teorias que colocam o Universo como eterno também, sem a necessidade de um Criador. Além disso, há fenômenos considerados acausais, logo dizer que Deus é a causa primária de TODAS as coisas cai-se em erro também…”
JN: O termo “acausal” para designar a origem de Deus na visão espírita, não é correto.
Um pequeno exercício do pensamento filosófico do LE, quando diz que Deus: “é eterno. Se Ele tivesse tido um começo teria saído do nada, ou teria sido criado por um ser anterior. É assim que, de degrau em degrau, remontamos ao infinito e à eternidade”, mostra claramente que o espiritismo entende que Deus seja “eterno”, o que filosoficamente é bem diferente de “acausal”.
O eterno, por existir desde sempre e para sempre, sem interrupção, não é “efeito”, portanto não tem causa. Não pode ser “evento”, pois não é possível estipular um “momento” dele. E não pode ser “acausal” na acepção , por ser “a causa primária de todas as coisas”, seria como no “moto contínuo”.
Acho que a razão do difícil entendimento deste ponto é a contaminação pela visão morfológica de Deus (da qual todos nós somos vítimas devido à massificação feita pela maioria das religiões). Por isso mesmo é que Kardec, inteligentemente, fez a primeira pergunta do LE observando uma prudente distância do “senso comum”, de forma brilhante e inteiramente dentro do método científico: “QUE É DEUS?”. Veja bem, ele não perguntou “QUEM É DEUS?”, o que poderia sugerir um conceito prévio de que Deus fosse “alguém” (incompatível com a sua natureza eterna, portanto), nem mesmo perguntou “O QUE É DEUS?” (o simples acréscimo do “O” sugeriria que a pré-concepção agora seria de que Deus fosse “algo específico”).
Outro problema é a confusão que a visão morfológica de Deus cria quando se tenta entender a afirmativa do LE de que Deus “é a causa primária de todas as coisas”. Normalmente se entende que Deus, um elemento, teria criado todas as coisas, outro elemento diferente. Entendo que a interpretação correta é que A CAUSA PRIMÁRIA, OU PRIMEIRA, DE TODAS AS COISAS, É QUE É DEUS na visão espírita.
A resposta à questão de número 10 do LE é bem elucidativa do pensamento dos espíritos:
P: Pode o homem compreender a natureza íntima de Deus?
R: “Não, falta-lhe para isso o sentido.”
Logo em seguida, na questão de número 11, os espíritos dizem que o homem poderá compreender o “mistério da divindade” “Quando não tiver mais o espírito obscurecido pela matéria. (…)”
Em outras palavras, é ao longo do tempo, da evolução, que se vai compreendendo a natureza íntima de Deus, por aquisição dos sentidos necessários.
Vitor disse: Qualquer um menos “Fluido Cósmico Universal”, que é redundante. Cosmo e Universo significam a mesma coisa. O nome é infeliz. Além disso, não há, que eu saiba, evidências de qualquer fluido vital.
JN: Perdão Vitor, mas entendo que há outro probleminha de terminologia no seu comentário.
Entendo que a terminologia “Fluido Cósmico Universal” é boa e não é redundante pelo seguinte: o “Cósmico” do fluido é de localização (fluido do universo, do cosmo, não está apenas em determinado “ponto” do Universo) e o “Universal” já é pela sua natureza característica (penetra em tudo), como o explicado na própria questão de número 27: “(,,,) Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o espírito se utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá.”
É óbvio que o preconceito não permite estudos científicos sobre fluidos e perispíritos fora dos meios espíritas, infelizmente, apesar de que, de vez em quando, algum cientista esbarra em algo, mas há estudos feitos por cientistas espíritas, como os sobre o MOB (Modelo Organizador Biológico), bastante interessantes.
Vitor disse: Não vejo em que tal experimento vá mudar o que sabemos dos cometas…
JN: Sobre a resposta dos espíritos sobre cometas na Questão 40: “Serão os cometas, como agora se pensa, um começo de condensação da matéria, mundos em via de formação? “Isso está certo; absurdo, porém, é acreditar-se na influência deles”.
