A MENSAGEM DO MENINO JOÃO HÉLIO: ANALISANDO A PARTE HISTÓRICA

Alguns internautas que leram o artigo que escrevi sobre a mensagem supostamente psicografada do menino João Hélio reclamaram que erros em mensagens, principalmente em datas, são muito comuns, e que eu não deveria descartar a autenticidade da mensagem por isso. No entanto, muitos erros históricos foram encontrados na mensagem que permitem descartar sua autenticidade por completo.

Relembro aos leitores a mensagem: 

Mensagem psicografada - João Hélio  

Nasci na Gália no ano de 22 e desencarnei na Líbia no ano 20 da Era Cristã.  

Fui Oficial da Legião dos Leões que estava na Líbia, Núbia. Como Governador de Al Katrim, me comprazia atrelar na minha biga puxada por dois cavalos velozes, crianças; homens; mulheres; novos; velhos e eram puxados através da estrada seca e pedregosa daquela região da África. Os corpos se despedaçavam e eu era exaltado pelos meus pares… 

Morri em combate com tropas Egípcias e me deparei em uma região de treva profunda, talvez uma caverna. Muitos gritos e rostos aterradores me esperavam. Fui levado a um estado de total animalidade por mil e quinhentos anos, quando os servos de Maria me resgataram. 

Sendo levado a outro plano, fui aos poucos tendo o meu periespírito reajustado, minha mente normalizada e meus pensamentos corrigidos. E compreendi os horrores que cometi. Que tristeza Deus. Por 300 anos permaneci em preparo para reencarnação e pedia a graça de receber para desencarne o mesmo destino dado por mim a outros. No ano do Senhor de 2001, após busca incessante por quem me recebesse por filho, um casal, tiranizado por mim, aceitou. 

Reencarnei. 

Agora em comoção generalizada, como o irmão Joãozinho, desencarnei e agradeço ao Pai ter me atendido dando destino, nem igual ao que dei as minhas vítimas. Estou em paz, estou na luz. Resgatei um pouco do meu passado, outros momentos virão. Confio em Deus. 

Titus Aelius

O erro observado era o seguinte:

“No ano do Senhor de 2001, após busca incessante por quem me recebesse por filho, um casal, tiranizado por mim, aceitou.”  

Só que João Hélio nasceu em 18-03-2000. Alguns leitores, como já dito, acharam tal erro insuficiente para descartar a mensagem. 

Pois bem, a mensagem foi analisada pelo senhor José Carlos Ferreira Fernandes, que revelou erros ainda mais grosseiros. Segue portanto o excelente estudo feito por ele: 

Após ter derrotado as forças de Antônio e Cleópatra na batalha travada no promontório de Ácio, no Épiro (31 aC) e de ter obtido a rendição das forças de Antônio em Alexandria, no Egito (30 aC), seguindo-se imediatamente o suicídio de seu rival e de sua esposa Cleópatra, Otaviano anexou o Egito ao Império Romano.  Inicialmente, foram estacionadas três legiões no país, além de alguns corpos auxiliares; disso temos certeza a partir do testemunho do geógrafo Estrabão (64 ou 63 aC a 21 dC), natural de Amásia do Ponto, que escreveu sua Geografia por volta do ano 7 aC, republicando-a com alguns acréscimos (mas sem revisar as situações já obsoletas) por volta do ano 18 ou 19 dC, sob o império de Tibério: 

“O Egito é agora uma província, pagando um tributo considerável e sendo governado por homens prudentes, denominados prefeitos, que são enviados de tempos em tempos. Esses prefeitos, no país, têm em tudo a autoridade dos antigos reis; a eles é subordinado tanto um encarregado jurídico, que tem sob sua responsabilidade os assuntos legais, quanto o Idiólogo, que registra todas as propriedades que, não havendo herdeiros, são anexadas aos bens de César.  Todos eles são auxiliados por libertos do Imperador, bem como por inúmeros amanuenses, aos quais são delegadas as tarefas mais corriqueiras.  Há igualmente na província três legiões, uma das quais estacionada na Cidade [i.e., Alexandria] e as outras duas no interior do país.  Além dessas legiões, há também nove coortes, três na Cidade, três na fronteira com a Etiópia, em Siena, para guardá-la, e três no restante do país.  Há também três corpos de cavalaria, estacionados em pontos considerados importantes.” (Estrabão, Geografia, livro 17, capítulo 1, parágrafo 12, parte) 

 

Os dois pontos “no interior” onde estavam aquarteladas as legiões eram, quase certamente, a fortaleza de Babilônia do Egito (o atual Velho Cairo) e a Alta Tebas.  Babilônia do Egito, além de se constituir num ponto estratégico importante, entre o Alto e o Baixo Egito, pelo fato de haver aí, nessa época, uma fortaleza (como citado pelo próprio Estrabão, Geografia, livro 17, capítulo 1, parágrafo 30); Tebas pelo fato de ser uma região potencialmente hostil aos estrangeiros, desde a época dos Ptolomeus, e próxima à fronteira sul do país.  Essa, assim, é a situação por volta do ano 7 aC; a Arqueologia e a Epigrafia nos permitem saber os nomes das legiões e de algumas das unidades auxiliares.  Comecemos pelas legiões. 

Duas delas eram antigas legiões de Marco Antônio: a III Cyrenaica (com certeza) e a XII Fulminata (quase certamente), às quais se juntou uma terceira, de origem gálata, a XXII Deiotariana. 

  • A III Cyrenaica (emblema: desconhecido), do antigo exército de Marco Antônio, havia sido por este estacionada na Cirenaica (a atual parte oriental do litoral da Líbia, com centro na cidade de Cirene, e que na época era parte do reino do Egito), talvez nas próprias cercanias de Cirene, mas foi transferida para o Egito após 30 aC, estacionando provavelmente na alta Tebas (hoje o complexo de Carnac e Lúxor); uma inscrição de 35 dC, contudo, mostra que, já nessa época, havia sido transferida para Nicópolis, próxima a Alexandria.

 

  • A XII Fulminata (emblema: raios), de origem quase certamente cesariana (formada em 58 aC, por ocasião da campanha contra os helvécios da atual Suíça?), desmobilizada em 46 ou 45 aC, reconvocada em 44 ou 43 aC por Lépido e depois anexada ao exército de Marco Antônio, permaneceu com este no Oriente, quase certamente na Grécia, até ser mandada por Otaviano ao Egito após a batalha de Ácio.  É possível que tenha sido estacionada na Babilônia do Egito (velho Cairo), mas permaneceu no país por pouco tempo, sendo, ainda no sob o império de Augusto (Otaviano), ou seja, antes de 14 dC, transferida para a Síria.

 

  • A XXII Deiotariana (emblema: desconhecido) tem sua origem nas tropas que o rei da Galácia (na Ásia Menor), Dejótaro (morreu 40 ou 39 aC), equipou e treinou à maneira romana.  Após a morte de seu sucessor Amintas (reinou 39 aC a 25 aC), que levou à transformação do reino na província da Galácia, foi transformada em legião romana e imediatamente enviada ao Egito, estacionando na cidade de Nicópolis, nas cercanias de Alexandria.  Nicópolis (“cidade da vitória”) era o local do acampamento de Otaviano em 30 aC, onde ele, em território egípcio, pela última vez, enfrentou Marco Antônio em 30 aC.

Assim, a guarnição do Egito compreendeu três legiões (em Alexandria, Babilônia do Egito e Tebas) de c. 30/25 aC até, provavelmente, os inícios da era cristã; a partir de então (com certeza desde 14 dC), com a transferência da XII Fulminata para a Síria, compreendeu duas legiões a XII Deiotariana (estacionada em Nicópolis, nas cercanias de Alexandria) e a III Cyrenaica (estacionada quase certamente na alta Tebas); desde a época de Tibério (reinou 14-37 dC), ambas as legiões estacionaram em Nicópolis.  É quase certo que, por ocasião das campanhas de Vespasiano contra os judeus (ou seja, a partir de 66 dC), uma terceira legião, a XV Apollinaris, anteriormente estacionada na Panônia (na região danubiana da atual Hungria) e desde 58 (ou talvez desde 62) dC na Síria, tenha sido transferida para o Egito logo depois das campanhas de Domício Corbulão (63 ou 64 dC); o fato é que Tito a levou à Judéia, e quando retornou ao Egito, com ela e com mais duas legiões, após a conquista de Jerusalém, despachou-as as três a seus locais de origem, sendo que a XV Apollinaris retornou à Panônia (71 dC). 

Isso para as legiões.  Para as tropas auxiliares (“alas”, alae, ou unidades de cavalaria, e “coortes”, cohortes, unidades de infantaria), deve-se confiar quase inteiramente na epigrafia e (mais especificamente no caso egípcio) na papirologia.  A reconstituição é, sem dúvida, conjectural; por dados epigráficos (grafitos, dedicatórias) e papirológicos (diplomas de baixa, demandas judiciais, cartas, recibos, empréstimos, etc.), pode-se ter uma visão bastante razoável da relação das unidades auxiliares nos finais do séc. I dC (sob esse aspecto, o mais importante documento é o diploma de baixa honrosa, honesta missio, que lista todas as unidades auxiliares presentes na província, dado na cidade de Coptos, no ano 83 dC, CIL XVI, 29).  Para a época augustana, contudo, a situação é um tanto mais difícil, mas não impossível de uma reconstituição plausível.  Seguindo assim Estrabão e os dados epigráficos e papirológicos: 

  • As três unidades de cavalaria (alae): Ala Paullini, em Alexandria; Ala Apriana (estacionada em local desconhecido); Ala Xoitana (idem). 

