Erros de Física Encontrados no Livro "Mecanismos da Mediunidade" (1960), de Chico Xavier e Waldo Vieira
Este artigo se destina a apresentar alguns erros de Física encontrados no livro “Mecanismos da Mediunidade”, de Chico Xavier e Waldo Vieira.
Introdução
O artigo “A Física no Espiritismo”, de Érika de Carvalho Bastone[1], trata de analisar dois livros de Chico Xavier e Waldo Vieira do ponto de vista da Física. Aqui neste blog serão apresentadas apenas uma parte das críticas da autora de um dos livros, no caso “Mecanismos da Mediunidade”, cujo autor “espiritual” seria André Luiz, em que tanto ela quanto outro físico, José Edmar, concordaram no erro. Os capítulos pares foram “psicografados” por Chico Xavier, e os ímpares por Waldo Vieira. Lembro que este livro já foi abordado aqui, referente a trechos extremamente semelhantes com a obra “O Átomo” de Fritz Kahn. O número das páginas não coincide com os do artigo da professora Érika, pois usei uma versão digital para averiguação que acredito tenha sido feita a partir de uma edição mais recente.
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Trechos do livro em análise |
Comentários da professora Érika |
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A ciência percebeu, afinal, que a radioatividade era como que a fala dos átomos, asseverando que eles nasciam e morriam ou apareciam e desapareciam no reservatório da natureza. Apreendendo-se que a radioatividade exprimia a morte dos sistemas atômicos… (Página 15, Capítulo 2) |
Alguns átomos instáveis (cujos núcleos não estão no estado de menor energia) decaem para um átomo estável, que pode ser o mesmo elemento, ou um elemento com um número atômico diferente (maior ou menor). Isto não é o mesmo que dizer que o sistema atômico morreu! |
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Por anotações ligeiras, em torno da microfísica, sabemos que toda partícula se desloca, gerando onda característica naturalmente formada pelas vibrações do campo elétrico, relacionadas com o número atômico dos elementos. (Página 38, Capítulo 10) |
Acredito que queira dizer que partícula carregada, em movimento acelerado, gera onda eletromagnética, embora não está claro no texto. Esta relação com o número atômico está muito menos clara, pois, se ele queria se referir a átomos, estes possuem carga total nula e não irradiam. |
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Em conjugando os processos termoelétricos e o campo magnético, a Ciência pode medir com exatidão a carga e a massa dos elétrons, demonstrando que a energia se difunde, através de movimento simultâneo, em partículas infra-atômicas e pulsações eletromagnéticas correspondentes. (Página 38, Capítulo 10) |
Não encontrei nenhum sentido lógico nesse parágrafo. |
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Deve-se o aparecimento do calor às constantes colisões dos elétrons livres, espontaneamente impelidos a se moverem ao longo do condutor, associando a velocidade de transferência ou deslocamento à velocidade própria, no que tange à translação sobre si mesmos, o que determina a agitação dos átomos e das moléculas, provocando aquecimento. (Página 38, Capítulo 10) |
O trecho sublinhado é ininteligível. |
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A constituição de um campo magnético, ao redor do condutor, é induzida pelo movimento das correntes corpusculares a criarem forças ondulatórias de imanação. A produção de luz decorre da corrente elétrica do condutor. E a ação química resulta de circulação da corrente elétrica, através de determinadas soluções. (Página 38, Capítulo 10) |
O que são forças ondulatórias? |
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Os discos de ebonite em atividade rotatória como que esfarelam as bolhas de ar, guardadas entre eles, comprimindo os elétrons que a elas se encontram frouxamente aderidos. (Página 53, Capítulo 15) |
Estas bolhas de ar são desnecessárias para se explicar o funcionamento de uma máquina eletrostática. Numa máquina eletrostática os elétrons são arrancados devido à fricção entre as correias e os discos. |
[1] Este artigo foi apresentado no VIII Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita (evento bienal), ocorrido em Santos, de
Conclusão
Foram encontrados erros tanto nos trechos ditos “psicografados” de Chico Xavier, quanto nos de Waldo Vieira. Minha recomendação é que os livros que envolvam temas científicos passem pela análise de pelo menos dois peritos no assunto, colocando notas de rodapé nos trechos considerados discordantes. Um processo parecido com a revisão por pares que é feito em artigos científicos.
Referências
Xavier, Chico; Vieira, Waldo. “Mecanismos da Mediunidade” (1960). FEB.
Bastone, Érika de Carvalho. “A Física no Espiritismo” (2003), apresentado no VIII Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita.
October 25th, 2007 às 3:57 pm
Sou apenas um buscador. Como tal, procuro estudar e investigar com imparcialidade.
Não entendo de física, mas, o que posso afirmar é que a estrutura proposta por Kardec, bem como dos espíritos responsáveis pela codificação, não se coaduna com muitos que vieram pós Kardec.
Estes, salvo as honrosas excessões, nem de perto se avizinham aos postulados deixados para se identificar uma mensagem genuinamente espírita.
Tendo o espíritismo tantos inimigos encarnados e desencarnados, é muito difícil que não tenha havido interferências.
Só temos para retirá-las, as instrumentações deixadas pelos próprios espíritos. Exceto, se estes não são confiaveis também, coisa ao qual, acho difícil, dado o grau de seriedade das mensagens.
Pelos indicativos, contrariar médiuns notórios, é crime no movimento.
E confesso, pela batica da broaca, se sabe o seu conteúdo.
Nos meus estudos, não ví Kardec e tão pouco os espíritos adularem médiuns, muito pelo contrário. Só tinham valor suas mensagens sensatas. O nome do espírito, pouco importava, que dirá o médium. O povo inverte tudo.
Estão santificando médiuns, como santificaram alguns cristãos. No movimento espírita parece que é crime investigar. Crta feita, em uma conferência, o instrutor informou que acreditava em Kardec de olhos fechados. Eu não aguentei. Respondi: De olhos fechados nem em Jesus eu acredito, que dirá Kardec.