Acredito que a impossível influência dita pelos espíritos é aquela de ordem espiritual, como ao longo da história da humanidade tem-se acreditado. Desde o prenúncio do fim do mundo trazido pelo cometa Halley na idade média, passando pelo suicídio coletivo para se viajar para outros mundos na cauda do cometa Hale-Bopp (recentemente nos EUA) até a anunciada malfadada chuva que o cometa McNaught fará cair sobre a terra na atual idade “mídia”.
Quanto à afirmativa de que os cometas seriam “um começo de condensação da matéria, mundos em via de formação”, confirmada pelos espíritos, é interessante que o amigo leia o artigo da revista Superinteressante de número 116 (http://super.abril.com.br/superarquivo/1997/conteudo_115987.shtml) sobre o cometa Hale-Bopp, da qual transcrevo uma pequena parte aqui:
“(…) O que mais surpreende os astrônomos é que o Hale-Bopp carrega grande quantidade de substâncias orgânicas. São coisas como metano, acetileno, cianeto de metila, ácido fórmico e etileno. Vários desses compostos são produzidos por organismos vivos. O etileno se forma no amadurecimento das frutas. O ácido fórmico é extraído das formigas. E o metano aparece no estômago dos ruminantes durante o processo de digestão. As moléculas que contêm carbono e nitrogênio podem ter se originado nas mesmas condições primitivas em que surgiram os aminoácidos, os tijolos fundamentais da vida, disse à SUPER o químico Atílio Vanin, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo. O raciocínio dos astrofísicos é o seguinte: se a maioria dos cometas contiver tanta matéria orgânica assim, a vida pode mesmo ter sido plantada na Terra por esses mensageiros cósmicos.
Mas, por enquanto, tudo são hipóteses (…)
(…) Os astrônomos identificaram olivina no Hale-Bopp. Espanto. Trata-se do principal minério do manto terrestre, que só se forma sob altíssimas temperaturas. Mas um cometa é um bloco de gelo de 200 graus negativos! Como haveria olivina ali? Hipótese: ela já estaria na nebulosa hipergelada que deu origem ao Sistema Solar, incluindo os planetas e os cometas, e só poderia ter vindo de sistemas solares extintos. (…)”
Ou seja, ainda é tudo “pode ser que”.
Há muita “nebulosa” nessa história de cometa ainda.
Sugeri aguardarmos as conclusões do CERN sobre o “Big Bang” e sugiro também aguardarmos as conclusões dos estudos do astrofísico Harold Weaver e sua equipe da Universidade Johns Hopkins, para não ficarmos especulando sobre quem ignora menos a gnosiologia humana.
Vitor disse: Ninguém está tomando como definitivo. Mas cada vez mais fica mais difícil “encaixar” o que diz o LE com o que sabemos do Universo.
JN: Veja você o que é ponto de vista. Eu já acho que a ciência, com suas descobertas recentes (como a dos cometas acima) e teorias como a do Caos (determinístico?) e mesmo o Big Bang e a expansão do Universo (descrita explicitamente no Livro A Gênese, de Kardec) e outras, tem se aproximado cada vez mais das revelações espíritas.
Ponto de vista é ponto de vista.
Um grande e fraterno abraço.
Joaquim Neiva
jneivar@ig.com.br
April 11th, 2008 às 10:36 am
Prezado Joaquim,
comentando:
01. Por isso mesmo é que Kardec, inteligentemente, fez a primeira pergunta do LE observando uma prudente distância do “senso comum”, de forma brilhante e inteiramente dentro do método científico: “QUE É DEUS?”. Veja bem, ele não perguntou “QUEM É DEUS?”, o que poderia sugerir um conceito prévio de que Deus fosse “alguém” (incompatível com a sua natureza eterna, portanto), nem mesmo perguntou “O QUE É DEUS?” (o simples acréscimo do “O” sugeriria que a pré-concepção agora seria de que Deus fosse “algo específico”).