A Ala Apriana é primeiramente atestada num documento de 48 dC; sua denominação não étnica aponta para uma época mais primitiva, razão pela qual aqui se a considera como presente desde os princípios do reinado de Augusto.  A Ala Paullini (“ala de Paulino”) também tem uma denominação não étnica, e mais, ligada a uma pessoa, talvez o seu 1º comandante, o que também aponta sua origem para uma época mais primitiva; com efeito, ela é atestada pela 1ª vez num papiro datado de 27 dC, de Alexandria, referente a um empréstimo; esse mesmo documento (SB XVI 12609) testemunha também a existência da coorte de Élio Habeto (ver mais abaixo).  Enfim, a Ala Xoitana (i.e., “de Xóis”, cidade e região situada ao sul do lago Mareótide e a leste de Alexandria – a denominação talvez venha do lugar onde estacionava, ou onde foi recrutada), aparece pela 1ª vez num documento datável da época de Cláudio ou de Nero (41-68 dC), Pap. Michigan III, 159, referente a uma disputa de herança envolvendo soldados das alas Apriana e Vocontionum; o juiz era um ex-membro da Ala Xoitana.

 

  • As três unidades de infantaria (cohortes) estacionadas em Alexandria: Cohors Aelii Habeti, Cohors Augusta (?), Cohors Vocontionum (?)

 

A Cohors Aelii Habeti é atestada no mesmo documento, SB XVI 12609, de 27 dC, de Alexandria, já mencionado para a Ala Paullini.  Os casos para a Cohors Augusta e para a Cohors Vocontionum são hipotéticos: ambas as unidades são atestadas posteriormente como unidades de cavalaria (alae), que talvez tenham sido promovidas a partir de unidades de infantaria mais antigas, a julgar pelos nomes; a Augusta num contrato anterior ao ano 50 dC, de Oxirrinco, no Médio Egito, e a Vocontionum no já citado Pap. Michigan III, 159, de 41-68 dC.

 

  • As três unidades de infantaria (cohortes) estacionadas em vários pontos do país: Cohors Nigri Camerensiana, Cohors M(arci) Flori, Cohors I Ituraeorum.

 

A Cohors Nigri Camarensiana é citada numa dedicatória de 19 dC do uade Hammamat, e num recibo datável da época de Tibério, de Hidreuma Apolínea.  A Cohors M(arci) Flori (“coorte de Marco Floro”), outra denominação primitiva, é citada uma única vez, numa dedicatória, também do uade Hammamat, datável da 1ª metade do séc. I dC; seu nome arcaico autoriza sua inclusão na lista.  O caso da Cohors I Ituraeorum (“primeira coorte dos Itureus”) é um tanto problemático; ela não é atestada diretamente, mas a presença da II e III dos Itureus no Egito pode significar a presença aí, também, da I Ituraeorum.  Com a incorporação da Ituréia no reino de Herodes o Grande (20 aC), por desejo de Augusto, ou, no mais tardar, a partir da cessão da região a Herodes Filipe, após a morte de Herodes o Grande (4 a.C), boa parte das antigas tropas locais podem ter sido incorporadas ao sistema auxiliar romano, e transferidas para outras províncias; uma região plausível seria o Egito, com clima (e condições para combate) semelhante ao da Ituréia.

 

  • As três unidades de infantaria (cohortes) estacionadas na fronteira sul, com a Etiópia: Cohors Facundi, Cohors II Ituraeorum Equitata, Cohors III Ituraeorum.

 

A Cohors Facundi (“coorte de Facundo”, mais uma nomenclatura primitiva) é atestada numa dedicação ao deus Hermes em Psélquis, na Núbia, datável de 28 dC.  As duas coortes ituréias (a II equitata, i.e., equipada com cavalaria, e a III) estão estacionadas no Egito desde pelo menos o ano 18 dC (data da visita de Germânico ao país, (cf. AE 1896, 39 = AE 1896, 46; CIL III, 14147,2).

 

Assim, tem-se, da melhor forma possível, a situação das forças romanas estacionadas na província do Egito na época de Augusto e dos Júlio-Cláudios.  Podemos, agora, analisar a comunicação mediúnica pretensamente do menino João Hélio Fernandes. 

Ele diz ter nascido em 20 aC, na Gália, e ter falecido em 22 dC, no Egito, como oficial da “legião dos leões”.  Essas denominações são bastante incongruentes.  Embora não saibamos os emblemas das legiões que permaneceram no Egito (III Cyrenaica e XXII Deiotariana), uma legião era conhecida sempre pelo seu número (III, XXII), muitas vezes pelo seu número seguido de seu epíteto, ou epítetos, se os tivesse (III Cyrenaica, XXII Deiotariana), mas nunca pelo seu “símbolo” (um touro, um capricórnio, raios, um leão, ou o que fosse).  A legião XIII Gemina (que nunca pisou no Egito) tinha, efetivamente, como emblema, um leão (símbolo de Júpiter); mas um soldado romano, ainda mais um oficial, não diria que era “oficial da legião dos leões”; ele diria algo como “oficial da III legião, Cyrenaica”.  Aliás, não apenas isso – não seria tão pouco específico a ponto de utilizar a palavra “oficial”; diria que era “centurião primipilário”, ou “centurião”, ou “tribuno angusticlavo” (que era o máximo que alguém como o “Titus Aelius” poderia ser – não sendo de origem senatorial, não poderia ser um tribuno laticlavo, e, aliás, não havia tribunos laticlavos nas legiões egípcias), por exemplo.  “Titus Aelius” se denomina de uma forma muito estranha e vaga, para se dizer o mínimo, e nomeia sua “legião” de um modo bastante estranho e vago também. 

Se ele era um “oficial” de uma das legiões romanas estacionadas no Egito, não era, obviamente, membro de uma das unidades auxiliares.  É interessante verificar que uma das unidades auxiliares tem o nome de um Élio Habeto, provavelmente o seu 1º comandante.  Se se quiser sonhar um pouco, poder-se-ia ver aí um “Titus Aelius Habetus”, 1º comandante (“praefectus”) da Cohors Aelii Habeti, “Coorte de Élio Habeto”, com certeza estacionada em Alexandria no ano 27 dC, mas há alguns problemas, já que as evidências apontam para o fato de que essa unidade de cavalaria, como citado, tinha seu quartel nas cercanias de Alexandria, e não na fronteira núbia; além do mais, o comandante de uma unidade auxiliar era usualmente um romano, e “Titus Aelius” era gaulês de nascimento.  Contudo, a situação pode ainda ser salva: ele tinha um nome romano plausível (prenome Tito, gentílico Élio), o que indicaria que era um romano nascido na Gália (como um filho de portugueses nascido no Brasil, que tem o direito à cidadania portuguesa plena) – um oficial romano, de uma legião, posto para comandar uma unidade de auxiliares, que levou o seu nome. 

Se Élio Habeto, contudo, abre algumas esperanças para “Titus Aelius”, o restante não se sustenta.  Os oficiais romanos não eram “governadores de cidades”; suas funções eram eminentemente militares, a administração civil ficava a cargo das elites locais.  Aliás, nem esse cargo, ainda que vago, “governador” de cidade, inexistia.  Cada cidade (no caso egípcio, cada capital de nomo) tinha os seus magistrados próprios (incluindo os magistrados epônimos) e o seu conselho (boulê).  O que é aí dito é totalmente errado.  O “praefectus”, bem como seus comandados (e os legionários, se fosse o caso) tinham seus próprios acampamentos; apenas excepcionalmente (no caso de missões especiais) eram alojados nas cidades, e, mesmo assim, não interferiam na administração local. 

Outro detalhe é o da tal biga; isso se parece muito mais com um estereótipo hollywoodiano do que com a realidade histórica.  Os romanos não utilizavam carros de guerra; mesmo sua cavalaria era incipiente.  O legionário romano era um infante, e seus oficiais, mesmo centuriões, usualmente combatiam a pé (cavalos apenas para os tribunos militares e para o legado da legião).  Se era um “oficial” de uma legião, “Titus Aelius” certamente não possuía uma biga; certamente um cavalo, que nem sempre usaria em batalha (a não ser que fosse um tribuno); se era o comandante de um corpo auxiliar de infantaria (uma coorte), idem. 

Agora, enfim, à geografia.  Sua “legião dos leões” estava estacionada na “Líbia, Núbia”, ele lutou contra os “egípcios” e ele era “governador de al-Katrim”.  Eis aí uma grande salada… 

A palavra “Líbia” em grego, significava o que é hoje a África.  Especificamente, na época dos romanos, “Líbia” ia do Oceano (ou seja, do mar aberto, a ocidente – o Oceano Atlântico) até ao rio Nilo; do Nilo até ao mar Vermelho já se utilizava o nome “Arábia” (ver Estrabão, Geografia, livro XVII, capítulo 1, parágrafo 30).  E o nome “Núbia”, como relativo à região ao sul do Egito, é medieval.  Na época romana, a região ao sul da Primeira Catarata era denominada pelo nome grego “Etiópia” (“a terra dos que têm o rosto queimado” – isto é, dos negros).  A expressão “na Líbia, Núbia”, como utilizada por “Titus Aelius”, é, no mínimo, estranha.  Para dizer que estava estacionado no sul do Egito, na fronteira com a Etiópia, poderia utilizar uma expressão como “na Tebaida e na região dos etíopes”, p.ex.; se quisesse usar uma expressão mais moderna, era melhor dizer “no Sudão” – que é a Núbia atual, aproximadamente.  “Na Líbia, Núbia”, como localizador geográfico, não faz nenhum sentido. 