Tm cegos guiando cegos. Kardec não pediu seguidores, tão pouco Jesus. Precisamos de homens de ética, razão, moral universal, superlatíva, bem como de formadores de cultura de elite. Cultura sensual, religiosa, não nos liberta.
Paz
October 25th, 2007 às 9:11 pm
É… Se a psicografia está certa, é porque os espíritos de tudo sabem. Mas, se a psicografia está errada, é porque há interferência e os inimigos encarnados (e desencarnados) não compreendem isso e preferem detratar o fenômeno espírita.
October 25th, 2007 às 10:07 pm
Como leigo em matéria de Física gostaria de aduzir que para mim as análises da professora Erika, sobre possíveis erros da Física, não são de forma alguma conclusivas, a julgar por suas próprias palavras. Vejamos o que entendi:
1.” O modelo sugerido se afasta completamente do modelo atômico aceito após o advento da mecânica quântica”
- (”modelo atômico aceito”) - Existem muitos estudos ainda sobre o modelo atômico entre os físicos e certamente há divergências. “Modêlo atômico é uma perspectiva segundo uma possível forma do átomo que ninguém ainda viu”. (Li no Google!)
2.”Acredito que queira dizer que partícula carregada, em movimento acelerado, gera onda eletromagnética, embora não está claro no texto.”
- (”Acredito que…” ), não é o mesmo que afirmar que isso não é verdadeiro, ou mesmo: que está errada essa idéia.
3. “Não encontrei nenhum sentido lógico nesse parágrafo”. Também não é o mesmo que dizer taxativamente: Não há lógica nesse parágrafo.
E por que ela não demonstrou a lógica na qual basearia?
4. “O trecho sublinhado é ininteligível”
Outra ausência de análise. O trecho está escrito em português claro. Por que ela não diz textualmente: essa idéia não se coaduna com tais e tais axiomas, ou teses etc. Ou mesmo, aqui nesse ponto há uma divergência, um absurdo, um paradoxo, etc.
5. Que são forças ondulatórias?
O que encontrei sobre isso é que ondas eletromagnéticas apresentam características corpusculares, as partículas também deveriam ter características ondulatórias.
Também, as partículas de matéria apresentam propriedades ondulatórias.
Creio que nesse caso fica em aberto a maneira como uma “força ondulatória” poderia existir a partir dessas características. Se houver alguma relação, a Física poderia nos explicar.
6. “Estas bolhas de ar são desnecessárias para se explicar o funcionamento de uma máquina eletrostática.”
- Mas se explicarem, está tudo bem. Pior se não explicassem….
October 25th, 2007 às 11:12 pm
Eu acho que o Gilberto tem um caso de amor pelo espiritismo mas não quer admitir.
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Sai do armário Gilbertão
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Se fosse assim tão ruim você não se incomodava tanto com essa campanha de ódio e difamção que promove aqui diariamente.
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October 26th, 2007 às 11:59 am
Carlos Magno,
praticamente só apresentei os trechos da professora Érika que foram concordantes com outro físico, e espírita. Sobre o ponto 1, ele disse que a professora está correta, não porque não se possa mais trabalhar com trajetórias em física atômica, mas porque André Luiz descrevia o estado da física atômica na época, e realmente se equivocou.
2. “Acredito que” se refere a uma interpretação forçada que a autora está fazendo do texto para tentar encaixá-lo em algo inteligível. Mesmo assim, ela apontou erro ao dizer “pois, se ele queria se referir a átomos, estes possuem carga total nula e não irradiam”
3.Isso mostra que a linguagem utilizada não é clara, talvez pela pretensão de se explicar conceitos técnicos a leigos fazendo-se uso de analogias pouco apropriadas. Em vários parágrafos, só com muita boa vontade se consegue “supor” o que o autor queira dizer. Nesse caso nem isso foi possível.
4. Do que entendi, a fricção é entre as correias e os dicos, não entre as bolhas de ar e os discos. Se não houvesse ar, ainda assim a máquina funcionaria, portanto a citação de tais bolhas além de desnecessária, é errada mesmo.
Abraço.
October 26th, 2007 às 2:01 pm
Nem tem para onde correr. Esses trexos ai foram escritos por uma pessoa que tinha como fonte apenas um livro de fisica de 2 grau e o mal entendia.
Ou os espiritos guias eram pessimos em fisica e não tinham a capacidade de perguntar para outro. Ou temos mais uma fraude. O que será o mais provavel?
October 26th, 2007 às 2:01 pm
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Alo Vitor, tudo bem ?
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Achei este texto na internet assinado pelo Sr. e, caso seja seu mesmo gostaria se possível que o Sr. explicasse a mudança de posicionamento em relação a Chico Xavier, aqui vai:
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“Jefferson - A psicografia em Chico Xavier atinge níveis de qualidade inigualáveis. Cientistas e parapsicólogos estudam suas obras. Chico dá demonstrações do nível incomparável ao escrever perante mais de duzentas pessoas, em Campos, Estado do Rio de Janeiro, mensagens em línguas mortas, ou então em inglês clássico, mas de trás para frente, levando as pessoas presentes a usar um espelho para a leitura do texto. A velocidade de sua mão era espantosa. E Chico, pouco tempo depois, acaba psicografando textos diferentes, com as duas mãos, ao mesmo tempo, fenômeno até hoje não realizado por nenhum outro médium.
A repercussão é tão significativa, que o jornal O Globo enviou a Pedro Leopoldo o repórter Clementino de Alencar, sem prazo determinado para voltar, com o objetivo de entrevistar o médium, autoridades, assistir a reuniões mediúnicas, enfim, verificar in loco os fenômenos de além-túmulo. O jornalista chega a entrevistar em língua estrangeira vários espíritos e assiste, extasiado, a um fenômeno da escrita invertida em inglês. Hospedado no hotel Diniz, o jornalista ali permanece por dois meses até concluir sua “investigação”, sempre acompanhado de fotógrafo, o qual faz dezenas de imagens para registrar os acontecimentos.
Posso tentar obter mais dados com o Jefferson, caso queira.