Se ele quisesse mesmo ter sido científico, teria perguntado “existe Deus”? Veja que na pergunta ele JÁ CONSIDEROU COMO CERTA a existência de Deus! Assim, não foi científico, pois já considerou como certo aquilo que ele deveria provar!
02. Entendo que a terminologia “Fluido Cósmico Universal” é boa e não é redundante pelo seguinte: o “Cósmico” do fluido é de localização (fluido do universo, do cosmo, não está apenas em determinado “ponto” do Universo) e o “Universal” já é pela sua natureza característica (penetra em tudo), como o explicado na própria questão de número 27: “(,,,) Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o espírito se utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá.”
Então que se desse o nome “Fluido Cósmico Onipresente” ou “Fluido Cósmico Onipenetrante”, que representaria muito melhor essa característica do que dois nomes cuja origem é a mesma! Isso é dito por outros espíritas:
http://www.geae.inf.br/pt/boletins/geae052.txt
Segundo o Prof. Jose Naufel, do Instituto de Cultura Espirita do Brasil (Rua dos Invalidos,n’ 182, Centro-RJ,Rio de Janeiro), devemos desfazer um lapso, talvez cometido pelos proprios tradutores: NAO EXISTE FLUIDO COSMICO UNIVERSAL ! Esta expressao eh uma redundancia, um pleonasmo, porque FLUIDO COSMICO EH IGUAL AO FLUIDO UNIVERSAL! COSMO eh Universo em GREGO e UNIVERSO eh Cosmo em LATIM! Logo sao expressoes SINONIMAS, bem como varias outras: fluido mater, primevo, divino, elementar, bahsico, etc, etc.
03. É óbvio que o preconceito não permite estudos científicos sobre fluidos e perispíritos fora dos meios espíritas, infelizmente, apesar de que, de vez em quando, algum cientista esbarra em algo, mas há estudos feitos por cientistas espíritas, como os sobre o MOB (Modelo Organizador Biológico), bastante interessantes.
Por exemplo?
04.Quanto à afirmativa de que os cometas seriam “um começo de condensação da matéria, mundos em via de formação”, confirmada pelos espíritos, é interessante que o amigo leia o artigo da revista Superinteressante de número 116
Ainda que se confirme as hipóteses esboçadas no artigo, cometas não seriam mundos em vias de formação, e sim elementos transportadores de vida para os planetas.
05. Veja você o que é ponto de vista. Eu já acho que a ciência, com suas descobertas recentes (como a dos cometas acima) e teorias como a do Caos (determinístico?) e mesmo o Big Bang e a expansão do Universo (descrita explicitamente no Livro A Gênese, de Kardec) e outras, tem se aproximado cada vez mais das revelações espíritas. Ponto de vista é ponto de vista.
E segundo meu ponto de vista, “malabarismos semânticos” fazem verdadeiros milagres…ajeitando aqui e ali, vc sempre pode fazer um encaixe procustiano.
Um abraço.
April 11th, 2008 às 7:39 pm
Caro Vitor,
Algumas ponderações:
Vitor disse: Se ele quisesse mesmo ter sido científico, teria perguntado “existe Deus”? Veja que na pergunta ele JÁ CONSIDEROU COMO CERTA a existência de Deus! Assim, não foi científico, pois já considerou como certo aquilo que ele deveria provar!
JN: Desculpe-me amigo, mas quem está familiarizado com o método científico sabe que toda pesquisa científica adota pelo menos uma premissa, por menos significante que seja. Quando não parte de uma. Só “Hollywood” e os romancistas concebem descobertas científicas “por acaso”.
