Emmanuel, o guia de Chico Xavier
Este artigo busca fornecer fortes evidências de que Emmanuel, principal controle ou guia do alegado médium Chico Xavier, na verdade nunca existiu.
Emmanuel, o mais constante guia ou controle do médium Chico Xavier, responsável pela confecção de dezenas de livros, afirma em sua obra “Há Dois Mil Anos” ter sido em uma vida passada o senador Públio Lentulus Cornelius, que conviveu com Jesus Cristo.
Houve de fato alguns “Públios Lentulus” na história de Roma, mas nenhum deles se encaixa na personagem referida no romance “Há Dois Mil Anos”. De fato, o único indício de sua existência seria uma famosa carta que descreve Jesus. Segundo o site espírita http://www.guia.heu.nom.br/retrato_de_jesus.htm há ao menos quatro versões da carta. Não vou reproduzir aqui todas as diferentes versões da carta, apenas a mais abrangente delas e outra. Os interessados podem ir ao site indicado para ver as demais. Eis a primeira delas:
“SABENDO que desejas conhecer quanto vou narrar, existindo nos nossos tempos um homem, que vive atualmente, de grandes virtudes, chamado Jesus, que pelo povo é inculcado o profeta da verdade; e os seus discípulos dizem que é filho de Deus, criador do céu e da terra e de todas coisas que nela se acham ou, que nela tenham estado; em verdade, ó César, cada dia se ouvem coisas maravilhosas deste Jesus: ressuscita os mortos, cura os enfermos, numa palavra, - é um homem de justa estatura e muito belo no aspecto e, há tanta majestade no rosto, que aqueles que o vêem são forçados a temê-lo ou amá-lo. Tem os olhos da cor da amêndoa bem madura, são distendidos até a orelha e, da orelha até os ombros, são da cor da terra, porém, mais reluzentes. Tem no meio da sua fronte uma linha separando o cabelo, na forma de uso entre os Nazarenos. O seu rosto é cheio, o aspecto é muito sereno, […] [muito parecido com sua mãe, que é de peregrina beleza, uma das belas mulheres da Palestina]
“A BARBA é espessa, semelhante ao cabelo, não muito longa, mas, separada pelo meio; seu olhar é muito afetuoso e grave; tem os olhos expressivos e claros, [o que surpreende é que resplandecem no seu rosto como os raios do sol …] [porém ninguém pode olhar fixamente o seu semblante porque, quando resplende, apavora, quando ameniza, chora; faz-se amar e é alegre com gravidade].
“DIZEM que nunca ninguém o viu rir [em público], mas, antes, chorar. […] Na palestra, contenta muito, mas, o faz raramente e, quando dele nos aproximamos, verificamos que é muito modesto na presença e na pessoa. Se a majestade tua, ó César, deseja vê-lo, como no aviso passado escreveste, dá-me ordens, que não faltarei de mandá-lo o mais depressa possível. [… ] [tenho sido grandemente molestado por estes judeus] Caminha descalço e sem coisa alguma na cabeça. Muitos se riem, vendo-o assim, mas, em sua presença, falando com ele, tremem e admiram. Dizem que um tal homem nunca fora ouvido por estas regiões. Em verdade, segundo me dizem os hebreus, não se ouviram jamais tais conselhos, de grande doutrina, como ensina este Jesus; muitos judeus o têm como divino, mas, outros me querelam, afirmando que é contra a lei da tua majestade […] Dizem que este Jesus nunca fez mal a quem quer que seja, mas, ao contrário: aqueles que o conhecem e que com ele têm praticado afirmam ter dele recebido grandes benefícios e saúde, porém, à tua obediência estou prontíssimo, aquilo que tua majestade ordenar será cumprido. Salve. Da tua majestade, fidelíssimo e obrigadíssimo. Publius Lentulus, presidente da Judeia. Indicção sétima, lua segunda.”
A Catholic Encyclopedia, iniciada em janeiro de 1905 e terminada em abril de 1914, fornece os seguintes motivos para a carta ser fraudulenta:
“Nunca houve um Governador de Jerusalém; não se sabe de nenhum Procurador da Judéia que tenha se chamado Lentulus e um governador romano não teria se dirigido ao Senado no modo representado. Por último um escritor romano não teria empregado as expressões, “profeta da verdade”, “filhos de homens” ou “Jesus Cristo”. Os dois primeiros são idiomas hebreus, o terceiro é tomado do Novo Testamento. A carta, portanto, dá uma descrição de Jesus tal como a religiosidade cristã concebeu-o.”
Lembro que a própria Igreja Católica teria todo o interesse em aceitar tal carta como autêntica, já que forneceria uma prova material da existência de Jesus. O fato da própria Igreja considerar a carta fraudulenta em que pese interesses contrários mostra grande honestidade de pesquisa neste caso. O livro “Há Dois Mil Anos” não reproduz o conteúdo da carta, mas diz na página 96:
“Naquele dia, Públio Lentulus ocupou-se tão somente de encher numerosos rolos de pergaminho, para mandar ao companheiro de luta notícias minuciosas de todas as ocorrências. Entre elas estava a boa-nova do restabelecimento da filhinha, atribuído ao clima adorável da Galileia. Mas, como possuía naquele valoroso descendente dos Severus uma alma de irmão dedicado e fiel, a cujo coração jamais deixara de confiar as mais recônditas emoções do seu espírito, escreveu-lhe longa carta, em suplemento. com vistas ao Senado Romano, sobre a personalidade de Jesus-Cristo, encarando-a serenamente, sob o estrito ponto de vista humano sem nenhum arrebatamento sentimental.”
Das quatro versões, penso que a que possui menos arrebatamento sentimental é esta (outras pessoas podem discordar, mas isso não será problema, já que todas as versões possuem praticamente os mesmos problemas):
“[…] ULTIMAMENTE, apareceu na Judeia um homem de estranho poder, cujo verdadeiro nome é Jesus [Cristo], mas, a quem o povo chama ”O Grande Profeta” e seus discípulos, ”O Filho de Deus”. Diariamente contam-se dele grandes prodígios: ressuscita os mortos, cura todas as enfermidades e traz assombrada toda Jerusalém com sua extraordinária doutrina. É um homem alto e de majestosa aparência […]; cabelo da cor do vinho, desce ondulado sobre os ombros; dividido ao meio, ao estilo nazareno. […] Barba abundante, da mesma cor do cabelo; […] as mãos, finas e compridas; olhos claros, [plácidos e brilhantes]. É grave, comedido e sóbrio em seus discursos. Repreendendo e condenando, é terrível; instruindo e exortando, sua palavra é doce a acariciadora. Ninguém o viu rir, mas, muitos o viram chorar. Caminha com os pés descalços e a cabeça descoberta. Vendo-o à distância, há quem o despreze, porém, em sua presença não há quem não estremeça com profundo respeito. Quantos se acerquem dele, afirmam haver recebido enormes benefícios, mas há quem o acuse de ser um perigo para a tua majestade, porque afirma publicamente que os reis e escravos são iguais perante Deus”’ (do ciclo de Pilatos, achado em Aquileia em 1580).
Evidentemente, como a carta não está reproduzida no livro, não é possível afirmar com base na carta que o livro em si seja uma fraude histórica, mas continuamos com o problema da falta de evidência de tal personagem. O que poderia ajudar-nos a resolver de vez a questão?
O nome das personagens. Um senador romano jamais erraria a construção romana dos nomes. O nome da filha de Lentulus, Flávia Lentúlia, é uma verdadeira aberração nesse sentido, segundo o pesquisador José Carlos Ferreira Fernandes. Eis o que foi-me informado a respeito disso:
“A menina era filha de um Cornélio Lêntulo e de uma Lívia; se o pai seguisse o uso patrício tradicional, ela chamar-se-ia Cornélia, e nada mais. Admitindo-se, contudo, que os pais fossem menos “tradicionalistas”, e mais abertos a algumas novidades já presentes na onomástica romana na primeira época imperial, algumas possibilidades poderiam ser consideradas para a denominação dessa menina; em ordem decrescente de probabilidade, seriam elas:
a) Cornélia, a denominação mais provável, utilizando apenas o gentílico paterno, ainda atestada entre os Cornélios da época imperial, inclusive entre os próprios Cornélios Lêntulos;
b) Cornélia Livila, na qual ao gentílico paterno acrescentar-se-ia uma forma diminutiva “cognominizada” do gentílico materno, indicando que a moça em questão era filha de um Cornélio e de uma Lívia;
c) Cornélia Lívia, uma polinomia, na qual, ao gentílico paterno acrescentar-se-ia o gentílico materno, também para se indicar que a moça em questão era filha de um Cornélio e de uma Lívia;
d) Lívia Lentulina (ou Lentulila), na qual, ao gentílico materno, acrescentar-se-ia uma forma feminina conveniente (no diminutivo afetuoso) do cognome “Lêntulo”; dar-se-ia ênfase ao fato de a menina ter em suas veias sangue dos Lívios, sem desdenhar o fato de que também tinha sangue dos Cornélios Lêntulos;
e) Cornélia Lentulina (ou Lentulila), na qual, ao gentílico paterno, acrescentar-se-ia uma forma feminina conveniente (no diminutivo afetuoso) do cognome “Lêntulo”;
f) Cornélia Lívia Lentulina (ou Lentulila), mesmo caso anterior, mas com o uso de dois gentílicos, o paterno e o materno (polinomia); enfim,
g) Cornélia Livila Lentulina (ou Lentulila), na qual, ao gentílico paterno, acrescentar-se-iam como cognomes uma forma “cognominizada” do gentílico materno e uma forma conveniente (no diminutivo afetuoso) do cognome paterno.
Todas essas opções são, ao menos, plausíveis (sendo que a mais provável é a tradicional “Cornélia”, sem mais nada); no entanto, o nome escolhido foi a aberração “Flávia Lentúlia”, em termos onomásticos romanos uma autêntica monstruosidade: por que utilizar como nome gentílico da criança a forma gentílica feminina “Flávia”, se ela era uma Cornélia, e não uma Flávia, e se, além do mais, sua mãe era uma Lívia, e não uma Flávia? E (horror dos horrores!), por que acrescentar a esse gentílico extemporâneo uma forma adjetivada do cognome paterno (“Lentúlia”), de forma a torná-lo como que um gentílico, algo jamais atestado no meio e na época? Mas essa monstruosidade tem a sua razão de ser se se considera como raciocinaria alguém que tentasse adaptar elementos “romanos” à estrutura onomástica moderna, para fins de criar um nome feminino. Pois, sendo filha de “Públio Lentulus”, a menina “tinha que ter” uma forma feminina de seu “nome de família” – daí a criação “Lentúlia”; a essa forma feminina do “nome de família” deveria anteceder o seu “primeiro nome”; e, do repertório de “elementos romanos”, escolheu-se o nome “Flávia” (considerado como um “primeiro nome”, e não como aquilo que era, a forma feminina do nome gentílico “Flávio”). “Flávia Lentúlia” é um dos melhores exemplos, se não o melhor, em todo o livro, da ignorância do autor acerca das mais elementares regras onomásticas vigentes na sociedade romana que diz retratar.”