E antes que vc pergunte: “Senador romano falando Inglês??”, Emmanuel disse que estava aprendendo inglês no mundo espiritual …
Quanto ao latim, Emmanuel também dizia ter sido o padre Manuel da Nóbrega. Falava português na última reencarnação, portanto.Era mais natural que se expressasse nessa língua.
Abraço,
Vitor”
http://mailist.pesquisapsi.com/0704/msg00039.html
October 26th, 2007 às 2:03 pm
Vitor desculpe os erros de digitação no texto acima, Deus me livre sei-lá que aconteceu, se possível corrija pra mim o primeiro parágrafo, pode apagar este se quiser. Forte abraço.
October 26th, 2007 às 2:52 pm
Oi, MoonChild,
já consertado. Respondendo à sua pergunta, nessa época eu ainda não havia buscado analisar a existência histórica de Emmanuel. Depois que vi que ele não existia, mudei de opinião.
Um abraço.
October 26th, 2007 às 4:05 pm
Obrigado por responder Vitor,
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Sem querer te deixar constrangido ou qualquer coisa do tipo, se me permite, com todo respeito te pergunto:
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Me parecia que independente da questão Emmanuel o Sr. admirava Chico profundamente por suas habilidades em psicografar em várias línguas (algumas mortas), ao contrário (”de tráz pra frente”), em velocidade, com duas mãos, conforme suas próprias palavras “fenômeno até hoje não realizado por nenhum outro médium”.
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Do ponto de vista histórico o Sr. já apontou em sua opinião (que pessoalmente embora respeite não concordo) supostos erros que o denunciariam, mas do ponto de vista da mediunidade prática, o Sr. ainda mantém a opinião de que são “fenômeno(s) até hoje não realizado por nenhum outro médium” ?
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Se sim, como conciliar a incrível capacidade mediúnica prática de Chico com suas teorias de fraude teóricas (seja consciente ou não) ?
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Se não, quais argumentos o Sr. teria para explicar agora, numa nova mudança de opinião, essas capacidades ? Chico além de auto-didadata, leitor compulsivo, ser de inteligência incrível era também ambidestro, especialista em linguas (algums mortas como o Sr. mesmo falou), etc ?
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Abraços,
Fico feliz pela discussão estar alcançando um alto nível
October 26th, 2007 às 4:40 pm
Vitor, onde encontro o artigo da Érika completo?
October 26th, 2007 às 6:36 pm
Moonchild,
vamos por partes, há alguns equívocos:
01.Me parecia que independente da questão Emmanuel o Sr. admirava Chico profundamente por suas habilidades em psicografar em várias línguas (algumas mortas),
***Nunca consegui verificar essa capacidade do Chico. No meu entender até que me provem o contrário ele nunca psicografou nada em línguas mortas. E ainda que me provassem algo do tipo, mesmo isso não é difícil de ser feito.
02.ao contrário (”de tráz pra frente”), em velocidade, com duas mãos, conforme suas próprias palavras “fenômeno até hoje não realizado por nenhum outro médium”.
***Não são minhas próprias palavras. Isso é fragmento de um texto que possui uma série de problemas. Um médium fraudulento que fazia isso era Mirabelli, por exemplo.
03.Do ponto de vista histórico o Sr. já apontou em sua opinião (que pessoalmente embora respeite não concordo) supostos erros que o denunciariam, mas do ponto de vista da mediunidade prática, o Sr. ainda mantém a opinião de que são “fenômeno(s) até hoje não realizado por nenhum outro médium” ?
***Não. De forma alguma. Hoje inclusive há um médium chamado Celso de Almeida Afonso que possui o mesmíssimo padrão de Chico Xavier. O médium está vivo e ativo ainda em Uberaba. Seria bom mandar uma equipe lá investigá-lo.
04.Se sim, como conciliar a incrível capacidade mediúnica prática de Chico com suas teorias de fraude teóricas (seja consciente ou não) ?
***Se o médium Celso de Almeia Afonso for uma fraude, não vejo qualquer motivo para pensar que Chico fosse honesto. Por isso acho importante os pesquisadores testarem esse médium em laboratório.
05.Se não, quais argumentos o Sr. teria para explicar agora, numa nova mudança de opinião, essas capacidades ? Chico além de auto-didadata, leitor compulsivo, ser de inteligência incrível era também ambidestro, especialista em linguas (algums mortas como o Sr. mesmo falou), etc ?
***Várias dessas capacidades nunca consegui confirmar. E mais uma vez, não são minhas palavras.
Abraço.
October 26th, 2007 às 6:39 pm
Oi, Marcelo
não encontra. Posso enviá-lo a vc, mas em breve coloco as críticas dela do outro livro no blog.
Abraço.
October 26th, 2007 às 6:45 pm
Falou, aguardo essas críticas.
October 26th, 2007 às 7:02 pm
Amigo, parabéns pelo site, continue mostrando as fraudes espiritas …. ah se todo cristão fizesse o mesmo … esse pais se veria livre dessa mentira .. eu faço a minha parte..
October 27th, 2007 às 5:34 am
Sair do armário? Tá me chamando de gay? Tudo bem, gay não é palavrão. A minha relação com o Espiritismo começou há 20 anos, quando eu comecei a estudar Ufologia. No princípio eu acreditava em OVNIS e coisas afins, mas quanto mais eu me aprofundava, mais eu me dava conta da fraude (90% inconsciente e de boa fé) que era a Ufologia. No Brasil, se fundamenta a Ufologia em grande parte no Espiritismo, pois usa-se as psicografias de extraterrestres (a mãe de Chico Xavier, que é Marciana, e Ramatis, que descreve Marte ainda mais detalhadamente que Xavier). Me interessei pelo fato de que, como a Ufologia, o Espiritismo se baseia em fraude inconsciente. Além disso, eu ADORO os espíritas e a maioria de seu trabalho!! Um abraço, J. Machado. Ah, como professor de Literatura Inglesa, eu gostaria de ver os textos em Inglês arcaico (nunca ouvi esse termo) produzidos por Xavier. Pelo que me consta é “hoax”, ou seja, uma mentira plantada que ao ser retransmitida várias vezes vira verdade.