Nesse caso, concordo com o filósofo Chico Prosdócimi: “(…) nenhum conhecimento humano estará livre de um sistema de básico questionável de premissas. Ciência e religião baseiam-se em premissas questionáveis e disso não podemos fugir. A questão é tentarmos aos poucos substituir nossos sistemas conceituais por outros que expliquem outras regularidades do universo. A física newtoniana e einsteiniana existem e existirão para sempre, funcionando de modo complementar para a experiência do homem com relação ao universo. A física newtoniana não deixa de existir quando do surgimento da física einsteiniana e é pouco provável que os currículos de ensino médio um dia passem a não mais ensinar as leis de Newton. Os dois sistemas são, entretanto, mutuamente excludentes: ou seja, as duas físicas não podem estar ao mesmo tempo corretas. Mas o que se quer dizer com uma teoria científica estar ou não estar correta? Não se pode dizer nada com relação à certidão de uma teoria científica, posto que nunca seremos capazes de compreender a natureza última do universo.(…)”
Devemos entender que o LE é um livro de “filosofia espiritualista”, escrito com perguntas de Kardec e respostas dos espíritos e organizado com base no método científico.
A pergunta “existe Deus?”, no contexto do LE, não seria científica. Como perguntar se existe alguém ou algo que você até mesmo já denominou (Deus), é paradoxal. Filosoficamente, o que é passível de ser denominado, já existe. O discutível são as características, os atributos dessa existência. Se existe somente na imaginação ou “concretamente” (termo questionável pela física quântica). Os espíritos poderiam responder que não existe, o que seria anti-filosófico, ou mesmo dizer que existe em lendas e superstições (o que seria perfeitamente lógico, mas pouco acrescentaria).
Creio que a premissa de Kardec era de que Deus existe (científica e filosoficamente), mas não se sabe que “diabos” é.
Vitor disse: “Por exemplo?”
Contexto: Pergunta feita sobre a seguinte colocação de JN: É óbvio que o preconceito não permite estudos científicos sobre fluidos e perispíritos fora dos meios espíritas, infelizmente, apesar de que, de vez em quando, algum cientista esbarra em algo, mas há estudos feitos por cientistas espíritas, como os sobre o MOB (Modelo Organizador Biológico), bastante interessantes.
JN: Não entendi sobre qual ponto da afirmativa você quer um exemplo, mas acredito que seja sobre os “esbarrões” que alguns cientistas têm dado em fenômenos ditos espíritas (para mim são naturais). Se for isto, posso citar algumas experiências como as EQM (Experiências de Quase Morte), tradução aproximada de near-death experiences, termo criado pelo médico americano Raymond Moody Jr. (que não é espírta nem “bicho grilo”), pioneiro no estudo do assunto que hoje é estudado “cientificamente” em IES como a Universidade Cornell de Nova York, Universidade da Virgínia, Universidade do Arizona, para ficar apenas em três americanas. Aqui no Brasil a neurocientista Dra. Suzana Herculano-Houzel, da Universidade Federal do Rio de Janeiro tem feito algumas experiências na área também.
Posso também citar as inúmeras experiências atuais que guardam semelhanças com afirmativas do Livro A Gênese (que mesmo discordando de alguns pontos até me provarem o contrário, considero espetacular).
Vitor disse: Ainda que se confirme as hipóteses esboçadas no artigo, cometas não seriam mundos em vias de formação, e sim elementos transportadores de vida para os planetas.
JN: É por isso que acho prudente aguardarmos as “cenas dos próximos capítulos”. Sinceramente não gosto de divagar sobre novidades momentâneas.
Vitor disse: E segundo meu ponto de vista, “malabarismos semânticos” fazem verdadeiros milagres…ajeitando aqui e ali, vc sempre pode fazer um encaixe procustiano.
JN: Não sei se a crítica foi para mim, para Kardec ou para ambos.
Se foi para mim, esclareço que minhas argumentações são exercícios filosóficos embasados no conteúdo integral do objeto da crítica: o Livro dos Espíritos. Tenho minhas críticas a ele também, mas não acho proveitoso externa-las aqui. Serviriam no máximo para alimentar o arsenal de tolices daqueles “contra” que se baseiam no “ouvi dizer que” (nem todo “contra” age assim). Algumas aulas de “interpretação de texto” talvez ajudassem, mas…
Não me limito a ler pontos esparsos e/ou as orelhas do livro. Busco o texto e o contexto.
Se o amigo se sentir ofendido por minhas intervenções, basta que diga e encerro o debate.