Discussão
Dado que o livro é uma fraude histórica e que Públio Lentulus não existiu, quem ou o quê se manifestou em Chico por décadas escrevendo dezenas de livros?
Há várias opções:
a) Um espírito mistificador.
b) Uma criação inconsciente do médium.
c) Uma personalidade secundária do médium.
Gauld informa em seu livro “Mediunidade e Sobrevivência” vários casos de controles ou guias considerados fictícios, com estudos apontando serem aspectos da personalidade do médium. Em um dos exemplos, diz:
Um desses médiuns foi “Hélène Smith”, de Genebra (Catherine Elise Muller), sobre quem o psicólogo suíço Theodore Flournoy escreveu um notável estudo From India to Planet Mars [Da Índia ao Planeta Marte]. A conclusão de Flournoy é que os controles de Hèléne são construções de uma camada onírica um tanto infantil de sua personalidade, e, de fato, não estão separados de sua consciência “por uma barreira impenetrável, mas ocorrem trocas osmóticas de uma para outra”.
Penso que a opção mais parcimoniosa sobre Emmanuel/Públio Lentulus é de que ele não passa de uma personalidade secundária do médium, já que há muitos estudos dando base a tal idéia. Não vejo por que Chico seria uma exceção à regra. O fato é que controles fictícios não são desconhecidos da literatura psíquica.
Conclusão
Há evidência razoável de que Emmanuel não passa de um aspecto da personalidade do próprio médium, e há evidências extremamente fortes de que sua alegada encarnação passada nunca existiu, ao menos como descrita no livro “Há Dois Mil Anos”, que fica sendo, portanto, uma fraude histórica, feita talvez de forma inconsciente, isentando assim o médium de qualquer culpa.
Referências
http://www.newadvent.org/cathen/00001a.htm (acessado dia 05/12/2007)
http://www.newadvent.org/cathen/09154a.htm (acessado dia 05/12/2007)
http://www.espirito.org.br/portal/palestras/ivan-franzolim/a-idade-de-cristo.html (acessado dia 05/12/2007)
Gauld, Alan (1986). Mediunidade e Sobrevivência. São Paulo: Pensamento.
Xavier, Chico. “Há Dois Mil Anos”, FEB, 1939.
Fernandes, José Carlos Ferreira. Análise Histórica Preliminar da Psicografia “Há Dois Mil Anos” (não-publicado).
October 7th, 2007 às 8:10 pm
Caro Vitor,
Prazer em ler mais este artigo seu. Porém gostaria de colocar uma questão inquietante, me parece que o próprio Emmanuel disse que sua identidade (bem como a de André Luiz) estava trocada para evitar relações com personagens conhecidos da história.
Se for este o caso, sua teoria não prova que ele nunca existiu, e sim a sua afirmação de que ele realmente não era quem dizia ser.
Outra coisa importante: os livros de Chico (salvo algumas excessões como Evolução em 2 mundos) eram Romances, por isso não podem ser levados ao pé-da-letra e sim vistos por um ângulo maior (quero dizer, a moral que suas histórias encerram).
Abraços,
October 7th, 2007 às 8:22 pm
Se Emmanuel era qualquer coisa que não se propunha ser, era pelo menos uma personalidade dupla ou espírito mistificador educado e respeitava os leitores.
—
Veja a nota de Emmanuel em “Nosso Lar”:
—
“A surpresa, a perplexidade e a dúvida são de todos os
aprendizes que ainda não passaram pela lição. É mais que
natural, é justíssimo. Não comentaríamos, desse modo, qualquer impressão alheia. Todo leitor precisa analisar o que lê.”
—
Que mistificador era esse. Incrível, pedia aos próprios leitores que analizassem o que liam. Mas é claro, ele podia estar falando essas coisas bonitas pra mistificar ainda mais, assim as pessoas acreditariam nele dizendo “nossa que espírito honesto”…
—
Mas afinal, isso não seria mistificar contra todas as evidências ?
October 7th, 2007 às 9:36 pm
Primeiramente parabéns pelo site, meu nome é Maurício e sou espírita faz alguns anos.
Li os livros há 2000 anos e 50 anos depois e julguei-os como belas obras capazes de nos ensinar mais sobre as virtudes cristãs.
O tema do seu texto se refere a não existência de uma personalidade muito respeitada dentro do espíritismo e alega falta de sanidade de outra, Chico Xavier, também de enorme importância no meio.
Gostaria de citar a minha opinião a respeito, creio que há algo mais importânte do que saber se isso é falso ou verdadeiro, sim, o ensinamento contido em todos aqueles livros, tratam sobre a nossa conduta cristã, sim, a mesma conduta que deve ser seguida tanto por católicos, como por evangélicos e espíritas, está em suas doutrinas e dogmas. Porém o seu texto não ressalta isso, estabelecendo um vazio sobre o objetivo dessas obras, dando a entender que, por serem fictícias, podem ser ignoradas, não ajudam em nada etc. O objetivo das obras, você que deve te-las lido sabe, visa nos tornar humildes, trabalhadores, fortes diante das dificuldades, responsáveis, amando os semelhantes como a nós mesmos, muito diferente de “assuntos sem valor” como indiretamente foram as obras classificadas.
Resumindo, se o objetivo principal para um cristão é seguir os ensinamentos de Cristo os livros merecem respeito por ensiná-los não sendo sensato condená-los devido a sua fonte não comprovada.
Além do mais, a Igreja Católica e livros católicos são consultados na pesquisa o que gera descrédito pois é de notório interesse do Catolicismo a extinção das demais religiões e o proselitismo.
Desejo-lhe o melhor e agradeço a sua atenção.
October 8th, 2007 às 4:03 am
Bom, amigos, a escrita automática, ou psicografia é uma prática muito utilizada no espiritismo brasileiro, mas a sua utilização é vista com muita desconfiança por espíritas do mundo todo. No Brasil, principalmente por causa de Xavier, uma indústria se desenvolveu e diversos autores dizem ser canalizadores de espíritos que ditam suas mensagens e até mesmo romances inteiros. Hoje em dia, os psicografistas são mais inteligentes que os antigos e apenas psicografam espíritos de desconhecidos e procuram não fazer revelações bombásticas para não serem detratados posteriormente. Xavier decidiu partir para personagens históricos ou de origem traçável, o que desabona muitas de suas caridosíssimas mensagens. O pesquisador Ian Stevenson, da Universidade da Virginia, afirmou ainda em 1966 que a escrita automática pode virar uma “droga perniciosa, levando o psicografista a escrever compulsivamente” , além de dizer que “surgem efeitos secundários na vaidade do psicogafista, levando-o a tentação de a explorar e fundar um culto”, exatamente como aconteceu com Xavier. Nas pesquisas conduzidas por diversos pesquisadores da paranormalidade mundial, considera-se primordial não generalizar e atribuir a scrita automática a espíritos desencarnados, como é da tradição brasileira. Outros fatores mais fundados em evidências são apresentados para se explicar as escritas automáticas, como a telepatia, auto-hipnose, hipnose, intuição, inspiração, e, é claro a fraude, normalmente com os resultados espantosos provenientes de “cold reading”. Recentemente, um mágico foi ao programa de Adrianne Galisteu e “psicografou” uma mensagem de uma amiga falecida de Galisteu. Deu detalhes de sua personalidade, e até revelou o seu nome, não mencionado anteriormente pela apresentadora. Galisteu perguntou se ele era médium e ele apenas disse: “É uma uma técnica, um truque, muito usado por supostos médiuns.” Essa ténica é usada por Van Pragg, o maior especialista em cold reading do mundo, produzindo mensagens com esmerosos detalhes sobre o falecido, como nomes, bichos de estimação e até a cor favorita. Pragg é considerado o maior canalizador do mundo, já esteve no Brasil, e a sua técnica é impressionante. Não sei se podemos classificar a técnica de Xavier como fraude, apesar do seu “modus operandi” ser bem parecido com o de Van Pragg, como pode se averiguar em diversos vídeos do processo de psicografia de Xavier. Seriam necessárias várias sessões com especialistas em cold reading (e não são muitos) para se averiguar isso, mas como Xavier é falecido, isso é impossível.
October 8th, 2007 às 4:52 am
[…] “Este artigo busca fornecer fortes evidências de que Emmanuel, principal controle ou guia do alegado médium Chico Xavier, na verdade nunca existiu”. Veja tambémChico Xavier, semi-analfabeto? O blog Obras Psicografadas analisa evidências de que, ao contr&aacut… Exclusivo! Inédito! Bombástico! Revelado o segredo de Chico XavierChico Xavier, plagiador? O novo sítio “Obras Psicografadas”, conduzido pelo espírita … Reflexo, digo, “Vulto” de Chico Xavier aparece em foto de seu túmulo Men…Ectoplasma: evidência fotográfica (em cores!) Veja mais casos incríveis e verídicos de ectoplasma, como es… […]
October 8th, 2007 às 12:26 pm
Ridículo seu site, ridículo mais ainda os comentários de desacerebrados como o autor do site, que insistem em dizer que a verdade não é a verdade.
Quanta estupidez dizer que Emmanuel jamais existiu.
Ateus limitados.
Como vocês explicam o fato de Chico Xavier, que não tinha sequer o primário, psicografar um livro de tamanha beleza literária como “Há dois Mil anos”?
E os poemas de Castro Alves e tantos outros?
Tenho pena de ignorantes como vocês.
October 8th, 2007 às 1:41 pm
Olá, Juliana e Gilberto:
—
Juliana: De acordo com o autor do site Sr. Vitor (que diz ser espírita), Chico Xavier embora tivesse só o primário, e ainda estudava e trabalhava desde os 9 anos de idade, era portador de uma super inteligência e ainda, era ajudado por uma “professora particular” misteriosa (que ninguém sabe nem o nome). Claramente uma quantia enorme de evidências anedotas. Mas de qualquer forma, façamos como Chico: respeitemos acima de tudo a opinião alheia.