Lutou ele contra os “egípcios”.  Houve, sem dúvida, lutas na Tebaida, bem como contra os “etíopes” (diríamos: os “meroítas” do reino de Meroé), mas isso se deu nos anos 20 antes de Cristo, e não nos anos 20 depois de Cristo, já sob o império de Tibério.  Nessa época, tanto quanto sabemos, a região já se encontrava pacificada, e a fronteira romana estava firmemente estabelecida até além da Primeira Catarata, até ao posto avançado fronteiriço de Hiera Sicaminos, no extremo da Dodecasquena (atual Maharraqah, no Sudão), ao sul da Primeira Catarata – a região de 12 “esquenos” de extensão além de Siena (atual Assuã)[1]. 

Afinal, onde fica essa tal al-Katrim? Não pode ser Khartoum, a atual capital do Sudão, a qual se situa ao sul da Sexta Catarata, na junção dos Nilos Azul (que vem dos altiplanos etíopes) e Branco (que vem dos Grandes Lagos africanos, via Uganda): muito a sul, muitíssimo distante do máximo ponto de avanço a que chegaram os romanos.  Não encontrei nada, pesquisando no “Google”, sob o nome Katrim e as variantes Katrin, Khatrim, Khatrin, Qatrim ou Qatrin, como nomes geográficos sudaneses, ou egípcios.  Talvez se trate da pequena aldeia de Khartum, 30 milhas ao sul da famosa ilha de Filasn a Primeira Catarata, e citada explicitamente por E. R. Bevan, “The House of Ptolemy”, Methuen Publishing, Londres, 1927, pág. 293-94, onde uma inscrição hieroglífica da época ptolemaica foi descoberta.  De qualquer modo, não é a homônima capital do Sudão. 

Enfim, deve-se dizer, acerca de um dos comentários à citada mensagem mediúnica, que não há registro de uma legião XXIII Gemina, cujo emblema seja um leão.  As legiões conhecidas com o epíteto Gemina (“desdobrada”) são as de números VII (símbolo desconhecido), X (símbolo: touro), XIII (símbolo: leão, como visto) e XIV (símbolo: capricórnio).  Houve assim uma confusão com a XIII Gemina, que nunca pisou no Egito (permaneceu na Ilíria até ao ano 9 dC, depois transferindo-se para a Germânia Superior, aí permanecendo até c. 45 dC, quando foi acantonada na Panônia; tomou parte nas campanhas dácicas de Trajano, e permaneceu na nova província até ao seu abandono em 274-75 dC, sendo a partir de então estacionada no baixo Danúbio). 

Assim sendo, pode-se notar claramente que a mensagem do pretenso “Titus Aelius” apresenta uma série de problemas que, cumulativamente, a inviabilizam quer como fonte de informação, quer como prova de comunicação extra-sensorial.  O próprio nome da personagem, “Titus Aelius”, pode ter sido inspirado pelo nome do menino, João Hélio Fernandes. 

JCFF. 

Bibliografia

Alston, R., “Soldier and Society in Roman Egypt – a Social History”, Routledge, Londres, 1998 

Cheesman, G. L., “The Auxilia of the Roman Imperial Army”, Ares Publishers, Inc., Oxford, 1914 (reprint) 

Hornblower, S., e Spawforth, A., “The Oxford Classical Dictionary”, Third Edition, Oxford University Press, Oxford-New York, 1996, s.v. “Legion”, pp. 839-842 

Keppie, L., “The Making of the Roman Army – from Republic to Empire”, Routledge, Londres, 1998




[1] A Dodecasquena (Dodekaschoinos) era, assim, a região de 12 “schoinoi” de extensão.  O esqueno, segundo Heródoto (Histórias, livro II, cap. 6) era uma unidade de comprimento especificament egípcia, e que valia 60 estádios (algo como 7 milhas). 

51 respostas a “A MENSAGEM DO MENINO JOÃO HÉLIO: ANALISANDO A PARTE HISTÓRICA”

  1. Carlos Magno Diz:

    Vitor:

    Está meio paradinho esse seu blog, não? Acho que você precisa avançar mais em suas pesquisas de “pega-na-mentira”. Dessa mesma maneira repetida está sonolento, chato pacas.

    Mas vamos lá assim mesmo.

    Fico impressionado com a erudição de seu amigo José Carlos F.F.!

    Talvez haja mesmo falhas na mensagem acerca do João Hélio quanto às datas. Talvez o médium não tenha conseguido captar corretamente alguns detalhes. Talvez o comunicante não atentasse para a história terrena com tanta acuidade que V.Sas. necessitariam para reconfirmar as provas cabais, diplomar o missivista e efetivamente arquivar.

    E talvez a mensagem possa não ser autêntica!

    Mas colocar na história o ônus testemunhal único, verdadeiro e inalienável, ah! É dar armas e inusitada satisfação aos eruditos em buscar erros! Os céticos do espiritismo!

    A história universal está coalhada de erros, mentiras e documentos forjados. Quantos senhores de guerras passaram de covardes a heróis pelas declarações de seus principais escribas ou relatores dos episódios de lutas? E as omissões, as tergiversações?

    E os documentos que foram perdidos, destruídos e depois, mais tarde, substituídos por relatos apócrifos, consoantes a suposições?

    Creio mesmo que jamais os eruditos técnicos ou pesquisadores céticos se convencerão de que o espiritismo não veio para contar mentiras. E que não precisam se passar por desbravadores quixotescos das falcatruas espíritas, bastiões da verdade. E nem pensar que o mundo jamais será igual após seus gloriosos, ateístas e céticos trabalhos!

    Mas há tanta coisa melhor e mais proveitosa a se fazer!

    Abraços.

  2. tania Diz:

    Parabéns por desmascarar pessoas que usam o nome do Espiritismo como meio de confundir pessoas que não conhecem a verdade sobre o mesmo.
    Os que conhecem o Espiritismo e o praticam de forma respeitosa e compromissados com a verdade; não se deixam levar por falsas mensagem, até porque sabemos que para se ter um cunho de verdade no que se pode chamar de MENSAGEM MEDIÚNICA deve conter nela fatos que só amigos intimos ou familiares o sabem desta pessoa a que supoe-se ser a mensagem; do contrário não corresponde a verdade.

  3. Vitor Diz:

    Tania,

    Muito grato! Gostaria apenas de salientar que não penso que o médium do caso agiu por maldade, simplesmente fantasiou toda a mensagem, devido talvez a armadilhas do inconsciente.

  4. Carlos Magno Diz:

    Eu acho que a Tânia se enganou na apreciação.

    O blog aqui não tem a proposta de desmascarar quem usa o espiritismo como meio de confundir pessoas.

    Mas bem ao contrário, é de mostrar que o espiritismo é todo ele uma farsa e as pessoas profundamente envolvidas é que estão enganando o povo.

    Se Alan Kardec, Chico Xavier, Divaldo Franco e outros expoentes do espiritismo não são poupados, porém, ironicamente colocados no cadafalso e acusados de farsas, que sobraria do espiritismo?

    Não tem essa de bater e soprar. Se aqui são levantadas suspeitas de fraudes, mentiras, plágios, manipulações, etc., uma única vez a cada um dos conceituados artífices do espiritismo, todo o edifício ruirá. Isso está bem claro. A intenção é essa, a campanha é muito bem urdida. Bem, pelo menos no pensamento de quem acha que pode fazer isso.

    Você entraria num restaurante sobre o qual tivessem falado de que existem ratos por lá?

    Pois é. O ditado que diz “quem faz um cesto faz um cento” dá a exata medida da intenção do blog. A desmoralização do espiritismo através de médiuns precários, mentirosos e farsantes. Esses famosos que pregam mensagens de fé e que roubam essa mesma fé dos crentes.

    Médium que ficou sábio lendo uma só enciclopédia, ou vários livros às escondidas, mensagens que são copiadas de autores vivos, exaltações ao Sai Baba, hoje acusado de homossexualismo, falsas ilações científicas, mentira sobre analfabetismo, etc. São pseudo provas que além de não serem de fato testadas, já em si mesmas são totalmente suspeitosas, pois partem de pessoas ambiciosas, atéias, materialistas, e, principalmente, de falsos espíritas, Judas que traem seus mestres. Todo esse montante é intencional para trabalhar a mente e a opinião dos leitores a fim de que se sintam enganados e enraivecidos por terem acreditado no espiritismo, e passem a odiá-lo.

    Traição do inconsciente, interferência do subconsciente, desconhecimento das ciências, etc., são também mensagens subterfugias, colocações subliminares para mostrar que há tão somente animismo ou falsos psíquicos no espiritismo.

    Senão acreditam, façam um retrospecto em todos os textos desse blog e vejam que avalanche de argumentos falaciosos derramou-se sobre o espiritismo. É muita munição pesada. É muito mais do que tentar provar que há pessoas falsas no meio espírita, aliás esforço inútil, pois falsidade existe em todas as áreas das atividades humanas. Mas a verdadeira intenção é implodir o movimento espírita.

    Por quê? Talvez Freud explicasse!

    PS - Ah, sim, suspeitem também daqueles que elogiam os textos.

  5. Marcelo Diz:

    Penso que esse tópico deveria ser removido, em respeito à família do menino

  6. Vitor Diz:

    Marcelo,

    fiz esse tópico justamente em respeito à família do menino, esclarecendo toda a situação.