Se a crítica for para Kardec, tomara que ele apareça “nervoso” para você qualquer noite dessas (rsrsrsrs).
Desculpe as brincadeiras e aceite meu fraternal abraço
Joaquim Neiva
jneivar@ig.com.br
April 12th, 2008 às 12:28 pm
Prezado Joaquim,
discordo de Prosdócimo: a religião parte de premissas INQUESTIONÁVEIS, daí os DOGMAS. Em Ciência, as premissas (se existem) são QUESTIONÁVEIS.
E o livro dos Espíritos não foi organizado segundo o método científico. Há falhas escabrosas na sua organização. Kardec CRIOU uma metodologia QUE NEM MESMO ELE SEGUIU! Veja em http://obraspsicografadas.haaan.com/2007/qual-a-confiabilidade-do-livro-dos-espritos-de-allan-kardec/
Veja este texto também: http://obraspsicografadas.haaan.com/2007/por-que-um-ctico-no-acredita-em-espritos-quando-l-o-livro-dos-espritos/
São 2 textos citando numerosas falhas metodológicas de Kardec. Não há organização científica de Kardec, por mais boa vontade que se tenha.
Quanto à questão de denominação das coisas, você está confundindo os campos filosófico e científico. Por exemplo, grávitons e táquions são partículas que existem em teoria, mas não há qualquer evidência delas no mundo real. A Ciência tenta responder à questão se existem ou não. Assim, a pergunta de Kardec não foi científica.
O “por exemplo” se referia a pesquisas que comprovassem o MOB. Conhece alguma? EQM não me parece ter nada a ver com o assunto.
Por fim, a crítica foi para você, mas considere mais como a um aviso. Eu mesmo já caí várias vezes nessa armadilha, e estou te alertando para não fazer o mesmo.
Um abraço.
April 13th, 2008 às 5:35 am
Vitor disse: discordo de Prosdócimo: a religião parte de premissas INQUESTIONÁVEIS, daí os DOGMAS. Em Ciência, as premissas (se existem) são QUESTIONÁVEIS.
JN: O amigo tem uma incrível facilidade para dizer uma coisa e defender apaixonadamente outra. Há pouco achava que já sabia tudo sobre cometas…
Que eu saiba, não há uma vírgula sequer colocada no LE que Kardec tenha recomendado inquestionável. Eu não conheço, mas se houver, por favor, transcreva. Posso estar errado.
Acho que o amigo está confundindo “doutrina espírita” com “movimento espírita”. O “movimento espírita”, até onde conheço, se comporta como uma religião igualzinha às outras, sem tirar nem pôr, o que, sinceramente, está longe de “fazer parte do meu show”, mas a “doutrina espírita” merece que se despoje dos preconceitos e a analise, até por sua importância histórica. Existem análises interessantíssimas até sobre “Alice no País das Maravilhas”, livro que o autor nem de longe reivindicou a veracidade. Há correntes psicanalíticas baseadas inteiramente em arquétipos da mitologia grega, não te parece incrível? Por que o Livro dos Espíritos e o espiritismo seriam uma espécie de “satanás preferencial” do cientificismo engajado, com direito a “esconjuros” pouco acadêmicos e até a serem “exorcizados” dos laboratórios científicos. Uma prática tão ou mais intolerante que as da “inquisição carismática católica” e as do “neo-evangelismo”.
Não identifico desassemelhação alguma entre “o pastor que chutou a santa” e o cético “pararreligiosamente guerrilheiro”, ambos podem estar agindo por fanatismo ou por “motivos outros”, alguns até mesmo inconfessáveis.
Aliás, o nome do Professor é Francisco (Chico) Prosdócimi (só por fidelidade à cátedra).