October 27th, 2007 às 3:55 pm
Ainda bem que temos o Antonio Polo para nos salvar desta perdição que é o espiritismo ! Avante Antonio, o cruzado cristão contra os males do espiritismo!
Bem como fizeram com Jesus!
October 27th, 2007 às 4:58 pm
Para Gilberto:
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1) Não te chamei de gay em momento nenhum, disse para sair do armário no sentido de admitir que gosta do espiritismo, ou não estaria aqui diariamente, como deixei claro no comentário.
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2) Nem sei do que você está falando de inglês arcaico, pelo que vi é um texto do Vitor Moura transcrito acima, e se você é professor de Literatura Inglesa e nunca ouviu falar de Inglês Arcaico, então talvez você possa ver a página da Embaixada Britânica no Brasil aqui http://www.britishembassy.gov.uk/servlet/Front?pagename=OpenMarket/Xcelerate/ShowPage&c=Page&cid=1144251254567 que você vai descobrir o que é. Fica logo na sessão “A História do Inglês”. Tem também esta página de gramática de inglês arcaico caso te interesse http://dan.tobias.name/frivolity/archaic-grammar.html
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Mas repito, não fui eu que falei de inglês arcaico e nem sei porque se referiu a mim.
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Abraços e bom fim-de-semana,
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João C. Barros de Melo
October 29th, 2007 às 2:20 am
Bom, meu bom Machado (ou será Melo?), não me referi apenas a você no outro post, me referi também ao tema proposto (que é o objetivo deste blog). Se você observar os sites acima com cuidado, verá que o termo “arcaico” é usado, na Embaixada Britânica, como o idioma Inglês ORAL usado nas eras pré-Anglo-Saxônicas. É um termo usado no site genericamente para um conjunto de dialetos que não têm nada em comum entre si, não uma fase da evolução do idioma (suas fases são: Old English, seguido de Middle English e atualmente, o Modern English). Se for esse o caso, é engraçado que Chico Xavier tenha “psicografado” uma línguagem oral, pois a escrita não existia para aqueles povos. Como ele conseguiu essa façanha? Se ele psicografou textos em Old English, Middle English ou Modern English, então eu gostaria de vê-los, só isso. (Quanto ao outro site, é uma brincadeira de mau gosto, uma salada de quem não sabe nada de nada!!) Quanto a gostar do epiritismo, repito: gosto dos espíritas e de suas obras. Meu carinho por eles (vocês) é enorme!!!!!
October 31st, 2007 às 7:00 pm
A obra de caridade feita por Chico já vale mais que qualquer análise de física posta nesse site, que é uma inutilidade pública. E também, não se percebe erro no que foi dito por Chico Chavier, o problema é que os sábios físicos ou a tal professora que analisa os trechos, querem que seja feita uma descrição aos moldes linguísticos utilizados na física, e isso é claro que não vai ser feito mesmo, pois o que conta é que se entenda a coisa, e as partes que não foram inteligíveis pra professora foram para outras pessoas, o problema é que se define tanta coisa na física que deveria ser uma coisa só, pois em aplicação assim é, que acaba ficando um monte de tolices que só serve aos físicos mesmo. A física é uma coisa maravilhosa em nossa vida, porém não estão sabendo utilizar e nem fazer algo de útil com ela, se vcs estão tão certos dos erros dos outros, pelo menos vejam os acertos, qual quer pessoa que tenha um pouquinho de conhecimento aqui no Brasil sabe da obra de Chico Chavier pela população, e isso ao meu ver vale mais que divagações que não vão dar em nada. É isso, tudo de bom pra vocês.
October 31st, 2007 às 7:04 pm
Há muita gente hipócrita, que pensa saber da verdade por possuir um diploma.
November 1st, 2007 às 9:18 pm
Eu, como engenheiro formado pela UFRJ, como ex-professor de física para cursos pré-vestibulares, como pesquisador da COPPE/UFRJ, como estudioso apaixonado pela física, AFIRMO que os erros não são do livro e sim da tal “Érika de Carvalho Bastone”. Não vou me dar ao trabalho de rebater cada uma das barbaridades que ela escreveu… se ela nem sequer entendeu a associação entre a força centrípeta e centrífuga e as cargas das partículas, ela não poderia jamais achar que poderia escrever um livro desses. Sinceramente, tenho pena dela por passar por um papel tão ridículo desses.
November 1st, 2007 às 9:51 pm
Caro Rafael,
o texto da Érika passou pela revisão de outro físico, e espírita, e só coloquei o que ambos concordaram. Portanto, seria bom que apresentasse suas críticas ao texto dela, para permitir melhor análise do que o senhor quer dizer.
Um abraço.
November 2nd, 2007 às 2:29 pm
E como PhD em física Nuclear pela Virginia Commonwealth University, eu diria que esse Rafael é uma farsa, assim como esses textos infantis ultrapassados de Física que os ingênuos Espíritas usam para ilustrar suas obras e, com linguagem rebuscada, iludir as pessoas a pensarem que seus escritores são realmente “espíritos” superiores, por terem tanta cultura. A cultura é privilégio dos mortos? Por que não nos apresentam a cura da AIDS, do Câncer e da burrice crônica?
November 2nd, 2007 às 4:43 pm
Caro Vítor,
Tenho acompanhado algumas de suas publicações, postando-as inclusive no grupo Esp-Br do Yahoo, tentando promover um debate sério acerca dessas questões. Mas apenas o que se consegue são críticas virulentas e pessoais, sem nenhuma proposta efetiva de contrapor argumentos. Mas o que me move nesse breve comentário é o ódio que alguns participantes, vinculados ao misticismo mais obtuso, nutrem por sua figura. Alguns, só por constar seu nome como autor dos textos, espumam dum ódio tão exacerbado que chega a suscitar, em outros, sentimentos de piedade e compaixão pelo raso da argumentação. Deixam-se expor, com suas tristes e funestas figuras, sem capacidade de simplesmente conversar. Donde tanto rancor? Por que sempre que alguns são incitados à crítica diante de suas tolas crendices, quase-medievais, reagem de forma tão grotesca e pouco humana? E o pior, atuam dessa forma inumana buscando defender as propostas espíritas. Kardec tinha mesmo razão ao colocar que os maiores adversários do espiritismo estariam em suas fileiras… Esquecer a razão e entregar-se à cega fé, como pretende o místico movimento espírita brasileiro, é erro primário repetido por diversas outras propostas obscurantistas, como as frases de Lutero exemplificam: “A razão é o maior inimigo que a fé possui; ela nunca aparece para contribuir com as coisas espirituais, mas com freqüência entra em confronto com a Palavra divina, tratando com desdém tudo o que emana de Deus”; “Quem quiser ser cristão deve arrancar os olhos da razão”; e “A razão deve ser destruída em todos os cristãos”.