    Um abraço.

  7. Carlos Magno Diz:

    Vitor:

    Pare de brincar com coisas sérias! Oportunismo não é respeito.

    Além do mais, quem disse que você e seu amigo teórico esclareceram toda a situação?

    Arrogância muito peculiar de sua pessoa.

    Em respeito à dor da família seria muito mais benéfico você não remexer esse assunto. O que você fez foi expô-los às críticas e comentários para provar suas teorias demolitórias ao espiritismo. E não particularmente ao fato da mensagem sobre João Hélio.

    Quem não se sentiu revoltado com o acontecido ao menino e entristecido pela família?

    Ah, não amola!!!

  8. Vitor Diz:

    Carlos Magno,

    foi justamente em respeito à dor da família que resolvi colocar uma pá de cal sobre o assunto expondo um estudo detalhadíssimo sobre a veracidade ou não da mensagem. Assim, evita-se de propagar essa mensagem e espero, jamais chegue aos ouvidos da família.

  9. Carlos Magno Diz:

    Ótimo seu pensamento, pois não é estimulando comentários e dúvidas que se respeita a dor alheia.

    Portanto, a prática exige que você apague o texto e os comentários.

    Será uma pá-de-cal legítima.

  10. Delefrate Diz:

    Sr, Carlos Magno, com respeito ao post do blog sobre ´´Médium que ficou sábio lendo uma só enciclopédia, ou vários livros às escondidas´´ foi uma das que mais ri, o Blog também nos diverti amigo, e além disso, o espiritismo ja conta com mais de 150 anos, enquanto as idéias do Sr. Vitor devem morrer com ele e mais alguns poucos simpatizantes, nada mais.Como disse Kardec, toda verdade prevalece com o tempo, o que é falso rui com o tempo,veja só a idéia de Jesus, que existe ja ha mais de 2000 anos e não da sinal de enfraquecimento, pelo contrario, na Africa tem crescido muito as idéias cristãs por la, a tendencia são os ateus ficarem cada vez mais ridicularizados com o passar das gerações, e então se verão forçados a pensar como a maioria, sob pena de cairem no ridiculo.O ateismo ja foi bem mais forte no mundo, principalmente quando a ciencia começou a aflorar novamente depois da idade média, mas logo depois de uns ´´séculos´´ a religiosidade floresceu novamente, paises como os Eua por exemplo são altamente cristãos hj.
    Quano à mensagem, pode ser falsa, existem inumeros espiritos das trevas com intenções maléficas ao espiritismo, com o claro própósito de prejudicar sua credibilidade, pois assim, com mais pessoas sem esclarecimentos das verdades espirituais, podem exercer melhores suas influencias e obsessões.E estes espiritos, infelizmente encontram muitos médiuns despreparados, com alto teor de orgulho, vaidade, etc…requisitos fundamentais pra que possam exercer esta influencia.Inclusive muitos ateus tem destino certo no desencarne, geralmente se juntam a estas hordas do mal incumbidas de semear o materialismo no mundo, pois que se comprometem desde essa vida com tais objetivos.
    Pra um espirito exercer uma influencia negativa, é bem mais facil quando ele encontra uma familia sem fé, sem religião, onde o pai não ensina aos filhos o valor da oração, da fé na existencia de Deus, de Jesus, mostrando consequentemente a maxima amai uns aos outros, filhos estes que aprendem que o melhor é ser mais esperto, melhor levar vantagem, passar o outro pra traz se caso for necessario pra se dar melhor, ja que não exitem freios morais, só pra citar um exemplo dentre tantos que a falta destes “freios´´ podem acarretar.Isto pra um espirito com más intenções é um prato cheio, eles odiariam ver suas influencias em vão em pessoas que oram, que pensam em fazer o bem a exemplo do Cristo, que não aceitariam sugestões tipo “pega ela mesmo sendo casada amigo, melhor ainda´´,pois um espirita cristão ou cristão simplesmente, diante de ensinamentos morais, refutarim tais sugestões que podem trazer inumeras desgraças a uma ou mais familias, ja um ateu não teria muito a perder.

  11. Carlos Magno Diz:

    É isso, amigo Delafrate.

    Pena que essas pessoas descrentes somente se dão conta de suas lastimáveis condições mentais e morais depois do desenlace físico.

    Muitos, no entanto, permanecem céticos, ainda que desencarnados; sobem e descem da Terra para o espaço e vice-versa nas mesmas situações de almas, e são os instrumentos preferidos dessa grande energia e organização maligna milenar que se opõem ao progresso espiritual da humanidade.

    Se eles pudessem perceber por um instante que após suas vidas terrenas continuarão submissos às mentes malignas, enquanto os “pobres de espírito” subirão os planos de luz e verdadeira vida, certamente buscariam se redimir.

    Mas o tempo esgota-se. Dentro em pouco não haverá mais na Terra espaço para materialistas e nem para a ciência unicamente ateísta.

    Quem acredita, vive e trabalha à luz do conhecimento faz muito bem; quem não acredita e é refratário fez a outra escolha. Até Deus aceita essa escolha, só não se comove.

  12. Marcio Rodrigues Horta Diz:

    Olá Vitor, mais uma vez eu gostaria de parabenizá-lo pela enorme coragem e responsabilidade ao publicar um estudo crítico de excelente qualidade em face a um caso de pseudo-consolacionismo.

    Acredito no entusiasmo e na sinceridade de propósitos do médium que a produziu, assim como no seu desconhecimento da verdade histórica, tão bem esmiuçada pelo autor do extraordinário estudo acima.

    Este estudo dá-nos um parâmetro claro para classificar a mensagem como produto da soma de crenças espíritas populares com manifestação anímica - sincera mas frágil.

    Também gostaria de apoiá-lo contra o espírito inquisitorial que detrata primeiro e, em seguida, repete os chavões espíritas correntes sobre o destino futuro que imagina inevitável para quem pensa de modo distinto do dele.

    Acredito, como você, que um trabalho crítico é condição fundamental para qualquer reforma, e o espiritismo está precisando de uma, assim como alguns de seus fraternais e ferozes adeptos.

    Um abraço,
    Marcio

  13. Carlos Magno Diz:

    A gente precisa saber quem é o cara. Apoiarei sua denúncia se desejar fazê-la.

    Se o Vitor é o seu herói, tudo bem, amigo. Mas fica bem claro que você está na contramão ao dizer que o detrator repete chavões contra o Vitor.

    O pensamento do detrator não é contrário, caro amigo equivocado, mas o é justamente o do Vitor que se imagina opondo-se a uma corrente inteira de milhões de espíritas e espiritualistas. E vem repetindo chavões idênticos desde a fundação do blog. Não muda nada.

    Agora, se você necessita desses parâmetros para estudos claros do espiritismo, está mal compadre. Opinião minha, não se julgue ofendido, por favor. Ou não está nem um pouco interessado em aprender a doutrina, que é excelente e merecedora somente de uns poucos retoques por parte dos estudiosos sinceros que enxergam as coisas muito mais na frente.

    Há vasta fonte literária confiável de estudiosos e cultos para se aprender os vários ângulos da doutrina e debatê-los. Sua cabeça seu mestre.

  14. Carlos Barreto Diz:

    Está de parabéns o autor do blog. Devemos ter compromisso com a verdade, doa a quem doer. Continue com o excelente trabalho e não dê ouvidos ao apaixonado discurso dos religiosos acima.

    Respeito para com a família é mostrar a verdade e não dizer “o menino morreu porque ele era mau em sua vida passada e pagou pelo que fez no passado”.

    Um abraço.

  15. Carlos Magno Diz:

    “Devemos ter compromisso com a verdade, doa a quem doer”.

    Frase muito original. Perguntinhas básicas para quem se proclama paladino:

    1. O que é mesmo a verdade?
    2. O que é mesmo ser religioso?
    3. O que é mesmo respeitar a família alheia?
    4. O que é mesmo a doutrina espirita?
    5. O que é mesmo ser ateu?

  16. Antonio Diz:

    Carlos Magno, você não se apóia em nada que seja firme o suficiente para ter crédito. Essas pessoas que escrevem essas cartas é que deveriam ter mais respeito com as pessoas.
    Eu não consigo enxergar conforto em saber que o filho tão querido, que morreu de forma tão violenta, foi uma pessoa muito má! Em que parte está o conforto?
    De onde vocês tiram essa idéia de vingança de Deus? Deus se vinga da maldade de alguém impingindo a esse alguém o mesmo mal? E a família, que teria sofrido nas mão do garoto em outra vida, agora sofre denovo. Não dá pra entender esse seu Deus!!

  17. angus Diz:

    Parabéns Carlos Magno, a doutrina espírita precisa de pessoas como você, honesta, sensata, e preocupada com a verdade. Venho lendo todos os tópicos desse site, e o que vejo são as mesmas asneiras de sempre, repetitivos comentários sem embasamento nenhum, até parece que somos todos tolos, e com isso acreditamos piamente que os relatos históricos estejam acima de erros, fiquei muito decepcionada com Vitor Moura (caso seja ele o mesmo do site existem espiritos, e do forum RV) admirava-o por suas colocações e seus conhecimentos, agora esse que vejo aqui é decepcionante, será que estou falando do mesmo? incoerente, se diz espírita ateu, inacreditável essa colocação, como espírita, tenta a todo custo desmoralizar a doutrina e seus mais altos expoentes, e antes que diga que você não está tentendo desmoralizar nada, sugiro que reveja essa colocação, porque do lado de cá, e isto que está parecendo.