—
Gilberto:
Eu assisti uma vez Van Pragh na Globo News fazer uma consulta em tempo real para a entrevistadora, ele disse como o pai dela morreu e deu detalhes do que ele fazia antes, o que surpreendeu a entrevistadora…
—
Sinceramente, sobre Van Pragh não sei o que dizer, ele não é espírita e eu não sei tanto sobre ele. Em outro documentário, ví que ele cobra por suas sessões e que, na época, já havia mais de 2 anos de fila por uma consulta… por isso a comparação com Chico é injusta, pois Chico nunca cobrou. Não sei se já assistiu o Pinga Fogo da TV Tupi (tem pra alugar em DVD o Vol I e II), Chico conta que uma vez seu pai estava muito doente e que eles não tinham dinheiro pro remédio, e Chico se recusou a usar o dinheiro de suas obras quando seu pai reclamou “se o dinheiro dos livros são em benefício das almas, no momento não há almas mais pobres do que nós”.
—
Aliás, não só Chico não aceitava dinheiro por suas obras como também não aceitava crédito por elas. E também não aceitava crédito por sua mediunidade (que dizia ter adquirido como forma de compensar o mau uso de sua inteligência no passado - ver o Pinga Fogo novamente). Não consigo imaginar uma vantagem que Chico teve em sua vida com sua mediunidade, na prática ele acabou doando sua vida e sua obra. Por exemplo, adquiriu tuberculose no contato com os mais pobres e doentes, doença que aliás o debilitou muito.
—
Em relação ao “Espiritismo Brasileiro” que o Sr. se refere, como já falei em outro artigo, não existem “outros espíritas”, as palavras espírita e espiritismo foram CRIADAS por A. Kardec para denominar a nova religião proposta por ele, os “outros” espíritas que o Sr. se refere são Espiritualistas ligados ou não a outras doutrinas, em geral muito mais antigas que o Espiritismo. Não se deve confundir espiritualismo com espiritismo pois são coisas distintas…
—
“Outros fatores mais fundados em evidências são apresentados para se explicar as escritas automáticas, como a telepatia(…)”
Você disse telepatia ? Ainda mais como fatores mais fundados em evidências ? Acho que isso é pior que trocar 6 por meia dúzia, sem dúvida a Telepatia é uma coisa muito menos fundamentada que a própria psicografia.
Aliás, pensemos, se não existem espíritos como intermediários a Telepatia depende do cérebro humano para a comunicação. Dentro do cérebro humano, os neuronios se comunicam célula a célula através da “Fenda Sináptica” através de uma “piscina de neurotransmissores” (por assim dizer), ou seja, ao contrário do coração aonde a comunicação se dá pelas “junções vazadas” elétricamente, o cérebro usa um método químico para comunicação.
Assim sendo, para que um cérebro “leia” o pensamento de outro, fica muito difícil. Se tiver alguma teoria ficaria feliz em ler. Eu imagino que a única forma seria que o cérebro do médium lançasse uma “núvem” de neurotransmissores de alguma forma, e o cérebro da “vítima” respondesse com uma outra mensagem química.
Ou seja, a telepatia não havendo espiritos é uma teoria mais improvável que a própria mediunidade.
—
“Xavier decidiu partir para personagens históricos ou de origem traçável, o que desabona muitas de suas caridosíssimas mensagens”
Será mesmo caro amigo ?
Primeiramente, a mensagem de Chico realmente é de caridade, se o Sr. conhecer algum livro de Chico aonde a caridade não seja pregada e sim o egoísmo, me avise. De outra forma, é só evidência anedota. E ainda, além das mensagens serem caridosas, o dinheiro dos livros sempre foram doados a caridade… (se souber algum caso de desvio me avise também, gostaria muito saber).
—
Quanto ao fato de sua obra se referir a personagens históricos, como comentei em outro artigo, embora o Sr. não ache isso positivo, nem sempre outras pessoas concordariam, veja alguns exemplos:
—
Monteiro Lobato, escritor
“Se Chico Xavier produziu tudo aquilo por conta própria, então ele merece ocupar quantas cadeiras quiser na Academia Brasileira de Letras.”
—
Menotti del Picchia, poeta
“Deve haver algo de divindade no fenômeno Francisco Xavier. O milagre de ressuscitar espiritualmente os mortos pela vivência psicográfica de inéditos poemas é prodígio que somente pode ocorrer na faixa do sobre-humano.”
—
(Muito interessante este para o Sr.)
Agripino Grieco, crítico literário
“Se é mistificação, parece-me muito bem conduzida. Tendo lido as paródias de Albert Sorel, Paul Reboux e Charles Miller, julgo ser difícil (isso digo com a maior lealdade) levar tão longe a técnica do pastiche. Não sei como elucidar o caso. Fenômeno nervoso? Intervenção extra-humana? Faltam-me estudos especializados para concluir.”
—
Raymundo de Magalhães Júnior, acadêmico falecido
“Se Chico Xavier é um embusteiro, é um embusteiro de talento. Sua facilidade de imitar seria um dom especialíssimo, porque ele não imita apenas Antero de Quental, Olavo Bilac e Humberto de Campos, mas Alphonsus de Guimaraes, Artur Azevedo, Antônio Nobre etc.
—
Jorge Amado, escritor baiano falecido
“Se ele realmente vendeu todos esses livros, bastaria assumir sua paternidade para transformar-se num dos escritores de maior público do Brasil.”
—
Chico também foi processado pela viúva de Humberto de Campos:
–
Desencarnado em 1934 o festejado escritor brasileiro Humberto de Campos (…) Eis senão quando, em 1944, a viúva de Humberto de Campos ingressa em juízo, movendo um processo, que se torna célebre, contra a Federação Espírita Brasileira e Francisco Cândido Xavier, no sentido de obter uma declaração, por sentença, de que essa obra mediúnica “é ou não do ‘Espírito’ de Humberto de Campos”, e que em caso afirmativo, se apliquem as sanções previstas em Lei. (…) “Entretanto, lá do Nordeste, desse Nordeste de encantamentos e de mistérios, a voz cheia de ternura e de emoção, de uma velhinha santificada pela dor e pelo sofrimento, D. Ana de Campos Veras, extremosa mãe do querido e popular escritor, rompeu o silêncio para ofertar ao médium de Pedro Leopoldo a fotografia do seu próprio filho, com esta expressiva dedicatória: ‘Ao Prezado Sr. Francisco Xavier, dedicado intérprete espiritual do meu saudoso Humberto, ofereço com muito afeto esta fotografia, como prova de amizade e gratidão. (…) essa exma. senhora confirma que o estilo é do seu filho e assegura ao redator de ‘O Povo’ e ‘Press Parga’: “- Realmente - disse dona Ana Campos - li emocionada as Crônicas de Além-Túmulo, e verifiquei que o estilo é o mesmo de meu filho. Não tenho dúvidas em afirmar isso e não conheço nenhuma explicação científica para esclarecer esse mistério, principalmente se considerarmos que Francisco Xavier é um cidadão de conhecimentos medíocres. Onde a fraude? Na hipótese de o Tribunal reconhecer aquela obra como realmente da autoria de Humberto, é claro que, por justiça, os direitos autorais venham a pertencer à família. No caso, porém, de os juízes decidirem em contrário, ACHO QUE OS INTELECTUAIS PATRIOTAS FARIAM ATO DE JUSTIÇA ACEITANDO FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER NA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS… Só um homem muito inteligente, muito culto, e de fino talento literário, poderia ter escrito essa produção, tão identificada com a de meu filho. (ver http://br.geocities.com/edsonbsouza/chicox.htm).
—
Abraços e boa semana a todos,
October 8th, 2007 às 2:28 pm
Faça-se a Luz!!! Depois de rir (pra não chorar) do referido texto contextando Emmanuel, foi um prazer ver as palavras da Juliana e do MoonChild.
Este texto me lembra de um artigo da Revista Espírita de Kardec (1858), onde um “cientista” querendo afirmar a inexistencia dos espíritos, “provou” que as batidas dos espiritos na mesa eram na verdade feitas por um músculo estalante!!! Assim o falso medium movia um musculo da perna e este estalava fazendo parecer que o barulho era de batida nas mesas!
Ja não basta os católicos e os evangelicos e agora temos q lidar com os ditos Espíritas??? Exatamente como previu os Espíritos à Kardec, que chegaria uma hora em que os maiores inimigos do espiritismo seriam os prórpios espíritas!!!
October 8th, 2007 às 2:59 pm
Caro Monchild,
comentando:
01-Prazer em ler mais este artigo seu. Porém gostaria de colocar uma questão inquietante, me parece que o próprio Emmanuel disse que sua identidade (bem como a de André Luiz) estava trocada para evitar relações com personagens conhecidos da história.
Qual a fonte de tal informação? Independente disso, ele acabou trocando seis por meia dúzia, já que Públio Lentulus é uma personagem conhecida da história (apócrifa). O problema não é só com identidade dele, mas com os outros personagens de “Há Dois Mil Anos”.
02 - Se for este o caso, sua teoria não prova que ele nunca existiu, e sim a sua afirmação de que ele realmente não era quem dizia ser.
O que, vindo de um suposto espírito superior, é paradoxal…como confiar em alguém que mente sobre sua própria identidade?
03-Outra coisa importante: os livros de Chico (salvo algumas excessões como Evolução em 2 mundos) eram Romances, por isso não podem ser levados ao pé-da-letra e sim vistos por um ângulo maior (quero dizer, a moral que suas histórias encerram).
O livro é romance mas isso não impede que as informações sejam verdadeiras, e é justamente isso que ele diz, inclusive que as personagens são reais, o que não é o caso. Na CARTA AO LEITOR do romance “50 Anos Depois”, é dito textualmente:
“Se leste as páginas singelas do “Há Dois Mil Anos…”, é possível que procures aqui, a continuação das lutas intensas, vividas pelas suas personagens reais, na arena de lutas redentoras da Terra.”
Abraços.
October 8th, 2007 às 3:20 pm
Prezado MoonChild,
não entendi sua pergunta:”Mas afinal, isso não seria mistificar contra todas as evidências?”
Poderia explicar melhor o que quer dizer com isso?
Quanto ao discurso de Emmanuel de pedir que analisássemos o que líamos, qualquer falsário diz o mesmo, desde e empregada doméstica que rouba a patroa a Renan Calheiros. Eu mesmo trabalhei numa fábrica de bolsas que a cozinheira do meu ex-chefe que trabalhava há mais de vinte anos foi pega roubando bolsas da fábrica. Ela colocava dentro de um saco plástico enorme e dizia que era roupa suja para tirar da fábrica. Antes, porém, colocava dentro do armário dela até a hora de sair. Foi vista colocando as bolsas no armário, e quando descoberta, disse que podiam investigá-la que não arranjariam prova nenhuma contra ela, disse que quem viu não sabe o que viu, que amava a Deus e jamais faria uma coisa dessas, que era pobre mas era digna, disse até que o armário não era dela. Mas a chave dela era a única que abria-o.