November 3rd, 2007 às 3:17 pm
Oi, Sérgio
é o que tenho notado, apesar de Kardec sempre repetir “fé inabalável só o é aquela capaz de enfrantar a razão em todas as épocas da Humanidade”. Ou algo assim
November 8th, 2007 às 3:00 am
Caros amigos estudiosos, espíritas e não-espíritas,
Sejamos fiel pelo menos à Doutrina que Kardec sistematizou… Os espíritos desencarnados são como nós, porém destituídos da roupagem física! Podem apresentar, portanto os mesmos erros, vícios e virtudes que apresentavam quando encarnados! Kardec combate constantemente a presunção de que todos os comunicados espirituais se devem a “espíritos superiores”.
Kardec foi mais longe ainda e escreveu que “se a Ciência desmentir o Espiritismo e algum ponto, deixem esse ponto de lado e sigam a Ciência”. O Espiritismo é doutrina que prega sobretudo a caridade e a melhora de nós mesmos, através de uma fé racionada. É reformando o homem que reformaremos a humanidade! As incongruências que a referida obra de André Luiz/Chico/Waldo podem apresentar com as teorias físicas vigentes em nada descaracteriza a essência da doutrina e o exemplo de vida irrepreensível de Chico Xavier. O Espiritismo “deve caminhar ao lado da Ciência”, como escreveu Kardec, nem à frente desta, nem atrás, motivo pela qual há que se atualizar sempre!
Abraços cordiais a todos!
November 26th, 2007 às 6:54 pm
gostaria de receber materias sobre as psicografias de chico xavier
November 26th, 2007 às 9:22 pm
Prezado Carlos,
este blog já oferece vasto material sobre a psicografia de Chico. Caso queira os livros dele, procure no http://www.4shared.com
Abraço.
November 27th, 2007 às 12:46 pm
João Diz: Outubro 31st, 2007 às 7:00 pm
A obra de caridade feita por Chico já vale mais que qualquer análise de física posta nesse site, que é uma inutilidade pública.
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Eu discordo completamente. Acredito sim que temos de investigar todos os médiuns que laboram no Espiritismo. Não foi Kardec que só chegou a um convencimento de que existiam espíritos após muitos estudos? Então porque não podemos investigar os médiuns e as obras deles? Se estiverem corretos, nada vai denegrir a imagem deles. Agora se estiverem errados ou cometendo equívocos, é melhor que os espíritas saibam, oras.
Então não misture caridade com a questão. Esse blog tem sua utilidade, já que está aqui para nos fazer pensar e refletir acerca dos acertos e erros da espiritualidade.
Não devemos transformar a doutrina em dogmas.
Nem glorificar nossos estimados autores espíritas.
Gosto do Chico. Mas se ele estiver errado, temos de saber. É muito melhor do que ficar na ignorância.
Um grande abraço.
December 24th, 2007 às 4:46 am
A verdade prevalecerá. Acredito sinceramente que ler e questionar as obras espíritas é direito e digo mais DEVER de todos, somos criaturas inteligêntes que tem a faculdade de pensar, e por isso lemos e pensamos, ainda bem que é assim.
Obrigado por todos
Que Jesus abençõe a todos
January 3rd, 2008 às 7:25 pm
Assim como temos maus pastores que enganam seus fiéis para tomar-lhes dinheiro, acredito que o Chico ou qualquer outro médium ao enganarem gente desesperada contando-lhes mentiras do tipo, seu ente querido esta em tal lugar, etc, etc … agem da mesma forma, ambos os grupos são formados por canalhas enganadores dos quais Edir e Chico são os melhores representantes das duas vertentes religiosas.
January 4th, 2008 às 10:19 pm
Prezado Sr. M. Malan,
Respeito sua posição como estudioso da Física e gostaria de saber se seia possível de sua parte, dispender um breve tempo para nos fazer um paralelo com o que entende que deveria ser interpretado correntamente do ponto de vista da Física em relação a estes trechos escritos pelo médium Francisco Xavier, procurando expressar-se em um linguajar que seja mais fácil de entender assim como fez nosso grande colega Stephen Hawking em seu trabalho “O universo em uma casca de noz”.
Muito grata antecipadamente.
Mirella
January 10th, 2008 às 1:00 pm
A ciência percebeu, afinal, que a radioatividade era como que a fala dos átomos, asseverando que eles nasciam e morriam ou apareciam e desapareciam no reservatório da natureza. Apreendendo-se que a radioatividade exprimia a morte dos sistemas atômicos…
(Página 15, Capítulo 2)
Comentários da professora Érika:
Alguns átomos instáveis (cujos núcleos não estão no estado de menor energia) decaem para um átomo estável, que pode ser o mesmo elemento, ou um elemento com um número atômico diferente (maior ou menor). Isto não é o mesmo que dizer que o sistema atômico morreu!
Elias: Interpretação errada da Érika. A “morte” dos átomos foi uma metáfora de como a ciência antiga enxergava, apenas monitorando as emissões radioativas.
“Apreendendo-se ” ainda se refere a ciência antiga, não ao conhecimento mais atual. Faltou a continuidade do parágrafo pra entender melhor.
January 10th, 2008 às 1:33 pm
… lembremo-nos de que, conforme a Lei de Coulomb, as cargas de sinal contrário ou de força centrípeta atraem-se, contrabalançando-se essa atração com a repulsão por elas experimentada, ante as cargas de sinal igual ou de força centrífuga.