  18. Carlos Magno Diz:

    Antônio,

    Gostaria que você lesse com mais atenção o que eu escrevi a respeito desse caso.

    Sou absolutamente contrário ao que aqui foi colocado pelo sr. Vitor Moura. E nem estou analisando as informações e a veracidade ou não da mensagem dita mediúnica.

    Acho, sinceramente, que não se deveria nem tocar mais nesse assunto, pois os pais do menino podem, além de não aceitar a doutrina espírita, ficar mais ainda magoado ou confusos.

    Quanto ao meu Deus e a condição de ser vingativo, é questão de visão pessoal. O Deus que admito existir e que entendo ser o Criador de todas as maravilhas do universo, que se manifesta no sistema solar por uma Trindade, encarna, entre tantos outros atributos, vontade, sabedoria e amor.

    Em absoluto é vingativo. As ocorrências trágicas em todo o mundo são conseqüências de um arbítrio mal utilizado. A humanidade é ainda uma criança com maus hábitos. Prefere aprender pela dor. Fez a própria escolha.

  19. Carlos Magno Diz:

    Angus:

    Obrigado pelas gentís palavras.
    Abraços.

  20. Gilberto Diz:

    1. O que é mesmo a verdade?
    R. É algo que a superstição não consegue ver, pois a superstição se alimenta dela mesma para dar explicações ao que não cabe ter explicações.
    2. O que é mesmo ser religioso?
    R. É doar-se a Deus e às pessoas acima de suas próprias necessidades, levando-as a Ele, e não criando doutrinas e dogmas calcados na superstição afastando as pessoas da Sua palavra, criando um novo cânone, ou seja, um “Evangelho Segundo a Minha Superstição”, que deve ser lido, afastando as pessoas da iluminação pessoal que é a leitura do único e verdadeiro Evangelho de Cristo.
    3. O que é mesmo respeitar a família alheia?
    R. É não reduzir uma dor tão grande à uma bobagem infantil na tábula rasa da mitologia Espírita (se sofre, é porque merece).
    4. O que é mesmo a doutrina espirita?
    É a doutrina da mentira, criada para afastar as pessoas do Deus único, transformando-o num burocrata que segue um regimentalismo vingativo e superficial, que administra uma eterna “evolução” de forma mecânica e tão previsível que qualquer médium diz facilmente a Sua vontade através de ignóbeis “contatos” com espíritos de mortos.
    5. O que é mesmo ser ateu?
    R. É uma escolha, como a de ser crente, ou a de ser ponderado, ou a de ser fanático, só não é a ofensa que o senhor apregoa. Ateu, cético, etc. não são ofensas, o senhor apenas acredita que são. É uma questão de fé.

  21. Carlos Magno Diz:

    Quando perguntado: Que é a verdade?
    Jesus calou-se!!

  22. Delefrate Diz:

    “Quando perguntado: Que é a verdade?
    Jesus calou-se!!´´[2]

    “A opinião comum de que sou ateu repousa sobre grave erro. Quem a pretende deduzir de minhas teorias científicas não as entendeu.
    Creio em um Deus pessoal e posso dizer que, nunca, em minha vida, cedi a uma ideologia atéia.´´
    ALBERT EINSTEIN (1879-1955)
    Entre considerar Jesus e Einstein ou um tal de Gilberto, não ha duvidas amigos…Jesus sobrevive ha 2000 anos, espiritismo ha + de 150 anos, Gilberto, suas idéias morrerão com voce, idéias que segundo Einstein, datam de 1880, veja:
    “Não há oposição entre a ciência e a religião. Apenas há cientistas atrasados, que professam idéias que datam de 1880.´´
    ALBERT EINSTEIN (1879-1955)

  23. Carlos Magno Diz:

    Os pseudo pesquisadores, que se dizem crentes em qualquer coisa, odeiam o Espiritismo sob qualquer versão com que se apresente, porque sabem que a lei da reencarnação é o mais perfeito e justo cânon da verdade.

    E ao menor estímulo, quando ódio o ruminante vem furibundo à tona, tornam-se prolixos nas suas aversões, desavergonhados nas substantivações, animalescos na ira, por que sabem, sentem, se dão conta de que foram eles os fariseus que conspiraram para a crucificação de Jesus há 2000 anos.

    Hoje, como outrora, vestem-se de defensores de religiões: falsos, mentirosos, pérfidos, chafurdados na ortodoxia aprisionante e pegajosa. E querem, os sofismadores e inquisidores dos séculos XX e XXI, novamente crucificar o mesmo Cristo, devido às Suas mensagens mais ainda originais, atuais, renovadoras: desmistificadoras de milenares cânones. Eis o principal motivo de suas fúrias!

    Tudo muda, tudo gira, tudo se renova, exceto o empedernido e antigo ódio em que os infelizes se enredaram ao enveredar na teia de suas próprias criações.

    Almas prisioneiras, jamais verão uma nova aurora, um novo dia, enquanto o jugo do carma os mantiver sob guarda.

  24. Carlos Magno Diz:

    correção: quando o ódio ruminante vem furibundo….

  25. Gilberto Diz:

    Engraçado, só vejo ódio em suas palavras. Ninguém nunca crucificou um espírita sequer em toda a história. E a resposta pra isso é simples: nunca se deu muita importância ao que os espíritas dizem. É por isso que dos 7 milhões de espíritas em 1970 (8% da população da época), só restaram 1,5 milhão (0,8% da população brasileira atual). E a culpa não é de perseguições. A culpa é de vocês mesmos, que criaram uma religião tão mirabolante, tão inverossímil, tão cheia de explicações simplistas e verdades científicas facilmente detratáveis, que pouca gente consegue engolir tais asneiras. Cabe a vocês cairem na real e reconstruirem a religião de vocês com menos arrogância de tudo saberem, aceitarem que muitos fenômenos ditos espíritas são coisas comuns e não sobrenaturais, aceitarem que a psicografia é uma farsa, e que Deus não escolheu Kardec pra revelar “A Verdade”, deixando os outros bilhões de habitantes no mundo no escuro.

  26. Carlos Magno Diz:

    Esa estatística, caro farsante, é mentirosa.

    Cite inequivocamente a fonte e informe como acessá-la.

  27. Carlos Magno Diz:

    Somente como subsídios, tomados rapidamente na internet:
    (Se isso não bastar, e havendo disponibilidade de tempo, farei pesquisa mais acurada. Não por você, mas para que outros não se permitam enganar por seus insidiosos e desonestos argumentos)

    “Atualmente, a Federação Espírita Brasileira estima que há cerca de 8 milhões de adeptos do espiritismo, 30 milhões de simpatizantes, e quase 55 mil centros espalhados por todo o território nacional. O Brasil é hoje o líder mundial do Espiritismo. Fonte: asreligioes.com.br”

    “Há mais de 15 milhões de espíritas no mundo e o número de simpatizantes desta religião é quase 4 vezes maior. O espiritismo é uma das religiões que mais tem crescido no Brasil. Em 2000, o Brasil concentrava 2,3 milhões de espíritas. Em 2005, estimava-se a existência de 10 milhões de espíritas no mundo inteiro (Encyclopaedia Britannica). Desse total, aproximadamente 3 milhões vivem no Brasil, fazendo dessa a maior nação espírita do planeta. Estima-se, porém, que o número de simpatizantes do espiritismo no Brasil gire em torno de 20 milhões. (Wikipédia - Religiões no Brasil)”

  28. barreto bh Diz:

    Informação sem fonte é o fim da picada.

  29. Gilberto Diz:

    Ora, procure, ou aceite a “fonte” espírita da revista Época que, na edição 424 diz que são 20 milhões o número de espíritas e, na edição 434, diz que 30 milhões de brasileiros seriam simpatizantes (peraí, 50 milhões???)

  30. Benetton Diz:

    Vitor,

    Não estou certo de que Você tenha conhecimentos de que o CELD - Centro Espírita Leon Denis ( http://www.celd.org.br ) repudiou que suposta mensagem psicografada de João Hélio tenha qualquer vínculo com aquela Entidade. O CELD fica no Bairro de Bento Ribeiro - Rio de Janeiro, próximo ao local da tragédia com o menino.

    Há algum tempo atrás, havia um aviso naquele site que dizia :

    À Comunidade de Internautas

    A Direção do Centro Espírita Léon Denis, diante dos fatos que apontam para uma relação do menino João Hélio e seus familiares com a Instituição aqui referida, vem esclarecer o que se segue:

    1) O menino e seus familiares foram efetivamente atendidos pelo CELD, dentro do processo dos passes de cura a ele prescritos, objetivando atender à criança em seu quadro emocional por, aproximadamente dois anos;

    2) Após o infausto desenlace do mesmo, seus pais vêm mantendo distância física de nossa Casa buscando naturalmente seu equilíbrio emocional, até que possam dedicar-se a uma prática religiosa, em qualquer templo, segundo suas convicções;

    3) Em momento algum, nenhum membro do corpo mediúnico, do CELD, recebeu e fez veicular qualquer mensagem que fale sobre o espírito João Hélio ou a ele mesmo atribuída a autoria, direcionando a seus familiares ou a quem quer que seja.

    A disciplina mediúnica existente em nossa Casa Espírita e o respeito que temos pelos ensinamentos da Doutrina Espírita impedem que se tenha atitudes levianas explorando a dor de uma família e a emoção ferida de uma sociedade.