Abraços.
October 8th, 2007 às 3:36 pm
Prezado Maurício,
comentando:
01. Li os livros há 2000 anos e 50 anos depois e julguei-os como belas obras capazes de nos ensinar mais sobre as virtudes cristãs.
Também achei. Mas qual a necessidade de cometer uma fraude histórica?
02.O tema do seu texto se refere a não existência de uma personalidade muito respeitada dentro do espíritismo e alega falta de sanidade de outra, Chico Xavier, também de enorme importância no meio.
Não aleguei falta de sanidade do Chico.
03. Gostaria de citar a minha opinião a respeito, creio que há algo mais importânte do que saber se isso é falso ou verdadeiro, sim, o ensinamento contido em todos aqueles livros, tratam sobre a nossa conduta cristã, sim, a mesma conduta que deve ser seguida tanto por católicos, como por evangélicos e espíritas, está em suas doutrinas e dogmas. Porém o seu texto não ressalta isso, estabelecendo um vazio sobre o objetivo dessas obras, dando a entender que, por serem fictícias, podem ser ignoradas, não ajudam em nada etc. O objetivo das obras, você que deve te-las lido sabe, visa nos tornar humildes, trabalhadores, fortes diante das dificuldades, responsáveis, amando os semelhantes como a nós mesmos, muito diferente de “assuntos sem valor” como indiretamente foram as obras classificadas.
Resumindo, se o objetivo principal para um cristão é seguir os ensinamentos de Cristo os livros merecem respeito por ensiná-los não sendo sensato condená-los devido a sua fonte não comprovada.
Não busco fazer em minhas análises julgamentos acerca da moral ou ensinamentos contidos nos livros. Acho isso deveras subjetivo. Digo apenas que não considero que o mais importante seja a mensagem. Já vi vários casos de supostos espíritos e outras entidades como extraterrestres alegarem que o mundo vai acabar na data X e que todos devemos nos confraternizar, nos tornarmos pessoas melhores, pois quando o cataclisma acontecesse, apenas quem decidiu “amar o próximo” seria salvo. Linda a mensagem. Mas usou de meios extremamente anti-éticos e gerou fanatismo entre as pessoas…
04. Além do mais, a Igreja Católica e livros católicos são consultados na pesquisa o que gera descrédito pois é de notório interesse do Catolicismo a extinção das demais religiões e o proselitismo.
Nesse caso específico, quando a Enciclopédia Católica foi terminada demonstrando o caráter fictício de Públio lentulus, Chico tinha apenas 4 anos de idade. Emmanuel não era uma figura conhecida no meio espírita. Não há motivos religiosos, portanto, para a Igreja Católica negar-lhe a existência. Há apenas motivos históricos, de autenticidade.
October 8th, 2007 às 3:43 pm
Prezado Gilberto,
comentando:
01-O pesquisador Ian Stevenson, da Universidade da Virginia, afirmou ainda em 1966 que a escrita automática pode virar uma “droga perniciosa, levando o psicografista a escrever compulsivamente” , além de dizer que “surgem efeitos secundários na vaidade do psicogafista, levando-o a tentação de a explorar e fundar um culto”, exatamente como aconteceu com Xavier.
Muito interessante e concordo em parte, mas qual a fonte de tal informação? Poderia me passar onde Stevenson fez tais afirmações?
02-Recentemente, um mágico foi ao programa de Adrianne Galisteu e “psicografou” uma mensagem de uma amiga falecida de Galisteu. Deu detalhes de sua personalidade, e até revelou o seu nome, não mencionado anteriormente pela apresentadora. Galisteu perguntou se ele era médium e ele apenas disse: “É uma uma técnica, um truque, muito usado por supostos médiuns.”
Muitíssimo interessante também! Qual o nome do mágico? Quando passou tal programa? Penso que a citação do nome seja devido a leitura a quente, e não a frio.
Abraço,
Vitor
October 8th, 2007 às 3:44 pm
Alo Vitor,
—
Em consideração as suas colocações, primeiramente em relação a fonte de quem foi Emmanuel, existem várias e fazem parte do conhecimento das obras de Chico, mas aqui vai uma na internet (entre tantas outras, se quiser posso passar):
http://www.rcespiritismo.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=47&Itemid=25
—
Veja que mesmo no meio espírita não se sabe com certeza quem ele foi, como se lê “muito se questionou sobre a identidade do passado encoberta pela sabedoria divina” .
—
Em relação a confiar em alguém que não revela sua própria identidade, é interessante notar novamente que não revelar a identidade em alguns casos pode ser ruim, mas as vezes representa ato de sabedoria e humildade.
—
Desse modo, ainda que não seja impossível encontrar num romance personagens reais, é bastante claro que no livro “Há 50 anos” ele se referia a personagens do livro “Há 2.000 anos”, estando aí (pelo menos em minha opinião) a relação.
—
Ainda, por outro lado questiono se dizer que os personagens são reais e omitir seus nomes verdadeiros é uma forma de preservação e de focar a atenção na questão moral do livro, ou se é um indício de maldade, má fé ou plágio.
—
Se Chico quisesse plagiar, mentir ou qualquer coisa do tipo, seria fácil: bastava pegar um livro de história e escrever o livro com a ajuda de boa referência histórica, assim ninguém questionaria (pelo menos a identidade dos personagens).
—
Pessoalmente, acho que o fato de haver dificuldade na identificação de Emmanuel se encaixa perfeitamente na proposta puramente moral e religiosa do livro citado, mas aí se apresenta um dilema: O Sr. se recusa a analizar a questão moral nos livros de Chico, e como os livros são basicamente sobre moral, uma análize quase matemática dos mesmos cria no mínimo uma situação curiosa.
—
Se Emmanuel tivesse sido muito claro em suas identidade (o que teria sido fácil de forjar), o foco do livro seria desviado para uma questão histórica, e aí sim teriamos longas discussões se foi ou não foi tal personagem, ficando a proposta moral do livro deixada de lado… e colocando o mesmo sob suspeita de fraude, nesse caso com razão pois aí sim alguém poderia dizer “simples, Chico pegou um livro de história e copiou os personagens”…
—
Abraços, e boa semana
October 8th, 2007 às 3:48 pm
Prezada Juliana,

comentando:
01-Ridículo seu site, ridículo mais ainda os comentários de desacerebrados como o autor do site, que insistem em dizer que a verdade não é a verdade.
Como vc sabe que sua verdade é a verdadeira?
02- Quanta estupidez dizer que Emmanuel jamais existiu.
Isso é fruto de pesquisa. Se há falhas na pesquisa, por favor, apresente.
03- Ateus limitados.
Quanto preconceito contra os ateus…
04-Como vocês explicam o fato de Chico Xavier, que não tinha sequer o primário, psicografar um livro de tamanha beleza literária como “Há dois Mil anos”? E os poemas de Castro Alves e tantos outros?
Veja meus artigos anteriores para sabê-lo.
05-Tenho pena de ignorantes como vocês.
Estou me esforçando para não ser um ignorante, mas vc precisa colaborar apontando falhas na pesquisa.
Um abraço.
October 8th, 2007 às 4:09 pm
Prezado MoonChild,
não acho que Chico “quisesse” plagiar, acho que os livros que ele escrevia possuíam muito conhecimento anímico. Chico escrevia o que sabia, e errou, justamente por não ter um conhecimento profundo sobre o tema.
Ao contrário do que você diz, Emmanuel FOI muito claro em suas identidades. Não vejo o problema de termos uma análise histórica paralela à análise moral, uma não impede a outra, muito pelo contrário, uma REFORÇA a outra. Se Emmanuel tivesse sido mesmo um senador romano, poderia ter mesclado ao conteúdo moral informações históricas de altíssima precisão e teríamos uma excelente prova da existência de espíritos. Dado que o espírito é quem afirma ser, vejamos seus ensinamentos, pois o espírito demosntrou sabedoria e que é digno de confiança. Infelizmente, não foi o que aconteceu.
Abraços.
October 8th, 2007 às 4:18 pm
Alo Vitor,
não concordamos mesmo. Fica exposta minha opinião e a sua, e seguinte o conselho de Emmanuel “Cabe ao leitor o direito de analizar o que lê”.
–
Não adianta
Que cada um julgue aquilo que lê de acordo com o que achar mais justo.
–
Tentei responder suas colocações, mas parece que falamos línguas diferentes (o que não é ruim, é claro).
–
Abraços,
October 8th, 2007 às 5:19 pm
Vitor, se me permite apenas mais algumas colocações:
—
O Sr. diz:
“Chico escrevia o que sabia, e errou, justamente por não ter um conhecimento profundo sobre o tema.”
Me lembro de em outros artigos o Sr. enfatizar como Chico Xavier era inteligente, auto didata e um “leitor compulsivo”. É interessante notar como essa colocação mudou neste artigo, agora ele não tinha conhecimento profundo sobre um tema que se propunha a escrever (e possívelmente um dos mais importantes), por que neste caso em particular Chico não estudaria o que escrever como fez nos outros é uma questão interessante.
—
O Sr. diz “não acho que Chico “quisesse” plagiar”,
No meu texto disse plagiar, disse “Se Chico quisesse plagiar, mentir ou qualquer coisa do tipo”, portanto também me referia a escrita inconsciente.
—
Em relação à Emmanuel demonstrar sabedoria, realmente não tenho qualquer dúvida a esse respeito, sabedoria era uma coisa que não lhe faltava, mas mais uma vez isso depende de como e quem analiza
—
Abraços (e obrigado pelo espaço para comentar)
October 8th, 2007 às 5:29 pm
Bem rapidamente. Mágico: Kronnus. Programa Charme, em 18 de julho de 2007, às 01:00. Ian Stevenson, Twenty Cases of Suggested Reincarnation, Universidade de Virginia, 1966. A Enciclopédia BRITÂNICA afirma que o “Espiritismo Moderno” surgiu em 1848 nos E.U.A., anos antes da publicação do Livro dos Espíritos de Kardec, que não criou o nome. Aliás, o espiritismo nasceu com a fraude das irmãs Fox. Outras fraudes as seguiram. Não confundir com “espiritualismo”. Quanto a caridade, isso não está sendo discutido, acredito. Quanto à telepatia, a parapsicologia “crente” a estuda há quase tanto tempo quanto a comunicação com os mortos. Já a parapsicologia “cética” acha que estudar ambas as coisas é uma perda de tempo.