(Página 24, Capítulo 5)
Comentários da professora Érika:
Não existe qualquer relação entre atração de cargas e força centrípeta ou repulsão de cargas e força centrífuga.
Elias: Ambos foram infelizes nas afirmações.
No cenário onde temos um núcleo atômico positivo e elétrons negativos, a força que mantém o elétron na trajetória é a de atração das cargas (prótons/elétrons) e equivale a força centrípeta (ou aceleração centrípeta) do movimento circular do elétron.
Força = massa * aceleração.
Aceleração Centrípeta:
http://www.cepa.if.usp.br/e-fisica/mecanica/basico/cap13/cap13_11.htm
A Força Centrífuga é a força no sentido contrário.
http://www.infoescola.com/fisica/forca-centripeta-e-centrifuga/
No mesmo cenário, com um átomo com vários elétrons, os quais se repelem por terem mesma carga, a repulsão se dará através de uma força que deixará alguns elétrons em camadas mais afastadas do núcleo, mantendo-os lá. Isto equivale a uma força oposta a Centrípeta, que é a Centrífuga.
…
Isto foi só pra dizer que não é o caso de Certo ou Errado, mas do uso dos termos e sua clareza, que não foram felizes.
January 10th, 2008 às 4:49 pm
Falei com um dos Físicos e eis o que ele disse:
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“Eu discordo da 1a. observação, mas concordo com a 2a.
A interpretação do trecho da p.15 (cap.2) como metafórica por Elias talvez se deu porque o trecho não está transcrito corretamente: no orginal, “nasciam e morriam” aparece em negrito, e “Apreendendo-se” não vem logo depois de “natureza”. Lendo o cap. 2 até o fim, observamos que em nenhum momento André Luiz dá margem a que interpretemos “nasciam e morriam” no sentido metafórico; pelo contrário: ele enfatiza que a realidade seria aquela mesmo.”
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Posteriormente incluirei uma errata sobre a 2ª observação.
January 10th, 2008 às 9:11 pm
Fiquei convencido da metáfora pelo trecho: “A ciência percebeu, afinal, que a radioatividade era COMO que a fala dos átomos…”
Terei que ler o original (Página 15, Capítulo 2)…
January 10th, 2008 às 10:05 pm
Em conjugando os processos termoelétricos e o campo magnético, a Ciência pode medir com exatidão a carga e a massa dos elétrons, demonstrando que a energia se difunde, através de movimento simultâneo, em partículas infra-atômicas e pulsações eletromagnéticas correspondentes.
(Página 38, Capítulo 10)
Comentários da professora Érika:
Não encontrei nenhum sentido lógico nesse parágrafo.
Elias: No início foi difícil de entender pra mim também.
Mas creio que o André Luiz estava se referindo a uma experiência muito parecida com essa:
http://ifm.ufpel.edu.br/histfis/experim.htm
O link acima mostra que a afirmação “… a Ciência pode medir com exatidão a carga e a massa dos elétrons,…” está correta.
A afirmação anterior “Em conjugando os processos termoelétricos e o campo magnético,…” parece descrever bem os processos no aparato da experiência, que foi um tubo de raios catódicos: magnético (campos magnéticos nas boninas) e termoelétrico (filamento incadescente que gera o feixe de elétrons). Novamente a afirmação está correta.
…
Não me admira esta descrição uma vez que o próprio espírito de André Luiz disse que tinha consultado a bibliografia da época para as descrições científicas do livro. Seu objetivo era usar este conhecimento para embasar os “Mecanismos da Mediunidade”, que é o título do livro.
…
Ok, mas continuando:
Na afirmação “Demonstrando que a energia se difunde, através de movimento simultâneo, em partículas infra-atômicas e pulsações eletromagnéticas correspondentes.” É sabido que a energia de um átomo é exteriorizada (difundida) através do movimento dos elétrons (partículas infra-atômicas) entre os níveis de alta e baixa energia, emitindo radiação infravermelha (calor) ou outras. Há outros meios, mas eu teria que pesquisar.
Confesso que esta última afirmação parece não se encaixar com o contexto, mas sozinha, está correta.
Conclusão: pra mim, dando um desconto para os termos usados, está correto.
January 11th, 2008 às 1:31 pm
Caro Elias,
consultei novamente o físico, chamado José Edmar Arantes Ribeiro, que respondeu aos seus comentários, após ***:
Elias: “No início foi difícil de entender pra mim também.
Elias:”Mas creio que o André Luiz estava se referindo a uma experiência muito parecida com essa:”
Elias:”http://ifm.ufpel.edu.br/histfis/experim.htm”
*** Eu também “creio”…
Elias:”O link acima mostra que a afirmação “… a Ciência pode medir com exatidão a carga e a massa dos elétrons,…” está correta. ”
Elias:”A afirmação anterior “Em conjugando os processos termoelétricos e o campo magnético,…” parece descrever bem os processos no aparato da experiência, que foi um tubo de raios catódicos: magnético (campos magnéticos nas boninas) e termoelétrico (filamento incadescente que gera o feixe de elétrons). Novamente a afirmação está correta.”
*** Vá lá que possamos aceitar a afirmação “(…) conjugando os processos termoelétricos e o campo magnético, a Ciência pode medir com exatidão a carga e a massa dos elétrons (…)”, mas a idéia não termina aí…
Elias:”Não me admira esta descrição uma vez que o próprio espírito de André Luiz disse que tinha consultado a bibliografia da época para as descrições científicas do livro. Seu objetivo era usar este conhecimento para embasar os “Mecanismos da Mediunidade”, que é o título do livro. ”
Elias:”Ok, mas continuando:”
Elias:”Na afirmação “Demonstrando que a energia se difunde, através de movimento simultâneo, em partículas infra-atômicas e pulsações eletromagnéticas correspondentes.” É sabido que a energia de um átomo é exteriorizada (difundida) através do movimento dos elétrons (partículas infra-atômicas) entre os níveis de alta e baixa energia, emitindo radiação infravermelha (calor) ou outras. Há outros meios, mas eu teria que pesquisar. ”
Elias:”Confesso que esta última afirmação parece não se encaixar com o contexto, mas sozinha, está correta.”