    Assim solicitamos:

    • SEJAM CONSIDERADAS INVERÍDICAS as mensagens veiculadas pela Internet, no que tange ao acontecimento “João Hélio” e atribuída a origem das mesmas ao C.E. Léon Denis.

    • Outrossim, caso isso venha algum dia a acontecer, SOMENTE COM A AUTORIZAÇÃO DE SEUS FAMILIARES SERÁ TRAZIDA A PÚBLICO QUALQUER NOTÍCIA SOBRE ESSE ESPÍRITO, para quem rogamos a todos envolver em preces de apoio e paz.

    Buscando ter trazido à sociedade os esclarecimentos precisos, solicitamos a todos de bom coração envolverem os sofredores em suas orações, trazendo às almas o clima de paz de que tanto necessitamos.

    Pela Direção do CELD,

    Iara Cordeiro

  31. Vitor Diz:

    Benetton,

    já tinha conhecimento. Veja em http://obraspsicografadas.haaan.com/2007/a-mensagem-do-menino-joo-hlio/

    Abraço.

  32. angus Diz:

    Benetton
    Bem vindo, espero que emita suas opiniões também nos outros textos, teremos o prazer em ler o que você pensa, e o que sabe.
    Tenho certeza, que sua opinião irá somar a tudo que aprendemos durante nossa jornada em busca da verdade.
    um abraço

  33. jovi C. Vieira Diz:

    Bem, sei de casos de várias fraudes, é bem possível que essa seja mais uma. Além do mais nesse processo de psicografia há muito do processo anímico por parte de certos médiuns que não estão ainda bem preparados para a tarefa, logo poder ocorrer erros grosseiros. Essa mensagem deveria ser submetida a pessoas autorizadas dentro da área do espiritismo

  34. Wagner Luiz Diz:

    Os psicógrafos passariam menos vexame caso se restringissem à composição de mensagens consoladoras de cunho sentimental, poesias e romancetes baratos. Quando, no intuito de dar maior veracidade a tais mensagens, resolvem “enriquecê-las” com dados históricos ou científicos, criam essas aberrações, encharcadas de erros e inconsistências.

  35. Wagner Luiz Diz:

    Gostaria de ver uma mensagem de um espírito que tenha vívido na cidade de Mohenjo-daro, um dos principais centros da Civilização Harapense, há 4 mil anos atrás. De preferência, uma mensagem no idioma falado por este povo (ou pelo menos no idioma mais falado, haja vista que é possível que tenha havido mais de um - não se sabe ao certo) e que ofereça a solução para o mistério da escrita ideográfica dessa civilização, até o presente momento não decifrada.

    Médiuns, habilitem-se!

  36. Francisco Chagas Diz:

    Eu tenho certeza que todos nós estamos em um mundo de expiação e reparação das fautas que cometemos. A esse episódio devemos lembrar que veio não pra machucar alguém ou ferir alguma religião e sim a nos mostrar o quanto devemos ser bons e caridosos pra com o próximo. Não devemos criticar mas sim pensar antes de agir. Um abraço a todos que agem de forma caridosa.

  37. PEREZ SANTOS Diz:

    Com todo o respeito,O QUE SAO essas suas palavras venenosas contradizendo o espiritismo?.Quem vc pensa que è para citar certas frases baixas e doentes.Vc diz que se tirar Chico,Edvaldo entre outros o espiritismo perderia a base,isto è uma coisa lògica,mais se isso acontece,o espiritismo tardaria mas nao falharia,nao se esqueça nunca que nossa base è JESUS CRISTO,e que a religiao do espirita è DEUS,O ESPIRITISMO È APENAS O ESTUDO DA OUTRA VIDA.Ha de vez de ficar bolando texto que nao soma nada na vida de ninguem procure algo para fazer de melhor.evite sujar a mente de outras pessoas senhor veneno ambulante,respeito a sua ideia mais se nao traz beneficio pra niguem guardia com vc e pra vc.,nao julgue para nao ser julgado,nao critique para nao ser criticado.que todos estejam em paz.

  38. PEREZ SANTOS Diz:

    AH ESSA FOI PRO SENHOR MAGNO!!!!

  39. PEREZ SANTOS Diz:

    NAO TEM O POR QUE UMA PESSOA INVENTAR UMA HISTORIA DESSAS,O QUE GANHARIA COM ISSO,UMA QUE O MEDIUM NEM FEZ QUESTAO DE SE IDENTIFICAR.

  40. Marcos Diz:

    E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.
    Jesus em João, VIII - 32

    Prezados Irmãos, muita paz a todos.

    Ao trazer os meus comentários, longe estou de tentar fazer proselitismo, mas tão somente trazer novos subsídios às nossas reflexões.

    Dentro deste propósito, o dividirei em tópicos.

    Primeiro tópico: Analisando a parte histórica.

    “Caríssimos, não deis fé a qualquer espírito, mas examinai se os espíritos são de Deus, porque muitos profetas se levantaram no mundo.”

    I João IV – 1

    A análise história feita pelo Sr. José Carlos F.F., não deve ser vista como se estivéssemos fornecendo armas e inusitada satisfação aos céticos do Espiritismo.

    Antes de qualquer outra coisa, reafirma o propósito do Espiritismo em ser uma Doutrina de raciocínio lógico, conforme palavras de Kardec em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”:

    “Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade.”

    A propósito destas análises, lembro a todos que a Federação Espírita Brasileira já retardou a edição de algumas obras, por décadas, para que o seu Departamento Editorial efetuasse o levantamento de alguns dados para a necessária confirmação.

    Armas estariam sendo fornecidas aos céticos, se fossem publicadas sem que a submetêssemos ao crivo da razão.

    Como nos orienta Emmanuel: “A título de bondade não podemos ser coniventes com os erros de ninguém.”

    Com o devido respeito àqueles que assim pensam, a Doutrina dos Espíritos não veio para desmascarar ninguém. Veio para orientar e esclarecer àqueles que têm dúvidas. Mas não através do proselitismo.

    Segundo tópico: As observações dos Sr. Carlos Magno registradas em 14.02.2008,

    “A vós é concedido conhecer os mistérios do reino de Deus, mas aos outros se lhes fala por parábolas; de forma que vendo não vejam, e ouvindo não entendem”.

    Jesus em Lucas VIII, 9 e 10

    Outras, enfim, caíram em terra boa: deram frutos, cem por um, sessenta por um e trinta por um. Aquele que tem ouvidos ouça.

    Jesus em Mateus XIII, 8 e 9

    As farsas e as manipulações com o intuito de atender a interesses pessoais ou de pequenos grupos estão em todo lugar.

    Allan Kardec, Chico Xavier e outros, apenas foram; Divaldo Franco e outros continuam sendo porta voz da Espiritualidade Superior.

    Se a Doutrina Espírita fosse de concepção puramente humana, não ofereceria por penhor senão as luzes daquele que a houvesse concebido. Aí sim, ela poderia, e eu reafirmou PODERIA, vir a sucumbir junto com o seu idealizador.

    Ainda, continuando a nossa análise, se os Espíritos que a revelaram se houvessem manifestado a um só homem, nada lhe garantiria a origem, porquanto fora mister acreditar, sob palavra, naquele que dissesse ter recebido deles o ensino.

    Sabe-se que os Espíritos, em virtude da diferença entre as suas capacidades, longe se acham de estar, individualmente, considerados na posse de toda a verdade; que nem a todos é dado penetrar certos mistérios; que o saber de cada um deles é proporcional à sua depuração; que os Espíritos vulgares mais não sabem do que muitos homens.

    Portanto, as análises são necessárias, por que os homens passarão, mas a verdade prevalecerá.

    Terceiro tópico: As observações do Sr. Antonio registradas em 29/02/2008

    “Se me amais, guardareis os meus mandamentos. E Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará um outro PARÁCLITO, para que fique eternamente convosco. É o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece: mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós.”

    Jesus em Mateus XIV, 15 a 17

    Ao se despedir dos discípulos, o Mestre deixa claro que não havia dado a última palavra e que Ele, em nome do Pai, promete a vinda de um outro Paráclito (Consolador em Grego).

    A Doutrina Espírita se compõe de um conjunto de conhecimentos filosóficos, científicos e morais, além de uma estrutura metodológica.

    Enganam-se aqueles que pensam que Kardec deu a última palavra.

    Como qualquer outra ciência, a Doutrina dos Espíritos tem a sua evolução constante, gradual e lenta, sempre de acordo com a nossa capacidade de entendimento, decorrente do nosso estado evolutivo.

    Tendo por proposta reviver o Cristianismo dos primeiros séculos, a Terceira Revelação apresenta-se na qualidade de Consoladora, a partir das explicações de nossas dores, nossas dificuldades, enfim, nossas vicissitudes.

    Sabendo Deus, como a inteligência suprema e causa primária de todas as coisas, pois Ele tudo criou, reconhecemos-Lhe todos os atributos divinos: onisciência, onipresença, etc.

    Sabemos Deus, também, infinitamente bom e severamente justo.

    Quem dentro vós dará uma pedra a seu filho, se este lhe pedir pão? E, se lhe pedir um peixe, dar-lhe-á uma serpente? Se, vós, pois que sois maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celeste dará boas coisas aos que lhe pedirem.

    Jesus em Mateus VII, 9 a 11.

    Deus estabeleceu leis, chamadas de naturais ou divinas. Elas englobam todas as ações do homem: para consigo mesmo, para com o próximo e para com o meio ambiente.

    Daqueles indivíduos que estão expostos a toda sorte de vicissitudes, sem uma causa aparente, na presente encarnação, não podemos tirar daí a idéia de uma vingança Divina, até porque este é um sentimento que não pertence à Deus.