October 8th, 2007 às 5:44 pm
Gilberto:
—
Rapidamente como você diz
—
Até o site “criticando Kardec” concorda que o termo Espírita e Espiritismo foram criados por Kardec, e eles consultaram dicionários etimológicos (ver http://br.geocities.com/criticandokardec/kardesp.htm).
—
A inciclopédia WikiPedia também concorda, ver http://pt.wikipedia.org/wiki/Espiritismo
—
Quanto a questão da caridade, foi você que trouxe o tema a tona quando diz “o que desabona muitas de suas caridosíssimas mensagens”.
—
Abraços,
October 8th, 2007 às 6:14 pm
Prezado MoonChild,
comentando:
01-Me lembro de em outros artigos o Sr. enfatizar como Chico Xavier era inteligente, auto didata e um “leitor compulsivo”.
Reafirmo tudo o que disse.
02-É interessante notar como essa colocação mudou neste artigo, agora ele não tinha conhecimento profundo sobre um tema que se propunha a escrever (e possívelmente um dos mais importantes), por que neste caso em particular Chico não estudaria o que escrever como fez nos outros é uma questão interessante.
Não há contradição. Chico leu muito, era inteligente, mas não podia ler todos os livros do mundo sobre o tema. Ele leu o que tinha disponível em português, o que não era muito. Quase com certeza leu Renan, “Vida de Jesus”, e talvez “Quo Vadis”. Os livros são ricos em informações sobre Roma, mas não ensinam tudo.
Então, sendo claro: a inteligência e conhecimento de Chico estavam muito acima de uma pessoa normal, mas longe de um especialista sobre o tema.
Abraço.
October 8th, 2007 às 10:18 pm
Olá, Vitor,
Concordo que é sempre um prazer passar por aqui.
Tenho algumas comentários a fazer em defesa de Emmanuel. Penso ser importante defender o “principal” teólogo do espiritismo, mas não vou fazê-lo ainda. Quero amadurecer as idéias e “ouvir” o debate.
Aliás, parabéns, você está tirando da inércia e evitando o fanatismo em um setor da espiritualidade que se propõe (também) ser científico…
Por que os espíritas devem passar por aqui?
Porque um dos princípios da doutrina é exatamente a aproximação com a ciência, e não se faz ciência sem experimentação, especulação e… contestação.
.
Abraços, frater,
Jorge
October 8th, 2007 às 10:46 pm
Alo Vitor,
—
Me desculpe não tinha visto esta mensagem sua “Prezado MoonChild, não entendi sua pergunta:”Mas afinal, isso não seria mistificar contra todas as evidências?”
—
O que eu quis dizer é justamente o que você falou da Sra. que roubava bolsas, porém aqui ao contrário.
—
Ao meu ver, dizer que Chico colocou essa nota como um falsário é justamente mistificar contra as evidências.
—
Todas as evidências apontam que Chico era uma pessoa boa, ou eu pelo menos nunca vi nada de mal nele.
Assim, comparar a nota com “qualquer falsário diz o mesmo” é mistificar.
—
Aliás, nunca toquei neste assunto pois respeito seu site como sendo eu um convidado, mas quando o Sr. fala “qualquer falsário diz o mesmo, desde e empregada doméstica que rouba a patroa a Renan Calheiros” parece haver alguma maldade sua. Mas prefiro acreditar ter sido apenas uma má interpretação minha.
—
De qualquer forma, realmente não concordo com suas colocações sobre Chico, e não é porque sou defensor do espiritismo (mesmo porque o Sr. também é espírita) e sim porque essa parece ser a verdade pra mim.
—
Abraços,
October 9th, 2007 às 12:35 am
Oi, MoonChild,
não há maldade, só achei o argumento fraco, justamente porque mesmo sendo uma boa pessoa, há evidências de que o médium frauda inconscientemente.
Abraço.
October 9th, 2007 às 4:12 am
Bom, amigos espíritas, a base do espiritismo é a crença na reencarnação e sua prova está na comunicação com os mortos, seja por psicografia ou por outra forma qualquer. Bom, a reencarnação é uma impossibilidade total, haja vista que hoje, no planeta Terra existem mais pessoas vivas que o número total de todas as pessoas que nasceram e morreram em toda a história da humanidade. De onde viriam as almas para reencarnar? De outros planetas? Aí não se trata de Espiritismo, mas de Ficção Científica! Os Espíritas dizem que todo o mundo já deveria de saber sobre a vida em outros planetas, embora, fora do sistema solar NUNCA se descobriu outros planetas, ainda é uma teoria (com fortes indícios, entretanto). Me desculpe, mas TODO MUNDO já devia saber sobre outros mundos e outros planos de existência?? Qual foi o grande cientista que publicou tais fatos? Um gênio. Isso só pede ser produto da fé, e não de conhecimento geral, e mesmo assim, quem revela tais coisas? Mortos? Cadê as psicografias de extra-terrestres? Deveria haver bilhões delas… Só conheço as de Ramatis, que descreveu na década de 60 a vida em Marte, não em outro plano de existência, mas no plano em que estamos. Tem até cinema lá!Depois que as fotos de Marte demonstraram que não existe civilizações lá, o discurso mudou. Virou: “outros planos de existência´´. TODO MUNDO só sabe de uma coisa: Espiritismo é religião e não ciência. Todas as religiões que tentaram ditar a ciência não foram bem-sucedidas. O Espiritismo, devido ao seu encolhimento, parece que não está agradando aos brasileiros como explicação cabal para todos os fatos do Universo, e é incrível como certos espíritas parecem ter realmente a verdade em suas mãos e toda as respostas na ponta da língua. É pura retórica vazia, mas reconheço que toda esta história de reencarnação e Karma, e justiça divina é bem atraente, pois nos traz uma certeza que a impunidade não existe e que no fim o ser humano têm evoluído (o que não parece ter acontecido, a não ser na ciência que justamente refuta o espiritismo).
Sempre que alguém diz a um espírita que não acredita em reencarnação, sempre vem a mesma retórica: ´´Qual é a sua religião?´´ E NÃO IMPORTANDO qual seja a resposta, sempre se retruca: ´´Está explicado…“ Procuremos deixar de ver o universo como algo que algumas pessoas que disseram ter falado com espíritos explicam com esmerosos detalhes e vamos encarar a realidade: A vida e o Universo são deliciosos mistérios. Presentes de Deus que não podemos nem vamos compreender de maneira tão simplória e com truques de salão…
Se fala muito no meio Espírita da TVP (Terapia de Vidas Passadas), bom, o fator terapêutico da hipnose já está mais do que comprovado cientificamente. O problema é que algumas pessoas que não conhecem os mecanismos hipnóticos, que estão sendo estudados desde a época de Mesmer, demonstram que a mínima sugestão dada sob hipnose leva o sujeito a criar, com esmereza de detalhes, uma realidade alternativa que existe apenas na mente. No momento que se faz a dita ´´regressão´´ ou, mas recentemente mas com o mesmo mecanismo, a ´´progressão´´(virou moda nos EUA!!!), , diz-se ao paciente ou voluntário que ele está voltando (ou progredindo) no tempo, deixando que o inconsciente crie toda sorte de situações. Desde que ele é a reencarnação de Van Gogh até mesmo que ele é na verdade uma galinha. A Terapia de Vidas Passadas tem o mesmo mecanismo da Regressão de Abduzidos, onde os sujeitos são deixados em um nível de semi-consciência e em seguida se pergunta se “ele vê alguma coisa estranha no céu´´. Imediatamente a rotina de ´´Lapso de Tempo´´ e ´´Exames alienígenas´´ acontece sem exceções, como visto pelo Dr. E. Mack, Phd. Este Psiquiatra constatou a quantidade de pacientes que se beneficiaram desta terapêutica. Ajudou-os a se livrar de seus medos. Mas ele constatou que se todas as pessoas tinham realmente sido abduzidas por extra-terrestres, a amostragem que ele possuía significaria, em termos estatísticos, que 20 milhões de Norte-Americanos teriam sido abduzidos PELO MENOS uma vez em suas vidas. Nem a Terapia de Vidas Passadas, nem a Psicografia, e muito menos a Canalização têm qualquer poder de persuasão à menos atenta das pessoas a fim de convencê-la da existência de espíritos que se comunicam com os vivos e que são agora muito mais sábios que eram quando vivos.
Estuda-se muito no Brasil o Espiritismo de Kardec (que conversando com o espírito de Galileu descobriu que a Lua era circular e chata como um queijo); passando por Chico Xavier (que ao ser contatado pelo espírito de sua mãe, após ter sido reencarnada em Marte, teve revelado todo o mundo espiritual) com uma infindável riqueza de “pérolas“, que vão desde um senador romano com nome Hebreu(?), que passou por várias maquiagens e mudanças de nome para se explicar sua origem até pobres escritores brasileiros revelando pós-mortem que o Brasil revelaria ao mundo o novo evangelho espírita em estilo pobre e decepcionante, chegando a Van Pragg com o seu óbvio ´´cold reading´´, que pode mesmo impressionar, apesar de ser apenas uma técnica (milenar, mas muito desenvolvida hoje).
Como eu disse antes, trata-se um mundo fascinante sim, não pela sobrenaturalização de todos os aspectos humanos pouco conhecidos, mas sim pela visão sociológica de toda essa mitologia criada e os diversos seguidores, com as religiões e sub-religiões e seitas que surgiram. É fascinante neste sentido, mas infelizmente apenas neste sentido…
Quanto a Chico Xavier, bem, Chico Xavier é impossível de se discutir, principalmente após sua morte. Mas divaga-se que ´´Emmanuel´´ reencarnou no Padre Manuel da Nóbrega (ele não foi a abreviação de Nóbrega!) e que hoje se discute se Kardec foi reencarnação de Jesus Cristo e se Chico Xavier a de Kardec!!! Tudo isso discutido com uma seriedade impressionante… Mas acredito que os Espíritas acreditam que o tempo revelará todas essa ´´verdades´´ de forma científica.
October 9th, 2007 às 11:56 am
Caros amigos,
—
Em relação a planetas fora do sistema solar, não é de hoje que a ciência os descobriu, praticamente todo mês descobrem inúmeros, muitos dos quais não são gigantes gasosos como Júpiter e sim de “rochosos” como o nosso, muitos com evidência de possibilidade de vida, para quem quiser ver:
1. Enciclopédia dos planetas extra-solares:
http://exoplanet.eu/
2. Wikipedia:
http://en.wikipedia.org/wiki/Extrasolar_planet
(pra ver a lista enorme de planetas extra solares, clique em “list of star with confirmed extrasolar planets”)
—
Me questiono como alguns argumentos tão afastados da ciência moderna podem servir de base para crítica, pois quem não sabe dos planetas extra solares sinceramente não está atualizado, como o amigo acima que escreveu de forma categórica “fora do sistema solar NUNCA se descobriu outros planetas”. Nunca mesmo ?