*** Não, não está correta. A afirmação é simplesmente absurda, não é apenas algo “fora de contexto”. Vejamos:
*** O trecho é: “(…) demonstrando que a energia se difunde, através de movimento simultâneo, em partículas infra-atômicas e pulsações eletromagnéticas correspondentes”. Observações:
Problema 1 - André Luiz não diz energia do que, fala em termos genéricos…
Problema 2 - Não faz sentido dizer que algum tipo de energia se difunda em partículas infra-atômicas.
Problema 3 - Não foi dito a que se refere “movimento simultâneo”…
*** Relevando os erros e imprecisões, e supondo que a energia referida seja a dos elétrons, teríamos: “(…) demonstrando que a energia dos elétrons se difunde em pulsações eletromagnéticas”. Mas, ainda assim, considerando todo o contexto, André Luiz estaria errando, pois não tem nada a ver a capacidade da Ciência de medir a carga e a massa do elétron com a demonstração da emissão de radiação por elétrons em movimento.
Elias:”Conclusão: pra mim, dando um desconto para os termos usados, está correto.”
*** Nem dando um desconto tipo “super oferta” é aceitável o trecho de André Luiz.
January 15th, 2008 às 1:54 am
Os comentários do físico José Edmar Arantes Ribeiro ajudaram a elucidar este trecho de André Luiz.
José Edmar disse:
*** Relevando os erros e imprecisões, e supondo que a energia referida seja a dos elétrons, teríamos: “(…) demonstrando que a energia dos elétrons se difunde em pulsações eletromagnéticas”. Mas, ainda assim, considerando todo o contexto, André Luiz estaria errando, pois não tem nada a ver a capacidade da Ciência de medir a carga e a massa do elétron com a demonstração da emissão de radiação por elétrons em movimento.
…
Elias diz: Certo, mas interpreto que não seria a “…capacidade da Ciência medir a carga e a massa do elétron…” mas sim o fato de que a referida experiência teria demonstrado que a relação entre a carga e a massa do elétron era um valor constante. Uma vez que a massa do elétron não se altera, concluía-se que a carga era um valor constante também.
Assim, diferentemente do que a Ciência cogitava até então, a carga do elétron não acumulava a energia recebida.
Verificava-se então que a energia externa recebida pelo átomo seria exteriorizada por outro modo…
Este modo seria o movimento dos elétrons (partículas infra-atômicas) entre os níveis de alta e baixa energia, emitindo radiação.
…
O que André Luiz quis dizer então, com comentáros entre ( ):
“Em conjugando os processos termoelétricos e o campo magnético (http://ifm.ufpel.edu.br/histfis/experim.htm), a Ciência pode medir com exatidão a carga e a massa dos elétrons (que eram valores constantes, derrubando qualquer teoria de que a energia se propagasse através da mudança destas grandezas), demonstrando que a energia se difunde, através de movimento simultâneo, em partículas infra-atômicas(através do movimento dos elétrons entre os níveis de alta e baixa energia) e pulsações eletromagnéticas correspondentes (emitindo radiação correspondente a estas transições de nível de energia do elétron).”
January 15th, 2008 às 1:16 pm
Caro Elias,
seguem comentários de José Edmar:
1) mas interpreto que não seria a “…capacidade da Ciência medir a carga e a massa do elétron…” mas sim o fato de que a referida experiência teria demonstrado que a relação entre a carga e a massa do elétron era um valor constante.
Não tem cabimento. Se o próprio André Luiz diz “…capacidade da Ciência medir a carga e a massa do elétron…”, como é que alguém vai dizer que não interpreta como “…capacidade da Ciência medir a carga e a massa do elétron…”???
2) Uma vez que a massa do elétron não se altera
Quem disse que não? Considerações sobre alterações na massa de partículas carregadas existem desde 1881…
3) Assim, diferentemente do que a Ciência cogitava até então, a carga do elétron não acumulava a energia recebida.
Afirmação obscura.
4) Verificava-se então que a energia externa recebida pelo átomo seria exteriorizada por outro modo…
André Luiz tratava de elétrons. “Energia externa recebida por átomos” é outra história. Além disso, não vejo relação alguma entre a constância da razão carga/massa do elétron com exteriorização de energia extra por átomos.
5) Este modo seria o movimento dos elétrons (partículas infra-atômicas) entre os níveis de alta e baixa energia, emitindo radiação.
Terminologia inadequada. Não se trata do “movimento” dos elétrons entre níveis maiores e menores de energia, mas da “passagem” (ou equivalentes semânticos) dos elétrons de níveis maiores para níveis menores de energia.
6) O que André Luiz quis dizer então, com comentáros entre ( ):
“Em conjugando os processos termoelétricos e o campo magnético ( http://ifm.ufpel.edu.br/histfis/experim.htm), a Ciência pode medir com exatidão a carga e a massa dos elétrons (que eram valores constantes, derrubando qualquer teoria de que a energia se propagasse através da mudança destas grandezas), demonstrando que a energia se difunde, através de movimento simultâneo, em partículas infra-atômicas(através do movimento dos elétrons entre os níveis de alta e baixa energia) e pulsações eletromagnéticas correspondentes (emitindo radiação correspondente a estas transições de nível de energia do elétron).”
Como esta conclusão está baseada nos 5 pontos anteriores já questionados, ela não é válida.
January 16th, 2008 às 12:30 am
1) Não entendi: a frase “…CAPACIDADE da Ciência medir a carga e a massa do elétron…” não é de José Edmar? Ou está em outro trecho de André Luiz?
A frase correta é “…a Ciência pode medir com exatidão a carga e a massa dos elétrons,…” somente.
2) Interessante. Equívoco meu…
…
No mais, creio que esta interpretação tem problemas e este trecho de André Luiz fica ainda em aberto, no meu ponto de vista.
January 16th, 2008 às 1:37 am
Elias,
“capacidade da Ciência em medir” ou “a Ciência pode medir”, tanto faz.