    Então Deus é injusto?

    A injustiça também não é um atributo Divino.

    Então onde reside a sua justiça?

    Na Lei de Causa e Efeito.

    A Doutrina dos Espíritos nos mostra que a Lei de Causa e Efeito é irreversível, porém não fatalista. Isso quer dizer que, através de nosso livre arbítrio, podemos resgatar nossos compromissos pretéritos pelo amor ou pela dor. O arbítrio é uma decisão de foro íntimo.

    Se plantamos amor colhemos amor; em contra partida se plantamos ódio colhemos ódio, tendo sempre presente que o plantio é opcional, por sua vez a colheita e compulsória.

    Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Por ventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito. Nicodemos respondeu, e disse-lhe: Como pode ser isso? Jesus respondeu, e disse-lhe: Tu és mestre de Israel, e não sabes isto? Na verdade, na verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testificamos o que vimos: e não aceitais o nosso testemunho. Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais?”
    Jesus em João III, 3-12

    “E converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição”

    Malaquias IV, 5-6

    A reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome de ressurreição. As idéias dos judeus sobre esse ponto, como sobre muitos outros, não eram claramente definidos, porque apenas tinham vagas e incompletas noções acerca da alma e da sua ligação com o corpo.

    Com efeito, a ressurreição dá idéia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos deste corpo já se acham desde muito tempo dispersos e absorvidos.

    Isto é derrogar as Leis de Deus.

    A reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo, especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo.

    Deus permite que, nas famílias, ocorram essas encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos, com o duplo objetivo de servir de prova para uns e, para outros, de meio de progresso. Assim, os maus se melhoram pouco a pouco, ao contato com os dos bons e por efeito dos cuidados que se lhes dispensam. O caráter deles se abranda, seus costumes se apuram, as antipatias se esvaem. É desse modo que se opera a fusão das diferentes categorias de Espíritos, como se dá na Terra com as raças e os povos.

    A reencarnação apresenta-se, então, como uma Divina oportunidade de reparação de nossos erros, uns para com os outros.

    Quarto tópico: As observações do Senhor Gilberto registrada em 04/03/2008 e as do Senhor Carlos Magno registradas em 05/03/2008

    Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem. Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.
    Jesus em Mateus VII, 13 a 20

    A Doutrina dos Espíritos não está interessada em dados estatísticos. Na condição de Terceira Revelação tem como objetivo a ascensão moral e ética dos homens através da auto-evangelização. Neste momento é importante abrirmos aspas para recordar que ascensão lembra elevação requisitando os esforços da subida.

    Nesse sentido o Mestre não nos prometeu facilidades:

    Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada.
    Jesus em Mateus X, 34

    A auto-evangelização traduz-se na exteriorização dos postulados cristãos através de ações efetivas.

    A espada, citada no versículo acima, representa os ensinamentos de Jesus.

    É o homem velho morrendo guerreando com o homem novo que nasce. Alegoricamente é a transformação moral do homem. Aí reside o objetivo da Doutrina.

    Quinto tópico: As gentilezas trocadas pelos Srs. Gilberto e Carlos Magno

    E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?
    Jesus em Mateus, VII - 47

    Respeitar o ponto-de-vista de terceiros, nem sempre representa concordância. A semente frutificará de acordo com as qualidades do solo.

    Sexto tópico: A mensagem

    Levando-se em consideração as observações do Sr. Benetton, registradas em 05.04.2008, aproveito a oportunidade para direcionar minha análise de forma generalizada.

    Anímico (do latim animu): é um adjetivo que quer dizer: que se refere à alma, ou seja, aquilo que procede da alma.

    Dessa forma, animismo está sempre presente no fenômeno mediúnico.

    Neste momento importa esclarecer:

    • manifestação anímica decorre dos próprios sentimentos do médium, arrojados ao pretérito, de onde recolhe as impressões deprimentes que se vê possuído, externando-as no meio em que se encontra, supondo encarnar uma personalidade diferente, quando apenas exterioriza o mundo de si mesma… Este processo faz parte da educação mediúnica, pois é necessária a assepsia da vasilha para que o seu conteúdo não saia alterado.

    • fenômeno anímico na esfera das atividades espíritas significa a intervenção da própria personalidade do médium nas comunicações dos espíritos desencarnados, quando ele impõe nelas algo de si mesmo à conta de mensagens transmitidas do Além-túmulo.

    Quando impõe nelas algo de si, envolvem dois aspectos:

    1) Quando não alteram o sentido da mensagem transmitida, o que é absolutamente normal, pois estará utilizando-se de seu vocabulário compatível com sua cultura; e

    2) Quando há alteração do sentido da mensagem transmitida, podendo ser resultante de uma mediunidade má educada, ausência de uma vida reta, entre outros fatores.

    Srs. Francisco Chagas e Perez Santos. Infelizmente, ainda somos erroneamente confundidos com outras religiões espiritualistas, que, quando não fazem da mediunidade um consultório sentimental como se fosse a caixa de Pandora, transformam-na num meio de vida.

    Encerro minha modesta participação lembrando, mais uma vez, o ensinamento de nosso Mestre:

    Por que o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai com os seus anjos: e então recompensará a cada um segundo as suas obras.

    Jesus em Mateus, Cap. XVI - 27

    Que o Pai misericordioso continue abençoando nosso trabalho com Jesus e Kardec.

    Fraternal abraço em todos.

    Marcos José Ferreira da Cruz Machado
    Belo Horizonte (MG)

  41. Carlos Magno Diz:

    Perez Santos:

    Você deve ser mais um espírito brincalhão que baixa por aqui.

    Não dá para aproveitar nada de seu fabulosos texto. Que coisa!

    Vade rectum e sê bento!

  42. Carlos Magno Diz:

    Marcos:

    Explique, afinal, meu papel na história desse seu gigantesco e modesto texto!

    Até agora não entendi quem é quem!

  43. james Diz:

    Cabe aqui mencionar que essas discussões não irão resultar em nada. No próprio livro “O Que é o Espiritismo”, Kardec deixa bem claro que não é papel do espírita arrebanhar adéptos, queiram conhecer a Doutrina é simples é só estudar, daí poderemos analisar se tais mensangens são ou não verdadeiras!

    muita paz a todos, especificamente ao espírito de “João Hélio”

  44. Marcos Diz:

    Carlos Magno,
    Jesus, em outras palavras, nos ensina: aquele que tiver olhos de ver, veja; aquele que tiver ouvidos de ouvir, ouça.
    Por favor, releia os seus comentários acima e o meu.
    Fraternal abraço

  45. Dorival Diz:

    Ao contrario do que vc escreveu e procurou ser o dono da verdade em tal situação e querendo por todos os meios dizer que o Espiritismo é uma farsa, não perca seu tempo com isso faça como disse Jesus, toma a tua cruz e me segue, se vc não entende isso! Então faça como nos, supostos farsantes Espiritas e vá servir sopa e alimentos aos seus semelhantes, amai-vos uns aos outros assim como eu vos amei, ou será que a Biblia tb é uma farsa e Jesus nunca disse isso?

    Ps: Realmente tudo oque esta escrito na história do mundo é pura verdade, até Lee Oswald matou o Kennedy não foi?