—
Em relação a reencarnação ser um impossibilidade matemática, deve-se levar em conta a migração e imigração de espíritos. Aí é claro entra a questão de acreditar ou não… pois desde a época de Kardec tais situações são colocadas de forma bem clara. Há o caso de uma senhora no livro “O Céu e o Inferno” aonde após sofrer muito na Terra, relata após morta que irá nascer em um planeta mais avançado, aonde o sofrimento é menor. E o espiritismo sempre disse que a vida na maior parte dos planetas é etérea, ou seja, em outros planos.
—
Falando em outros planos, já que o amigo questiona “que” cientista já falou nisso, vou citar 2:
1. Albert Einstein: Especulou sobre a existência de diversos planos de Universos, ou seja, muitos mais do que apenas dimensões de simples planetas mas várias dimensões de Universos.
Ver: en.wikipedia.org/wiki/Albert_Einstein
2. Brian Greene (autor de “O Universo Elegante”): Também reforçou a tese de Einstein sobre a existências de diversas dimensões. (ver o Livro “O Universo Elegante).
–
De resto, acho que tudo já foi discutido antes, não vou ficar repetindo
–
Abraços a todos, e viva os planetas extra solares e os cientistas confiáveis que acreditam em várias dimensões.
–
Como disse Pasteur: Não deixe o ceticismo improdutivo te abalar.
October 9th, 2007 às 12:00 pm
[…] Vitor. Emmanuel, o guia de Chico Xavier. http://obraspsicografadas.haaan.com/2007/emmanuel-o-guia-de-chico-xavier/ (acessado dia […]
October 9th, 2007 às 12:07 pm
Não sei porque recebi este texto com indicação do site. Como pastor, cristão e formado em teologia fique chateado com o cabedal de besteiras aqui registrado.
Criar um site para atacar a religião alheia é dos erros, o mais comun dos crentes.Este não é o exemplo dado pelo nosso CRISTO!
Devo lembrar que a BÍBLIA nada mais é do que pura simbologia e que muito do que ja se escreveu sobre o CRISTO jamais foi ou será verdade?
Peço apenas ao PAI que os perdoe pois não sabem o que fazem!
E se esperam colher DINHEIRO comessa campanha de cruz, que nem brasileira é…escolheram o caminho ERRADO.
obs:Quando não se tem a esconder, não usamos apelidos MEDIOCRES como Moon, Child, etc. Lamento meu filho…
mas seu trabalho não passa CREDIBILIDADE!
October 9th, 2007 às 12:36 pm
(Estou tentando publicar este comentário pela segunda vez, espero que seja aprovado, sempre tentei ser o máximo agradável e educado em meus comentários).
–
Obs (mensagem original abaixo). Sr. Renato: Não sou o dono do site, me desculpe. E também não critico a bíblia, acho que sim que a sua interpretação correta é linda e reveladora. Quanto ao meu nickname (moonchild) uso na internet a mais de 12 anos (quando ainda eram as BBS) e não vou mudar. Aliás, o Sr. já leu “O Pequeno Príncipe” ? Lembra do cientista ao qual ninguém dava atenção porque se vestia mal, e depois que trocou as vestimentas foi aplaudido ? Pois bem, sem analogias, acho que não é meu nickname que vale alguma coisa e sim o conteúdo. Abraços,
–
Caros amigos,
—
Em relação a planetas fora do sistema solar, não é de hoje que a ciência os descobriu, praticamente todo mês descobrem inúmeros, muitos dos quais não são gigantes gasosos como Júpiter e sim de “rochosos” como o nosso, muitos com evidência de possibilidade de vida, para quem quiser ver:
1. Enciclopédia dos planetas extra-solares:
http://exoplanet.eu/
2. Wikipedia:
http://en.wikipedia.org/wiki/Extrasolar_planet
(pra ver a lista enorme de planetas extra solares, clique em “list of star with confirmed extrasolar planets”)
—
Me questiono como alguns argumentos tão afastados da ciência moderna podem servir de base para crítica, pois quem não sabe dos planetas extra solares sinceramente não está atualizado, como o amigo acima que escreveu de forma categórica “fora do sistema solar NUNCA se descobriu outros planetas”. Nunca mesmo ?
—
Em relação a reencarnação ser um impossibilidade matemática, deve-se levar em conta a migração e imigração de espíritos. Aí é claro entra a questão de acreditar ou não… pois desde a época de Kardec tais situações são colocadas de forma bem clara. Há o caso de uma senhora no livro “O Céu e o Inferno” aonde após sofrer muito na Terra, relata após morta que irá nascer em um planeta mais avançado, aonde o sofrimento é menor. E o espiritismo sempre disse que a vida na maior parte dos planetas é etérea, ou seja, em outros planos.
—
Falando em outros planos, já que o amigo questiona “que” cientista já falou nisso, vou citar 2:
1. Albert Einstein: Especulou sobre a existência de diversos planos de Universos, ou seja, muitos mais do que apenas dimensões de simples planetas mas várias dimensões de Universos.
Ver: en.wikipedia.org/wiki/Albert_Einstein
2. Brian Greene (autor de “O Universo Elegante”): Também reforçou a tese de Einstein sobre a existências de diversas dimensões. (ver o Livro “O Universo Elegante).
–
De resto, acho que tudo já foi discutido antes, não vou ficar repetindo
–
Abraços a todos, e viva os planetas extra solares e os cientistas confiáveis que acreditam em várias dimensões.
–
Como disse Pasteur: Não deixe o ceticismo produtivo te abalar.
October 9th, 2007 às 8:28 pm
Como eu disse, senhor Moonchild (desculpe, estou inferindo que seja do sexo masculino), a própria Wikipedia que você indicou chama os exoplanetas de CANDIDATOS a planetas. Muitas outras verificações estão pendentes. Quanto a Eintein, com seus dons de retórica, você o usa a seu favor. Mas lembra-se do que disse sobre telepatia, pois é, Einstein escreveu a favor da telepatia no prefácio do livro “Mental Radio” de Upton Sinclair.
October 9th, 2007 às 11:13 pm
Gilberto,
—
A lista é sim confirmada, aqui vai o link direto caso não tenha encontrado:
http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_stars_with_confirmed_extrasolar_planets
—
E não é coisa nova não… pode ver que foi em 1992 que descobriram o primeiro.
—
Abraços
—
MC
October 10th, 2007 às 4:09 am
Você venceu, viva os planetas extrasolares que, cheios de vida (e conseqüentemente de mortes) inundam o nosso planeta de almas reencarnadas. Mas cuidado, se você foi um nazista, você reencarnará como aidético (como foi dito por espíritas na década de 80) para sofrer o que os judeus sofreram nos campos de concentração (ih, agora o coquetel de remédios poupou os aidéticos desse infortúnio, então vamos matar outros, pois a justiça divina não pode falhar). Que tal a polio, destino cruel para aqueles extra-terrestres malvados em outra encarnação, eles têm que pagar. Êpa, descobriram a cura para a pólio! Então vamos escolher outra doença para trazer a justiça. Os brancos europeus têm almas mais evoluìdas que os africanos, pois sofrem menos. Os brasileiros são meio europeus e meio africanos, então sofrem apenas metade (Mas de que planetas estamos reencarnando? De um planeta que também possui brancos e negros? Talvez azuis e púrpuras com bolinhas amarelas…) O pobre menino João Hélio foi arrastado por um carro em movimento e morto barbaramente. Ah, logo apareceu um espírita para explicar: ele fez o mesmo com um escravo em uma vida passada (aqui ou em Upsilon Andromedae F8V?). Mereceu. Os recentes acidentes de avião não foram obras do acaso. O acaso não existe, lembra? (Leia Kardec) Os passageiros que morreram mereciam pagar (será que todos eram políticos corruptos em outra encarnação no planeta 47 Ursae Majoris G0V?) com a vida. O dia deles chegara. Ou será que o dia era do piloto?
October 10th, 2007 às 1:03 pm
Alo Gilberto,
—
Gostei muito dessa última mensagem sua, acho que é a melhor de todas.
—
Suas dúvidas são totalmente compreensíveis e justíssimas. Acho que são as dúvidas de todos… incluindo eu mesmo.
—
O fato é que essas “fatalidades” ocorrem mesmo, isso ninguém pode negar…
—
Do ponto de vista religioso, nos vemos no seguinte dilema: Se Deus existe e permite tais desastres, será por:
—
1. Justiça: nesse caso tem que ser por algo que a pessoa fez em outra vida, especialmente se for criança e vale lembrar que esses “castigos” são impostos, segundo o espiritismo, por misericórdia Divina, ou seja é uma segunda chance. Pode doer, mas (e repito: segundo os espíritas) é melhor que ir pro inferno eterno, e é no fim das contas o preço do livre-arbítrio. A liberdade traz possibidades, mas também responsabilidades.
—
2. Deus não se importa: nesse caso, acho que pessoalmente preferia a 1a opção
—
3. Deus não tem força para combater o que causa esses desastres (Diabo, acaso, etc): Então a definição de Deus como todo-poderoso deveria ser revista, pois tem alguém (ou algo) capaz de trazer sofrimentos enormes e injustos a seus filhos e ele nada pode fazer. Mas é uma opção…
—
Quanto aos avanços da medicina, no livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo” podemos ler “chegará o dia em que a higiene (medicina) achará a cura de todas as doenças, então os sofrimentos serão apenas morais”.
—
Dessa forma, o espiritismo diz que embora todos estejamos neste mundo de sofrimento, devemos nos ajudar na caminhada, não podemos viver a vida pelos outros, mas podemos sempre ajudar de alguma forma. E isso não é ruim. Que todas as doenças se curem mesmo, que nossas autoridades sejam mais cuidadosas (evitando acidentes como os de aviões), e que nossa vida se torne melhor a cada dia.Não vejo contradição com o espiritismo, acho que talvez o amigo não estudou a questão a fundo.
—
Basicamente, o sofrimento é inerente ao mundo que vivemos (e acho que isso é fácil de constatar), e nem todo mundo que morre é culpado de algo ou fez algo no passado, e a melhoria deste mundo é algo desejado pelo espiritismo.
—
Mas realmente, ocorre uma confusão neste ponto. As vezes se pode ter a impressão de que o espiritismo diz “tem que sofrer mesmo, fez por merecer”, mas na verdade o correto seria “está sofrendo, não vamos pensar no que ele fez e sim ver o que se pode fazer por ele” (ver o “Evangelho segundo o espiritismo”).