Não penso que o trecho fique em aberto. Sugiro que vc tente entrar em comunidades de Física no Orkut, ou grupos do Yahoo, e buscar a opinião de outros físicos sobre o trecho em questão.
Um abraço.
January 24th, 2008 às 1:16 am
(Página 14, Capítulo 2)
A descrição acima está incompleta. Na verdade o texto completo é mais claro onde André Luiz narra a nova teoria que Niels Bohr havia formulado sobre a estrutura do átomo.
…
Trecho completo Capítulo II, Estrutura do Átomo:
” Max Plank, distinto físico alemão, repara, em 1900, que o átomo, em lançando energia, não procede em fluxo contínuo, mas sim por arremessos individuais ou, mais propriamente, através de grânulos de energia, estabelecendo a teoria dos ‘quanta de energia’.
Foi então que Niels Bohr deduziu que a descoberta de Plank somente se explicaria pelo fato de gravitarem os elétrons, ao redor do núcleo, no sistema atômico, em órbitas seguramente definidas, a exteriorizarem energia, não girando como os planetas em torno do Sol, mas saltando, de inesperado, de uma camada para outra.
E, procedendo mais por intuição que por observação, mentalizou o átomo como sendo o núcleo cercado, no máximo, de sete camadas concêntricas, plenamente isoladas entre si, no seio das quais os elétrons circulam livremente, em todos os sentidos. Os que se localizam nas zonas periféricas são aqueles que mais facilmente se deslocam, patrocinando a projeção de raios luminosos, ao passo que os elétrons aglutinados nas camadas profundas, mais jungidos ao núcleo, quando mudam de órbita deixam escapar raios mais curtos, a se graduarem na série dos raios X.
Aplicada a teoria de Bohr em multifários setores de demonstração objetiva, ela alcançou encorajadoras confirmações, e, com isso, dentro dos possíveis definições terrestres, o cientista dinamarquês preparou o caminho a mais amplo entendimento da luz.”
January 24th, 2008 às 1:24 am
Em nenhum momento fala-se em “trajetórias definidas” mas sim em “órbitas definidas”, que é o teoria de Bohr;
http://pt.wikipedia.org/wiki/Niels_Bohr
A Érika acerta ao dizer:
“O modelo sugerido se afasta completamente do modelo atômico aceito após o advento da mecânica quântica. Ele traduz a idéia de elétrons como partículas, com trajetórias definidas, enquanto que no modelo quântico os elétrons apresentam a dualidade partícula-onda […], sendo as órbitas descritas por funções de probabilidade, que não estão espacialmente isoladas, mas se sobrepõem no espaço.”
Só que a Érika erra em não dizer que este trecho é a narrativa da teoria de Bohr.
January 24th, 2008 às 7:26 pm
Prezado Elias,
vc está correto. Já coloquei outra errata. Grato.
Um abraço.
January 24th, 2008 às 7:28 pm
Prezado Elias,
como o artigo ficou gigante, achei melhor tirar os trechos errados da Érika para facilitar a visualização.
Um abraço.
March 5th, 2008 às 9:06 am
corri este blog…
mas não entendi porque de degladiam na esperança de desmentir Chico Xavier..
como seria interessante se todos estes estudiosos, falassem de paz, de amor, de humanização…
tanta esterilidade sem razão aparente…
escrevam um livro, psicografado ou não, pouco importa, mas um livro que construa a paz, e sensibilize a humanidade a colocar no lugar certa a justiça social…
um dia indiscutivelmente todos partiremos… o que fica entre os homens na Terra, apenas dispersas particulas de uma verdade eterna e de uma força para já incontornável que se chama amor…
a sensação que passa neste bate bate de razão que ninguém possui é simplesmente arrepiante… mas, devemos respeitar a opinião de cada um…
chico está para além dos comentários científicos… verdade é a diferença que faz a paz que cada um a seu jeito encontra nas inúmeras obras escritas seja porquem for e delas retire o colostro da emoção que alimentará mais tarde em saúde palpável a sua vida íntima…
se todos estes estudiosos lutassem pelo bem da humanidade, perto das comunidades onde vivem, com a mesma “ciência” e vitalidade… que bom…
que a vossa vida encontre paralelo com a maior força dinâmica do mundo … o amor…
lasalete… portugal …
August 21st, 2008 às 4:02 pm
Adorei!
Eu sempre me perguntei se estas obras sao psicografadas ou nao. Mas nunca falei nada porque eu acho que as pessoas nao entendem que voce pode ser crítico no sentido de buscar a verdade mas isso nao quer dizer que voce nao goste do assunto ou nao acredite no espiritismo.
Eu amo o espiritismo mas eu nao gosto de ser enganada! Mesmo que a intencao seja boa!!!!
Eu já li todas as obras do Xico eu adoro as mensagens de amor e como nos tornamos pessoas melhores mas se realmente o mundo dos espíritos é como descrito eu nao sei e nem coloco a minha mao no fogo!
Eu acredito na psicografia de carta! Ultimamente eu tenho me perguntado: Quanto tempo demora para psicografar um livro? E se as mensagens nele contidas sao realmente por um bom espírito ou se é apenas a imaginacao de quem le muito Kardec e quer ganhar dinheiro com isso!
Acho legal que alguém tenha tido esta iniciativa e coragem de dizer o que pensa e nao simplesmente aceitar tudo o que lhe é dito como se fosse a única verdade absoluta.
Paz e amor a todos!!!
August 23rd, 2008 às 3:35 pm
Profª Érika
O livro “MECANISMO DA MEDUINIDADE” foi escrito em 1939 pelo Espírito de André Luiz e psicografado pelo Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira. Devo lembrar a Professora e aos colegas que o livro não foi escrito em 1960 como descrito, e sim em 1939. Atenção: nesta época, ano 1939 até decada de 60, eu aprendi na escola que o ÀTOMO era a menor particula indivisivel na época. Atualmente tudo mudou. Devemos tomar muito cuidado e dar algum crédito ao livro, e…
August 23rd, 2008 às 4:38 pm
Sr. Vitor:
Cometi um erro de digitação para Profª Érika, sendo o ano correto 1959, não 1939.
Abraços