Vitor disse: E o livro dos Espíritos não foi organizado segundo o método científico. Há falhas escabrosas na sua organização. Kardec CRIOU uma metodologia QUE NEM MESMO ELE SEGUIU! Veja em http://obraspsicografadas.haaan.com/2007/qual-a-confiabilidade-do-livro-dos-espritos-de-allan-kardec/
Veja este texto também: http://obraspsicografadas.haaan.com/2007/por-que-um-ctico-no-acredita-em-espritos-quando-l-o-livro-dos-espritos/
São 2 textos citando numerosas falhas metodológicas de Kardec. Não há organização científica de Kardec, por mais boa vontade que se tenha.
JN: Por favor Vitor, querer dizer que Kardec não utilizou o “método científico” na organização do LE, usando por base dois artigos militantes, com argumentação de cunho evidentemente sofístico e panfletário, ou no mínimo um grosseiro paralogismo próprio de leitores de orelhas de livro, é brincadeira…
Vitor disse: Quanto à questão de denominação das coisas, você está confundindo os campos filosófico e científico. Por exemplo, grávitons e táquions são partículas que existem em teoria, mas não há qualquer evidência delas no mundo real. A Ciência tenta responder à questão se existem ou não. Assim, a pergunta de Kardec não foi científica.
JN: O Livro dos Espíritos tem como subtítulo a seguinte frase: Filosofia Espiritualista, e é reconhecido pelos adeptos de sua doutrina como uma “revelação espiritual”.
No mais: “respeitem ao menos meus cabelos brancos”. Este é um trecho de letra da música Cabelos Brancos do imortal Herivelto Martins. Aliás o termo “imortal” é filosófico, já que não há e jamais haverá evidências, indícios e/ou provas científicas de que algo vivo possa não morrer e/ou não ser morto e/ou viver para sempre. Tal impossibilidade se deve ao fato de que a experimentação científica não é possível neste caso, e se fosse possível, não haveria necessidade dela, pois provado já estaria.
Viu como não confundi nada.
Vitor disse: O “por exemplo” se referia a pesquisas que comprovassem o MOB. Conhece alguma? EQM não me parece ter nada a ver com o assunto.
Contexto: Pergunta feita sobre a seguinte colocação de JN: É óbvio que o preconceito não permite estudos científicos sobre fluidos e perispíritos fora dos meios espíritas, infelizmente, apesar de que, de vez em quando, algum cientista esbarra em algo, mas há estudos feitos por cientistas espíritas, como os sobre o MOB (Modelo Organizador Biológico), bastante interessantes.
JN: EQM tem a ver com a parte em que digo que “de vez em quando, algum cientista esbarra em algo”. Quanto ao MOB eu disse que há estudos bastante interessantes feitos por cientistas espíritas, como os sobre o MOB (Modelo Organizador Biológico). Se os estudos ficarem circunscritos aos meios espíritas, bombardeados sistematicamente pelo cientificismo “xiita”, e não adentrarem os campus e laboratórios até mesmo por medo de condenação acadêmica, não creio que consigam a instrumentalização tecnológica que estudos desta envergadura requerem. Uma pena.
Vitor disse: Por fim, a crítica foi para você, mas considere mais como a um aviso. Eu mesmo já caí várias vezes nessa armadilha, e estou te alertando para não fazer o mesmo.
JN: Outro dia ouvi de um amigo evangélico o mesmo tipo de aviso para “abandonar” o espiritismo que você tão desinteressadamente me dirige. Coincidência, sincronicidade ou verossimilidade?
Agradeço aos dois, mas, neste caso, ainda fico com a letra de Herivelto Martins: “Respeitem ao menos meus cabelos brancos”.
Reiterando: Se o amigo se sentir ofendido por minhas intervenções, basta que diga e encerro o debate. Às vezes eu exagero um pouco.
Um grande e fraterno abraço.
Joaquim Neiva
jneivar@ig.com.br
April 13th, 2008 às 10:06 am
Prezado Joaquim,
comentando:
01. O amigo tem uma incrível facilidade para dizer uma coisa e defender apaixonadamente outra. Há pouco achava que já sabia tudo sobre cometas…
Não. Eu disse que duvidava que os experimentos referidos provassem qualquer coisa quanto a cometas serem “mundos em vias de formação”. Obviamente que podemos descobrir outras coisas, como cometas c