—
Além de as vezes termos maus exemplos no espiritismo: pessoas as vezes acham razão pra tudo. Se seguirmos a lógica da justiça espírita (n. 1 acima), realmente alguma razão deve ter, nem que seja apenas o preço de ter que nascer num mundo como o nosso mundo (este mundo real, com tantas injustiças), e não algo em específico. O fato é que não cabe a nós, espíritas ou não, especular o “karma” alheio, aliás segundo o próprio espiritismo o esquecimento do passado é justamente por misericórdia de Deus (sendo uma segunda chance), por isso as vezes especular o porque das tragédias - ainda que com boa vontade - pode ser falta de caridade. Mas… maus exemplos vemos em todas as religiões, ou qualquer grupo formado por humanos.
—
Mas o que eu sei é que o espiritismo como religião não deseja o sofrimento do homem, e segundo a mesma doutrina a mudança dos sofrimentos do plano físico para o moral é desejável, incluindo aí a cura das doenças, da pobreza, dos desastres… se Deus quisesse o sofrimento, não teria nos dado a inteligência para a melhoria.
—
Mas a dúvida é justa. Cabe a cada um filosofar o por que dos sofrimentos desse mundo… pessoalmente, achei na lógica espírita a explicação que me melhor serviu, basicamente por que é a única aonde os sofrimentos tem causa, e não são aleatórias, ou causadas por alguma entidade (Diabo, etc), que por algum motivo ataca mais umas pessoas e deixa outras em paz (outras que nem sempre são as melhores, sabemos), e ao qual Deus não combate, por omissão ou falta de força.
—
Forte abraço
October 10th, 2007 às 4:56 pm
Um abração!
October 11th, 2007 às 3:15 pm
[…] sim a famosa “carta” [apócrifa] de Lentulus ao Senado descrevendo Jesus [vide o artigo “Emmanuel, o Guia de Chico Xavier“, para ler a dita carta]. O livro “Há Dois Mil Anos”, porém, não reproduz o conteúdo […]
October 18th, 2007 às 12:01 am
Qual a utilidade desse trabalho mesmo?
October 18th, 2007 às 1:08 am
Estimular a pesquisa, o raciocínio, o senso crítico.
Um abraço.
November 16th, 2007 às 8:58 am
Prezados, a análise histórica sugerida é muito interessante. Entretanto, seu autor não possui currículo cadastrado na Plataforma Lattes. Ou seja, qual é a formação acadêmica dele? Quais são as fontes que ele utiliza para desconstruir o nome da suposta filha do suposto senador?
Para que a crítica possa ser levada a sério, precisamos de algumas referências mínimas, assim, peço maiores informações.
November 16th, 2007 às 12:22 pm
Prezado Lair,
o autor possui sim currículo cadastrado na Plataforma Lattes.
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4785592E0
Sobre fontes, eis o que consta em sua pesquisa:
-
“Para questões onomásticas, remete-se o leitor ao artigo “Roman Personal Names”, págs. 1.024 a 1.026 de HORNBLOWER, Simon, & SPAWFORTH, Antony, The Oxford Classical Dictionary, Third Edition, Oxford University Press, Nova York, 1996, bem como à rica bibliografia anexa ao referido artigo. Também são bastante interessantes as observações constantes em SETTIPANI, Christian, Continuité Gentilice et Continuité Familiale dans les Familles Sénatoriales Romains à l’époque imperiale – Mythe et Réalité, Unity of Prosopographical Resarch, Linacre College, Oxford, 2000, principalmente págs. 13 a 16 e 53 a 58. Na Internet, alguns portais que fornecem informações interessantes são (entre outros): http://www.uvm.edu/~bsaylor/rome/nomenclature.html (Roman Personal Nomenclature), http://www.barca.fsnet.co.uk/rome-names.htm (Roman Names) e, também http://www.romanistik.uni-mainz.de/ifr/onomastik/roman_names.htm (Roman Names).”
Um abraço.
November 25th, 2007 às 4:13 am
Eu como historiadora, me senti no dever de pontuar uma coisa, que considero um grave erro nesse artigo.
“Houve de fato alguns “Públios Lentulus” na história de Roma, mas nenhum deles se encaixa na personagem referida no romance “Há Dois Mil Anos”. De fato, o único indício de sua existência seria uma famosa carta que descreve Jesus. “
Eu apenas gostaria de informar que praticamente não existem documentos escritos do periodo, foram destruidos ou perdidos, então essa conclusão é praticamente impossivel
“Nunca houve um Governador de Jerusalém; não se sabe de nenhum Procurador da Judéia que tenha se chamado Lentulus e um governador romano não teria se dirigido ao Senado no modo representado. Por último um escritor romano não teria empregado as expressões, “profeta da verdade”, “filhos de homens” ou “Jesus Cristo”. Os dois primeiros são idiomas hebreus, o terceiro é tomado do Novo Testamento. A carta, portanto, dá uma descrição de Jesus tal como a religiosidade cristã concebeu-o.”
Enciclopedia catolica? eu não sei quem a escreveu, mas tenho quase certeza que ela não pode ser considerada fonte histórica, assim como a biblia também já não é mais considerada.
Se a tentativa de desmentir a existencia do guia for de cunho apenas religioso, entendo os argumentos, mas historicamente não se pode provar nem que existiu nem que não existiu, já que os documentos da época foram perdidos.
November 25th, 2007 às 4:23 am
Outra coisa, pelo que eu vi, do autor da pesquisa, ele é um engenheiro..não quero desmerecer a pesquisa, mas talvez ele não tenha total clareza do que representa uma fonte histórica séria, e o que não representa, isso pq a formação dele não tem absolutamente nada a ver com isso certo? é por isso que cada uma na sua area, é a melhor coisa!
November 25th, 2007 às 3:14 pm
Prezada N,
o senhor José carlos já informou que “mesmo que algumas causas dos fenômenos sociais não sejam ainda conhecidas, ou o sejam somente de modo incompleto, ou mesmo tenham um caráter polêmico, a factualidade daquela sociedade, daquela época e lugar, é suficientemente conhecida para se poder apresentar como um plano de comparação para a ambiência exibida pelo livro. ”
Além da Enciclopédia Carólica, a pesquisa do senhor José Carlos engloba vários autores, como Mömmsen, Coarelli, Syme, Sherk, Jones, Flower, Sumner, Barrett, Camodeca, Settipani, e outros.
Um abraço.
November 25th, 2007 às 11:54 pm
Só que a citação que vc faz no seu artigo é dessa enciclopedia catolica e não de qualquer outro livro, e continuo afirmando que esse tipo de conclusão não é possível, principalmente por parte de um egenheiro que nem tem dominio de como se analisa um documento histórico, mas cada um acredita no que quiser certo?
abraços Victor!
November 26th, 2007 às 12:27 am
Prezada N,
o trabalho do senhor José Carlos é muito extenso e não viável de citar de forma completa no espaço de um blog. Tive de selecionar apenas um pequeno trecho, mas pode ter certeza que seu trabalho é baseado no estudo de muitos autores, vários já citados.
Um abraço.
November 28th, 2007 às 5:04 am
Victor, uma coisa que esqueci de mencionar…quando se trata de religiosidade é muito dificil provar as coisas, antes de falar de Emmanuel, podemos falar de Jesus Cristo..não existe nenhum documento nem vestigio arqueologico que prove sua existencia, a biblia é o unico livro onde ele é mencionado…e mesmo assim, ele é base para as crenças da maior parte da população do planeta…acho isso deveras intrigante!
November 28th, 2007 às 11:28 am
Prezada N,
perceba que numa comunicação mediúnica o alegado espírito precisa fornecer provas de sua existência. No caso de Emmanuel, mesmo que Publio Lentulus tenha existido, o que ele relata não está de acordo com o que a História ensina, especialmente com relação à construção dos nomes romanos.
Vc citou Jesus. Há um livro de Jesus, mediúnico, chamado “A Vida de Jesus ditada por ele mesmo”. Vc diria que tal livro foi ditado REALMENTE por Jesus? Eu analisaria bem a fundo o livro,tentaria achar inconsistências, antes de chegar a uma conclusão.
Deixa eu te perguntar uma coisa: você é professora de História Antiga?
Um abraço.
November 30th, 2007 às 2:10 am
Não diria…mto pelo contrario…hehehe…foi isso que quis dizer…que não existe prova alguma da existencia de Jesus, e mesmo assim acreditam…
na verdade minha area é história da arte, mas eu estou sempre em contato com arqueologos, por isso comentei sobre os poucos documentos do periodo, pq foi o que ouvi da boca deles
February 25th, 2008 às 7:00 pm
MoonChild, parabéns rapaz, voce é espetacular em suas informações, bem informado, educado, racional, só os seus comentarios aqui ja valeram a pena neste post.Esclarecedores e deixaram os pseudos sabetudo comendo poeira.
Obrigado também ao site que, no fim das contas, por colaborações inteligentissimas como MoonChild, acabam por promover ainda mais as idéias espiritas, sou novo aqui, mas ja tratei de repassar o link do site aos amigos espiritas, e eles também acharam fantasticos os coments mais inteligentes. Um amigo meu evangélico achou lamentavel o comentario de Renato, nos disse que caçoar do próximo por caus do nick é faltar com a caridade ensinada por Jesus, prova d q tb temos bons evangelicos.
February 26th, 2008 às 5:28 pm
Parabéns pelo conteúdo de informações e as discussões sensatas, pra nós espiritas, fica como forma de estudos, aumentando os conhecimentos quando nos obriga a analisar os fatos, e a desenvolver o raciocinio na busca da verdade.
Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertarás
May 14th, 2008 às 12:27 am
Ótima observação. O espiritismo possui um “espírito” de tolerância que outras denominações ditas cristãs não possuem, ponto. Porém, dificilmente poderia considerar o espiritismo como ciência ou levar a sério os ditos “guias” espirituais… Lendo as obras de Chico Xavier e Divaldo Franco, não percebo nenhum insigth ou idéia nova que possa ajudar a melhorar o discurso eterno sobre o sentido ou a ausência de sentido na vida. Não se trata de desqualificar as obras, apenas que não vejo, sobre uma analise mais detalhada e crítica, algo que traz novas contribuições ao acervo de conhecimento da humanidade.