  46. Monica Diz:

    Estava fazendo uma busca com o nome de meu pai e me deparei com esta página … sim, sou filha do médium que psicografou esta mensagem e já estou farta de ler comentários maldosos e o nome dele assim divulgado sem que ele sequer saiba disto. Querem saber a história do ponto de vista de quem assistiu a tudo de perto? então lá vai: o meu pai psicografou esta mensagem e NUNCA disse que era realmente do espírito do menino João Hélio, ele levou esta mensagem ao centro que freqüenta e em uma reunião apresentou esta mensagem para que ela fosse ALI discutida. Nesta mesma sessão uma médium disse que havia recebido uma mensagem semelhante. Lá pelo final da sessão, uma mulher que lá se encontrava pediu que meu pai cedesse uma cópia desta mensagem para que ela mostrasse à um médium de um grande centro do RJ, apenas para que ele pudesse opinar sobre o conteúdo da mesma. Ele, que jamais quis status através de algo que sempre tratou com tanta seriedade como o espiritismo, desta vez foi ingênuo, a mulher levou a mensagem dizendo que ele ficasse tranquilo que nunca seria divulgada. Foi assim que começou isto tudo! Ela agiu de má fé, e a mensagem foi publicada no jornal do outro centro … dali ganhou as páginas da internet, e durante todo este tempo só vejo pessoas julgando meu pai e buscando a “verdade’ dos fatos históricos. Lhes digo que estudei pouco do espiritismo, muito pouco comparado aos que participam deste blog e perto dos muito que julgaram meu pai sem ao menos saber a pessoa simples,íntegra, bondosa e de caráter que ele é, mas não é preciso conhecer à fundo todos os livros espíritas para saber que NINGUÉM é dono da verdade senão Deus que tudo sabe e a todos enxerga… Para que continuar mexendo nisto e ficar indo buscar na história - que por acaso é escrita por homens, e não por Deus ou Jesus, daí o fato de nunca poderem ser comprovadas com exatidão e serem passíveis de erros - explicações para o que vocês não viveram e que por isto mesmo, NUNCA saberão com absoluta certeza se existiu ou não. Ao ler tudo que li em milhares de sites, orkut, … um pensamento não me abandonou: Que espíritas são estes que JULGAM as pessoas? Que acham que possuem respaldo para dizer que alguém está mentindo, ou que quer fama em cima de uma história triste, sendo que este médium - que por acaso nunca sequer mostrou o rosto para buscar este tipo de fama, além do mais não sabemos como descobriram o nome dele … Talvez a mentira viva nestas pessoas prepotentes que por serem espíritas e lerem alguns livros acreditam que são os dono da verdade, e pior: se acham dignos de julgar outro ser humano … Acho que este blog talvez seja útil para que as pessoas saibam o lado do médium nesta história e percebam que antes de julgarem os outros deveriam olhar para si mesmas e verem se realmente são tão honestas e boazinhas quanto pensam ser e se realmente estão praticando o espiritismo que “aprendem ou apreendem” nas suas ações do dia-a-dia para com os seus irmãos encarnados, pois é isto que lá no mundo espiritual irá contar e definir uma série de oportunidades que possam ocorrer com o espírito destas pessoas quando desencarnados. Quem é espírita não precisa ficar levantando bandeira, defendendo a verdade ou a mentira, acredita quem quer, estuda quem quer, evolui quem quer … é o tal do livre-arbítrio, certo? Todos sabemos o que é isto, é um conhecimento bem primário, mas ainda assim acho que as pessoas se esquecem que além do livre-arbítrio terão que vivenciar a lei do retorno. Apesar de ter encontrado uma utilidade neste blog, ainda assim acho que o mesmo não respeita a família do menino - não deixa a história morrer e com ela toda a dor - e ainda não respeita o nome de meu pai que não pediu que o nome dele fosse divulgado em lugar algum e nem tem conhecimento do quanto se espalhou esta história! Para terem uma idéia do tipo de homem que ele é, é só imaginar você abrindo uma página da internet e se deparando com algo que tinha ficado apenas entre a família e as pessoas frequentadoras da reunião em um pequeno centro, ali escancarada na internet, com direito ao nome dele e uma série de ofensas e julgamentos maliciosos … se coloquem no lugar, vocês não ficariam revoltados e com vontade de se defender? Pois é, mas ele não se manifestou nunca, permaneceu em seu silêncio, sem se revoltar, sem retrucar; assim como um bom espírita, um bom cristão, que aprendeu e cresceu com os ensinamentos de Jesus, Jesus este que foi julgado, apedrejado e crucificado injustamente e mesmo assim disse: “Pai, perdoe-os eles não sabem o que fazem!”. E não sabem mesmo!!!

    Reflitam …

    Por favor, em respeito à meu pai, se não quer excluir o tópico, que pelo menos apague o nome dele.

    Obrigada pela atenção, e saibam que por não desejar que esta história continue, não voltarei a me manifestar.

  47. Vitor Diz:

    Mônica,

    em nenhum momento seu pai foi desrespeitado por mim, pelo contrário, fiz questão de frisar que não encontrei qualquer sinal de desonestidade da parte de sua família. Embora vc me diga que seu pai jamais tenha dito que a mensagem era do João Hélio, ainda assim a mensagem possui muitos erros históricos, independente de ser atribuída a João Hélio ou não, e como é uma obra psicografada, cabe a análise aqui. As pessoas tem o direito de conhecer um pouco sobre a qualidade mediúnica dele. Assim, o nome dele não será retirado.

    Um abraço.

  48. Carlos Magno Diz:

    Marcos:

    Não será unicamente através de citações bíblicas ipsi litteris que demontraremos conhecimento de verdades ou da sabedoria da doutrina espírita. Quando fazemos isso, e você fez cansativamente, é uma tentativa de enquadrar e condicionar a livre expressão alheia a pensamentos dogmáticos, e seus em particular.

    É a tentativa de sempre dos religiosos retilíneos de colocar a liberdade de pensar e agir sob a custódia da religião e sob a estreitíssima e antojada interpretação de quem pensa doutrinar. É a escravidão ao espírito da letra!

    Não precisava o trabalho de copiar excertos das parábolas do mestre; já as li muitas e muitas vezes e a cada leitura meditativa que eu próprio dirijo, obtenho delas um adicional conhecimento antes não percebido. Ninguém precisa me dizer o que devo entender de uma parábola, muito menos você que sequer conheço.

    A mera citação de frases pouco ou nada resolve religiosa ou filosoficamente. No máximo, serve ao próximo como um indicativo e se ele estiver disposto a buscar. Mas o interessado, ele mesmo, repito, se desejar e não se sentir agredido, irá ler e meditar segundo os seus próprios valores, não segundo os seus, Marcos.

    Cada vez que se age citando parábolas às dúzias, buscando impressionar com o conhecimento religioso, mais se parecerá com os fariseus que tanto Jesus combateu. Aqueles, você sabe, conhecedores ao extremo das leis mosaicas que somente faziam conhecer.

    Estou cansado de ouvir sábios do pau ôco dizer de cór e salteado muitas das parábolas de Jesus, mas com cinco minutos de conversa verifico que o tal dicionarista bíblico não ensina coisa alguma, somente repete e repete.

    Não sei de sua cultura e nem quero saber, mas pelo seu gigantesco, redundante e ao mesmo tempo limitadíssimo texto não dá mesmo para conversarmos. Ah, sim, idem pela sua interpretação de meus comentários.

    Pense bem, a riqueza das parábolas está justamente na sua elasticidade e infinita visão que elas despertam, não na simples e horizontal citação ocasional. Conhecer a verdade e exercitá-la é uma investida pessoal, e para essa investida cada um escolhe seu caminho segundo suas inclinações e ao uso inalienável de seu livre arbítrio!

  49. Vicente Santos Diz:

    E aí galera, estou vendo que a mensagem deu oque falar, hahahah.
    Sabem, acho que é por isso que a humanidade já se matou tanto por religião. Por que pessoas que se consideram “as donas da verdade” tentam destruir oque é contrário a sua idéia, mesmo que essa coisa SIRVA PARA O BEM. É só lançar uma mensagem bonita como essa que os “doutores” da verdade ja atacam, hahahah.
    Em primeiro lugar, oque a nossa história pode realmente comprovar com tanta precisão como o nome de uma legião da Líbia perto de 20 antes de cristo… Afirmam com certeza, “Não pode ter havido uma legião dos Leões”, hahahah.
    Vamos lá pessoal!!!
    Se respeitamos um carpinteiro que nunca deixou nada escrito, não ha uma prova material apenas relatos, por que não acreditar em uma mensagem tão bela?
    Vamos nos colocar em nossos lugares e aceitar oque faz bem para os outros, sem que precisamos provar com nossas toscas evidências, por favor…

  50. ORLY GUERRA Diz:

    Li as explicações de JCFF, muito bem detalhadas no espaço e no tempo. Entretanto, ele age como um delegado, não poderia ser diferente, já que ele só acredita no que está escrito. Como é o caso dos cientistas que só aceitam o que é comprovado. Alguém já disse que “há mais coisas entre o céu e a terra que a nossa vã filosofia imagina”, como por exemplo, quando Chico Xavier tirou do bolso a foto de um rapaz, cuja família foi procurá-lo para obter informações sobre o espírito do filho. E aí, como se explica? Os incrédulos e os combatentes ao espiritismo não só não aceitam como perseguem e “jogam pedras”. E ainda dizem e repetem, ‘mesmo que visse com meus olhos não acreditaria’. Isso se enquadra no que Jesus disse: “são cegos condutores de cegos…”. Alguém ainda falou que Deus não é vingativo. Está certíssimo. Mas, os “pecadores”, ainda vivos ou em espírito, quando têm consciência dos próprios erros, pedem para se redimir. Isto é, sofrerem a mesma experiência que obrigaram a alguém sofrer. Então se enquadram nas palavras do Mestre: “quem com o ferro fere com o ferro será ferido”. Outro caso que a Bíblia relata é o do Elias. Ele mandou cortar a cabeça de 450 sacerdotes de Baal. Depois veio como João Batista e lhe foi cortado a cabeça. Mas os tais, que se dizem religiosos fanáticos, combatem extenuadamente essa explicação. Eles têm horror ao espiritismo, porque o espiritismo explica tudo. E eles, com as explicações, como ficariam, já que vivem da exploração “dos pequeninos dos meus irmãos”? Voltando ao JCFF, as mensagens psicografadas podem ter tido cunho pessoal do médium, ou mal entendida. (muitas vezes o médium está passando por problemas pessoais, financeiros e outros, e ainda não adquiriu a serenidade de um Chico). É muito difícil para um espírito a comunicação com os humanos. Só mesmo um médium como foi o Chico Xavier, e os ainda vivos, como Divaldo P. Franco e outros, podem traduzir bem aproximadamente o que o espírito quer passar para nós. Cada um entende como quer. A maioria dos combatentes ao espiritismo nem se dão ao trabalho da investigação, como alguns cientistas, que na busca da verdade sobre os fenômenos físicos, vão fundo na pesquisa.
    Orly Guerra

  51. Carlos Magno Diz:

    Concordo com a Orly Guerra.

    Ser copista é muito fácil, difícil é pensar corretamente e escutar à consciência.

    Estou cansado desses pesquisadores. São retilíneos e uniformes, são robotizados pelas crônicas e pelo formalismo acadêmico.

    Não digo rejeitar a história, mas no mínimo precisam desconfiar de inúmeras manipulações políticas e composições imaginosas de documentos.

    Aceitam integralmente o formalismo dos homens, - pobres e limitados homens, - e desprezam às mensagens espirituais como se fossem todas virulências contaminadoras e epidêmicas. Mas há também interesses nessas posições oficiais.

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