August 12th, 2008 às 2:29 pm
Amigo, admiro seu esforço em achar nas obras de Chico e na figura de Emmanuel evidencias de fraude. Mas lamento imensamente, seu trabalho é inócuo. Mas deixe de lado estas pesquisas, e não pense em Emmanuel como um espírito, tente se concentrar na essência e nos ensinamentos dos seus livros, que com certeza terá a oportunidade de se tornar um indivíduo bem melhor. Quem dera que todos os indivíduos que se voltassem para as fraudes, ou mesmo misticismo, nos trouxessem os ensinamentos de Emmaneul e a vivência cristã de Chico Xavier. A doutrina não precisa de defensores, ela por si só, pelo conhecimento que nós dá, ja é um manual de cristianismo. Emmanuel ja tá la na frente no seu processo evolutivo, não pelo que fez, ou qual encarnação teve, mas porque não perdeu tempo e fez a sua parte. Que façamos a nossa. Fique com Jesus e que ele nos ilumine.
January 6th, 2009 às 12:44 am
Amigo, se na sua busca de provar a fraude conseguistes a certeza do que almejastes porém tivestes modificado um pouco o seu íntimo sobre questões como orgulho, consciência, modéstia e moral cristã, sua linhas apesar de questionáveis teram valido a pena.
Veja, continue se esforçando, em determinado momento acharás a resposta do que procuras e aí sim terá a certeza do que escreve.
Gostaria de convidá-lo a acordar bem cedo a assistir a um nascer do sol, em um lugar onde exista algum tipo de vegetação, e nesses minutos preciosos pergunte-se onde está Deus nesse processo, nesse momento vou orar para que algum espírito iluminado lhe ajude a compreender que não importa muito verdade ou o entendimento exato do como ocorre mas sim a essência do ensinamento/emoção transmitida que toca o coração modificando a conduta, e aí vc irá compreender como são importantes as palavras escritas ou ditas, e compreendendo que não tem certeza no fundo do que escreve colocará a mão na consciência percebendo o erro que cometestes.
Só uma pessoa com muita certeza no coração é capaz de escrever linhas tão frágeis batendo de frente com textos que mudou a conduta para melhor de centenas de pessoas.
Vou orar por ti essa noite irmão.
March 5th, 2009 às 11:19 am
A conclusão que tiraram do Emmanuel foi a de um “mistificador”, “uma criação imaginária do médium”
Pois bem, que “grande mistificador” foi então o espírito Emmanuel dada as profundas ilações e verdades filosóficas que incentivam o homem a melhorar-se.
Prefiro mil vezes “um” espírito “mistificador” que incentive o bem e o amor entre os seres encarnados, promovendo verdadeira revolução moral para o planeta, do que “um muilhão” de cientistas metidos á sabe tudo e que prestam um desserviço a humanidade.
Os cientistas se acham os donos da verdade.
Eles, do alto de sua presunção, firmados em pedestais erguidos pela propria vaidade cega,acreditam que podem decidir o que o povo deve saber, sentir e pensar.
Ledo engano.
Dia destes eu perguntei a meu filho meu de apenas 12 anos se ele acreditava que o universo, sendo infinito, com zilhões de galáxias inesploradas pelos “cientistas” poderia promover vida somente na terra, um insignificante planetinha comparado com a vastidão dos cosmos. Meu filho, de apenas 12 anos, sem ter “aparelhos” para pesquisar, apenas com seu raciocínio inocente me respondeu. “acho muito difícil tio. É o mesmo que olhar para um morro coberto de casinhas e afirmar que entre todas aquelas casinhas ali existentes somente uma é habitada.” Confesso que eu fiquei perplexo com a resposta do meu filho.
Quando é que esta chusma de cegos vão conseguir entender que os aparelhos que eles usam não conseguem captar a matéria que existe em outro estado radiante?
Que é preciso melhorar-se moralmente para se obter informações tão preciosas acerca da realidade espiritual?
Eu não necessito que um “cientista” dite as normas do que eu preciso acreditar.
Um homem pode ser um catedrático, possuir diploma, ser baicharel, ter mestrado, anel graduado e não passar de um completo ignorante da vida espiritual.
A vida espiritual é um fato e não uma ideia meramente especulativa, e um fato não precisa ser confirmado pelos que presunçosamente pensam deter a hegemonia intelectual de uma raça.
Se Chico Xavier foi um “plagiador”, se o espírito Emmanuel foi uma “farsa”; então o Mestre Jesus foi o maior plagiador que existiu, e também o farsante inigualável, pois sua sabedoria é uma colcha de retalhos de diversas doutrinas filosóficas que existiram anterior a Ele mesmo,e sua existência física até hoje nossos “pseudos-sábios cientista” nunca conseguiram provar.
É de fazer rir esta campanha…mas é a nossa realidade.
Homens de grande cabedal de informação, que hipertrofiam seus cérebros de conhecimentos, mas continuam com seus coração murchos, vazios, gelados…
Gandhara.
May 4th, 2009 às 12:19 am
Não adianta ficar procurando evidencias ou provas da existencia de emmanuel.
O evangelho de ” Jesus ” foi mal compreendido até a nossa época, com ajuda do espiritismo e a ciência (evangelhos apócrifos ) hoje podemos ter uma visão mais real do verdadeiro Jesus e não esse foi adulterado pela igreja.
Emmanoel nos dias de hoje veio trazer poderosos ensinamentos inspirado pelo espírito de verdade e outros espíritos voltados para o mesmo trabalho nesta dimensão.
Digo que não importa se o espírito é um intelectual ou um gênio, na dimensão real onde habitam, fica difícil a comunicação para a nossa dimensão espaço tempo onde tudo é limitado as nossas leis da matéria.
Digo que não importa a categoria do espírito ele sempre terá dificuldades para interagir na nossa dimensão.
Digo que qualquer manifestação mediúnica que analizarem, vão encontrar uma mistura da manifestação da consciência espiritual e da consciência ou inconsciência do médiun que também muito participa.
por isso vamos conhecer a árvore pelos frutos .
November 10th, 2009 às 8:06 pm
Questionar a mediunidade de Chico Xavier é tolice. Chico Xavier passou incontáveis mensagens de desencarnados a inúmeras pessoas, que atestaram a veracidade das mesmas. Isto á fato comprovado! Chico Xavier nunca simulou e nunca o desmascararam (como aconteceu com aquele engenheiro que incorparava o dr. Fritz). Se ele tivesse sido uma farsa, teriam descoberto qdo. ele ainda estava entre nós (e ficou muito tempo entre nós, psicografando). Durante toda a sua vida, a sua mediunidade fora posta à prova e nunca houve coisa alguma que a desabonasse. Isto é incontestável. Quando em vida, muitos tentaram pôr em descrédito a mediunidade de Chico Xavier, mas não tiveram êxito (principalmente os evangélicos). Agora, não estando mais entre nós, é muito fácil denegrir a imagem de Chico Xavier ou desmerecer a sua mediunidade.
December 4th, 2009 às 1:26 pm
Como o próprio Cristo nos dá a oportunidade do livre arbítrio, cada um tem direito de pensar o que quiser, e por isso é com grande respeito que dou meu comentário. Mas como muito bem lembrado por um amigo acima, o livro é um romance, de modo que o ensinamento não está nos relatos quanto ao nome real dos governadores, mas sim na grande mensagem espiritual que ele nos trás. Nos infinitos bens morais, que a resignação e o testemunho nos dão. O importante não é provar ou não, se Emmanuel existiu, mas sim reconhecermos a grande oportunidade de apredizado que esse espírito, através do grande médium Chico Xavier, nos transmitiu. São centenas de livros psicografados, em contínuo trabalho a favor de nós. Devemos reconhecê -los pelo o que fez e faz por nós juntos aos abnegados amigos da espiritualidade maior. E devemos nosso respeito a ele, pelo imenso Amor que vibra em sua alma, pelas suas afirmativas que nos induzem ao perdão, a resignação e a caridade fraternal. Já existem tantas pessoas propagando divergências, como espíritas que somos, devemos propagar o amor acima de tudo. Que todos possamos ser envolvidos melhores vibrações de amor! Fique em Paz! E trabalhemos de maneira eficaz para melhorarmos um pouco mais esse planeta que nos abriga. Abraços!
January 20th, 2010 às 7:49 pm
Prezado senhor,
Chico Xavier psicografou, durante sua vida, umas cinco mil mensagens de pessoas falecidas, nas quais contavam detalhes que somente as famílias delas conheciam. Além disso, as assinaturas nas mensagens eram muito semelhantes às das pessoas falecidas.
Alguns explicam esse fenômeno dizendo que o Chico ” captou ” em algum lugar os detalhes sobre as vidas dessas pessoas e as suas assinaturas.
Acaso o senhor acha essa explicação mais aceitável racionalmente e cientificamente?
Acaso o senhor pensa que essa explicação não é mística?
Não é mais esquisita e difícil de aceitar- se que aceitar que os falecidos continuam vivos e que podem se comunicar?
January 28th, 2010 às 12:50 am
“”Não é mais esquisita e difícil de aceitar- se que aceitar que os falecidos continuam vivos e que podem se comunicar?”"
Não
January 28th, 2010 às 1:02 am
Irmãos,
Queria apenas colocar uma afirmativa histórica, mas que nem por isso prova que é fraude. Até hoje muitos homens em muitos lugares duvidam da existência de Jesus Cristo, mas nenhum deles até hoje foi capaz de perpetuar seu nome em nosso dia a dia, uns por ama-los, outros por odiá-lo, outros por descrença, e muitos por não poder provar cientificamente. Porém, seus ensinamentos estão aí, e não existe nada de maior singularidade e singelo.
Por isso essa discussão e “Provas”, só prova que o espírito em questão despertou a vontade das pessoas de busca-lo, amálo, ou odia-lo.
February 2nd, 2010 às 12:32 am
Chico Xavier realmente incomoda. Incomoda muita gente. Principalmente àqueles que não admitem que um pobretão, sem estudo, sem eira nem beira, nascido nos cafundós de Minas Gerais, foi escolhido para cumprimento de uma missão espinhosa, delicada, ingrata, sofrida e gloriosa… e digo gloriosa porque ele conseguiu dar conta de realizar coisas que ninguém conseguiu até hoje: fora tudo o mais que ele realizou - 417 livros (psicografados ou não). Vocês citam tanto, o espírito Emmanuel e seus dois romances “Há dois mil anos” e “Cinquenta anos depois”…mas, não vi nenhuma citação até agora, ao primeiro livro psicografado e publicado por Chico Xavier, quando ele ainda contava 17 anos - “Parnaso de Além-túmulo”, no qual os maiores poetas brasileiros e portugueses clamaram dos túmulos, que continuavam tão ou mais vivos do que antes, grafando centenas de poesias inéditas, cunhadas em seus respectivos estilos. Um abraço